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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ucrânia: Lavrov avisa Rubio que fornecimento de armas a Kiev é &#8220;inaceitável&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou esta quinta-feira ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que Moscovo considera "inaceitável" que os Estados Unidos continuem a fornecer armamento à Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou esta quinta-feira ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que Moscovo considera &#8220;inaceitável&#8221; que os Estados Unidos continuem a fornecer armamento à Ucrânia. O aviso foi transmitido durante um encontro realizado à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), nas Filipinas, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua a dominar as relações entre Moscovo e Washington.</p>
<p>Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Lavrov aproveitou a reunião para atualizar o seu homólogo norte-americano sobre aquela que classificou como a &#8220;situação real&#8221; na linha da frente do conflito, reiterando que o reforço do apoio militar ocidental a Kiev é inaceitável para Moscovo. &#8220;Lavrov informou o seu homólogo norte-americano sobre a situação real na linha da frente e sublinhou que seria inaceitável continuar a armar o regime de Kiev&#8221;, refere a nota. O chefe da diplomacia russa reafirmou ainda a alegada disponibilidade da Rússia para alcançar &#8220;uma solução política e diplomática&#8221; para a guerra.</p>
<p>Além da Ucrânia, os dois responsáveis abordaram igualmente a situação no Golfo Pérsico, região que continua a concentrar uma parte significativa da atenção estratégica de Washington devido ao conflito em curso com o Irão. O diálogo decorreu num contexto de forte tensão internacional, com os Estados Unidos a manterem o apoio militar à Ucrânia enquanto enfrentam simultaneamente desafios crescentes no Médio Oriente.</p>
<p>Apesar das críticas de Moscovo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem demonstrado apoio à estratégia ucraniana de realizar ataques de longo alcance contra território russo, nomeadamente contra infraestruturas energéticas. Durante a cimeira da NATO realizada este mês em Ancara, Trump afirmou que esta estratégia representa &#8220;uma escalada, mas também uma escalada que pode ajudar a conduzir ao fim&#8221; da guerra.</p>
<p>Entretanto, os combates prosseguem no terreno. As autoridades russas anunciaram que ataques ucranianos durante a noite provocaram quatro mortos em território russo e em áreas ocupadas pela Rússia. Segundo Sergey Aksyonov, responsável instalado por Moscovo na Crimeia anexada, duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na península. Na região russa de Voronezh, o governador Alexander Gusev informou que uma criança de três anos morreu depois de um drone atingir uma habitação e provocar um incêndio. Já em Belgorod, o governador interino Alexander Shuvaev anunciou a morte de uma pessoa num ataque ao distrito de Shebekinsky. Por sua vez, a Força Aérea ucraniana indicou que a Rússia lançou durante a madrugada um míssil balístico, cinco mísseis de cruzeiro e 168 drones de ataque contra território ucraniano, acrescentando que as defesas antiaéreas conseguiram destruir ou neutralizar dois mísseis de cruzeiro Kh-59/69 e 154 drones.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792913]]></sapo:autor>
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		<title>Tecnológica Nokia mais do que duplica lucro no primeiro semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Nokia registou um lucro líquido atribuído de 88 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 184% em relação ao mesmo período de 2025, informou hoje a empresa de telecomunicações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Nokia registou um lucro líquido atribuído de 88 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 184% em relação ao mesmo período de 2025, informou hoje a empresa de telecomunicações.</P><br />
<P>O lucro bruto da Nokia entre janeiro e junho ascendeu a 4.123 milhões de euros, um aumento de 9,6% em termos homólogos, enquanto o resultado operacional diminuiu 78%, para 151 milhões.</P><br />
<P>A tecnológica finlandesa registou um volume de negócios de 9.248 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>Segundo a Nokia, este aumento deveu-se sobretudo ao crescimento do negócio de redes óticas para Inteligência Artificial (IA) e serviços de nuvem.</P><br />
<P>Por zonas geográficas, a Nokia aumentou as vendas no continente americano, onde registou um volume de negócios de 3.295 milhões de euros (9%), e na Europa, Médio Oriente e África, regiões em que aumentou também as receitas em 9%, atingindo os 4.042 milhões.</P><br />
<P>Em contrapartida, as vendas caíram 2% na região da Ásia-Pacífico, situando-se nos 1.910 milhões de euros.</P><br />
<P>A Mobile Infrastructure, a divisão que mais contribui para as receitas após a recente reestruturação, registou um volume de negócios de 5.183 milhões de euros, um aumento de 1% relativamente ao ano anterior.</P><br />
<P>Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) da Nokia, Justin Hotard, destacou que, só no segundo trimestre, o negócio de IA e computação em nuvem da Nokia recebeu encomendas no valor de 2.800 milhões de euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792893]]></sapo:autor>
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		<title>Lucros da Nestlé caem 31,4% para 3.729 M€ na primeira metade do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:35:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Nestlé, maior empresa mundial do setor da alimentação, informou hoje que obteve um lucro líquido de 3.472 milhões de francos suíços (3.729 milhões de euros) na primeira metade de 2026, menos 31,4% face ao mesmo período do ano passado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Nestlé, maior empresa mundial do setor da alimentação, informou hoje que obteve um lucro líquido de 3.472 milhões de francos suíços (3.729 milhões de euros) na primeira metade de 2026, menos 31,4% face ao mesmo período do ano passado.     </P><br />
<P>    A queda deveu-se, entre outros fatores, ao aumento dos custos de reestruturação e à deterioração do valor dos ativos mantidos para venda, destacou a empresa num comunicado onde mencionou que o lucro básico por ação caiu para 1,35 francos suíços (1,45 euros).</P><br />
<P>As vendas do gigante de Vevey entre janeiro e junho situaram-se em 43.109 milhões de francos suíços (46.300 milhões de euros), menos 2,5% em termos homólogos.</P><br />
<P>&#8220;Embora o ambiente externo continue incerto, estamos a adotar medidas para acelerar um crescimento sustentado&#8221;, avaliou o conselheiro delegado Philipp Navratil, que sublinhou que dados como o crescimento orgânico de 3,7% no segundo trimestre mostraram &#8220;o avanço constante em direção aos objetivos de médio prazo&#8221; da empresa.</P><br />
<P>A América liderou as vendas no primeiro semestre, com um total de 18.646 milhões de francos (20.026 milhões de euros), seguida da Ásia-Pacífico e África, com 10.366 milhões de francos (11.133 milhões de euros), e da Europa com 9.044 milhões de francos (9.713 milhões de euros).</P><br />
<P>Nos três mercados houve quedas homólogas do volume de vendas, que foram de 2,9% no caso americano, de 0,5% no europeu e de 3,7% na Ásia-Pacífico-África.</P><br />
<P>As vendas globais da Nespresso na primeira metade de 2026 ascenderam a 1.781 milhões de francos suíços (1.912 milhões de euros), menos 2,1% que no mesmo período de 2025.</P><br />
<P>A Nestlé também anunciou a criação da empresa Peranel, na qual participará com 50% juntamente com a empresa de investimento norte-americana Platinum Equity, e que agrupará o seu negócio de águas engarrafadas e bebidas premium.</P><br />
<P>A nova empresa, com um valor empresarial de 4.900 milhões de euros (4.500 milhões de francos suíços), será uma empresa independente com &#8220;plena flexibilidade para investir nas suas marcas e aproveitar oportunidades de crescimento&#8221;, destacou hoje a multinacional de Vevey num comunicado.</P><br />
<P>Também assinalou que a operação suporá rendimentos em dinheiro para a Nestlé de aproximadamente 3.000 milhões de euros (2.800 milhões de francos suíços).</P><br />
<P>A nova empresa terá uma carteira de mais de 30 marcas vendidas em 120 países, incluindo as conhecidas San Pellegrino, Source Perrier e Acqua Panna, bem como as da divisão Nestlé Pure Life.</P><br />
<P>A operação está sujeita a processos de consulta com os trabalhadores e às autorizações regulatórias pertinentes, mas a Nestlé espera que seja concluída durante o primeiro semestre de 2027.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792884]]></sapo:autor>
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		<title>Barril do Brent dispara e vale mais de 98 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sucessivos ataques norte-americanos no Irão estão a levar o barril do Brent a disparar hoje mais de 4%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os sucessivos ataques norte-americanos no Irão estão a levar o barril do Brent a disparar hoje mais de 4%.</P><br />
<P>O preço do Brent, petróleo que serve de referência às importações portuguesas, estava, às 10:45, a subir 4,66% para os 98,45 dólares, depois de já ter tocado num máximo intradiário de 98,75 dólares.</P><br />
<P>Ao longo da semana, o barril do Brent já encareceu mais de 10 dólares.</P><br />
<P>O WTI, petróleo que serve de referência ao mercado norte-americano, estava a subir 3,93% para os 90,24 dólares.</P><br />
<P>O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos anunciou esta madrugada o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 12.ª desde o fim do cessar-fogo provisório.</P><br />
<P>Depois de em junho Washington e Teerão terem assinado um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e dar espaço a negociações sobre o programa nuclear iraniano, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu por encerrada a trégua há duas semanas ao considerar que o Irão estava a violar o acordo.</P><br />
<P>A Guarda Revolucionária do Irão, por seu lado, mantém ataques no Médio Oriente contas bases e interesses americanos na região, com bombardeamentos contra nações do Golfo aliadas da Casa Branca como o Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792878]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>&#8220;AIMA continua sem solução&#8221;: sindicato acusa Governo de esconder a crise com uma reforma de fachada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/aima-continua-sem-solucao-sindicato-acusa-governo-de-esconder-a-crise-com-uma-reforma-de-fachada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:32:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[STM]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa parte de um diagnóstico correto sobre o congestionamento da justiça administrativa, mas falha ao centrar-se apenas nas consequências e não nas causas do problema]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) manifestou reservas quanto à proposta de reforma da justiça administrativa e fiscal que o Governo deverá aprovar esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Em causa está a criação de juízos especializados em imigração, asilo e proteção internacional, bem como o fim da concentração, em Lisboa, dos processos judiciais intentados contra a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).</p>
<p>Segundo o sindicato, a iniciativa parte de um diagnóstico correto sobre o congestionamento da justiça administrativa, mas falha ao centrar-se apenas nas consequências e não nas causas do problema.</p>
<p>O STM recorda que a reforma surge na sequência dos alertas de Bruxelas para a degradação da justiça administrativa em Portugal, onde os processos demoram, em média, 861 dias a ser concluídos e apresentam uma taxa de resolução de apenas 48%.</p>
<p>Na perspetiva do sindicato, contudo, a morosidade dos tribunais resulta também da incapacidade operacional da AIMA, que, segundo afirma, produz decisões tardias, insuficientemente instruídas ou juridicamente frágeis, contribuindo para um aumento do número de ações judiciais.</p>
<p>Para o STM, a criação de tribunais especializados não resolverá, por si só, as dificuldades do sistema migratório, enquanto persistirem problemas como a falta de recursos humanos, de organização interna e de uma carreira própria para os técnicos da Agência.</p>
<p>A possibilidade de os cidadãos passarem a intentar ações no tribunal correspondente à sua área de residência poderá aliviar a pressão sobre os tribunais de Lisboa. Ainda assim, o sindicato considera que a medida não reduzirá o volume de processos se a origem dos litígios permanecer inalterada.</p>
<p>A organização defende ainda que a especialização dos tribunais deve ser acompanhada por uma Administração Pública igualmente especializada. No caso da AIMA, sustenta que continuam por resolver questões estruturais, como a inexistência de uma carreira própria, de formação inicial organizada, de instrumentos de gestão e de capacidade operacional suficiente.</p>
<p>&#8220;O risco é termos tribunais especializados a apreciar decisões administrativas que continuam sem o mesmo nível de especialização&#8221;, alerta o sindicato.</p>
<p>O STM manifesta igualmente preocupação com a recente decisão da AIMA de concentrar todos os juristas no respetivo gabinete jurídico, receando que essa opção agrave a falta de recursos noutros serviços e contribua para aumentar a desorganização interna.</p>
<p>Na avaliação do sindicato, estas medidas revelam uma gestão reativa da Agência e demonstram a ausência de uma estratégia consistente para enfrentar os problemas estruturais da política migratória.</p>
<p>Para o STM, enquanto não forem reforçados os meios da AIMA, criada uma carreira própria para os técnicos e implementada uma organização interna mais eficiente, qualquer reforma da justiça administrativa terá um impacto limitado e ficará aquém das necessidades do sistema.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792896]]></sapo:autor>
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		<title>Marginal pode passar a ter limite de 30 km/h em troço entre Algés e Dafundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Infraestruturas de Portugal (IP) propõe reduzir o limite máximo de velocidade de 50 para 30 quilómetros por hora no troço da Avenida Marginal (EN6) entre Algés e o Dafundo, no concelho de Oeiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Infraestruturas de Portugal (IP) propõe reduzir o limite máximo de velocidade de 50 para 30 quilómetros por hora no troço da Avenida Marginal (EN6) entre Algés e o Dafundo, no concelho de Oeiras. A medida integra o Plano de Ação de Ruído do Troço EN6 – Algés-Dafundo, atualmente em consulta pública até 12 de agosto, e pretende diminuir a exposição da população ao ruído provocado pelo tráfego rodoviário. O segmento abrangido tem cerca de 805 metros e integra o conjunto das grandes infraestruturas rodoviárias geridas pela empresa pública, registando mais de três milhões de passagens de veículos por ano.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/23/local/noticia/marginal-alges-dafundo-ip-quer-reduzir-velocidade-50-30kmh-2182517" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, o plano parte de um mapa estratégico de ruído que estima que 68 pessoas estejam expostas a níveis sonoros superiores aos limites recomendados durante o dia e cerca de 100 durante o período noturno. O documento refere que foram analisadas várias soluções para reduzir o impacto do tráfego, incluindo a instalação de pavimentos menos ruidosos, barreiras acústicas ou a redução da velocidade. No entanto, uma vez que este troço já dispõe de um pavimento com características de absorção acústica, a IP considera que a diminuição do limite de velocidade constitui a principal medida a implementar até 2029, não estando previstos custos associados à sua aplicação. A longo prazo, a estratégia passa ainda pela manutenção da via e pela monitorização contínua do tráfego.</p>
<p>A empresa esclarece que a redução para 30 km/h abrangerá ambos os sentidos de circulação, mas sublinha que a sua concretização dependerá da análise dos contributos recebidos durante a consulta pública e da respetiva validação técnica. Essa avaliação terá em conta fatores como a segurança rodoviária, a fluidez do trânsito e a adequação da sinalização existente. Caso a proposta avance, a implementação será articulada com a Câmara Municipal de Oeiras e com as entidades responsáveis pela fiscalização rodoviária, nomeadamente a Polícia de Segurança Pública (PSP) ou, se necessário, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, caso seja equacionado o recurso à fiscalização automática da velocidade.</p>
<p>O presidente da União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz-Quebrada/Dafundo, António Lopes da Costa, afirma que a junta recebe poucas reclamações relacionadas com o ruído naquele troço, mas muitas queixas relativas ao excesso de velocidade e à ocorrência de acidentes. O autarca concorda com a proposta da IP, embora considere indispensável reforçar a fiscalização. &#8220;Na realidade, neste momento, [o limite de velocidade] é de 50 quilómetros por hora, mas as pessoas vão a 80, 90 ou 120. O problema essencial ali tem que ver com a velocidade, o que depois pode gerar ruído&#8221;, afirmou, defendendo que o cumprimento do atual limite já contribuiria para melhorar a situação.</p>
<p>Também a Câmara Municipal de Oeiras refere não ter conhecimento de reclamações significativas relacionadas com o ruído naquela zona, mas reconhece que a redução da velocidade constitui uma das medidas possíveis para diminuir o impacto sonoro da circulação automóvel. A autarquia adianta ainda que está a tratar da transferência da gestão da via para a esfera municipal e admite que, no futuro, possam ser estudadas outras intervenções complementares. O Plano de Ação de Ruído pode ser consultado no Departamento de Ambiente e Sustentabilidade da Infraestruturas de Portugal ou no respetivo portal, estando igualmente disponível a participação dos cidadãos através da IP ou da Câmara de Oeiras durante o período de consulta pública.</p>
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		<item>
		<title>Vai comprar férias online? ANAV alerta para o risco escondido na compra de viagens</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:26:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Associação lembra que, antes de efetuar qualquer pagamento, os consumidores devem confirmar qual é a agência de viagens responsável pela venda, se o angariador está efetivamente autorizado a representá-la e quem irá receber o dinheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens está a alertar os portugueses para os cuidados a ter na compra de viagens através de angariadores online, sobretudo quando todo o processo decorre por redes sociais, aplicações de mensagens ou outros canais digitais.</p>
<p>Embora este modelo possa proporcionar um acompanhamento mais personalizado, a associação lembra que, antes de efetuar qualquer pagamento, os consumidores devem confirmar qual é a agência de viagens responsável pela venda, se o angariador está efetivamente autorizado a representá-la e quem irá receber o dinheiro.</p>
<p>A recomendação passa por validar essa informação diretamente junto da agência, recorrendo aos contactos oficiais disponíveis no respetivo site ou consultando o Registo Nacional de Agências de Viagens e Turismo (RNAVT), em vez de confiar apenas nos contactos fornecidos pelo próprio angariador.</p>
<p>Os consumidores devem ainda confirmar a identidade do consultor, a existência de uma relação formal com a agência e quais os atos para os quais está autorizado, desde a apresentação de propostas e formalização de reservas até à recolha de dados pessoais ou receção de pagamentos.</p>
<p>&#8220;A existência de uma relação comercial entre uma agência e um angariador não significa automaticamente que este esteja autorizado a receber dinheiro em nome da empresa. Essa autorização deve ser expressa, verificável e confirmada diretamente pela agência responsável&#8221;, alerta Miguel Quintas, presidente da ANAV.</p>
<p>A associação considera que os pagamentos são um dos momentos de maior risco. Por isso, recomenda que sejam efetuados apenas através de contas bancárias, referências, terminais ou plataformas de pagamento oficiais da agência de viagens. Qualquer pedido para transferir dinheiro para contas pessoais do consultor, familiares, terceiros ou entidades sem ligação clara à empresa deve ser encarado com elevada prudência.</p>
<p>Outro sinal de alerta são as alterações inesperadas de IBAN comunicadas durante o processo de compra, sobretudo através de mensagens instantâneas, SMS ou email. Nestes casos, a ANAV aconselha os consumidores a confirmar a alteração através de um contacto oficial alternativo da agência antes de realizar qualquer transferência.</p>
<p>&#8220;Antes de pagar, o consumidor deve saber exatamente quem lhe está a vender a viagem, qual é a agência responsável, quem irá receber o dinheiro e qual é a documentação que comprova a compra. Esta verificação demora pouco tempo e pode evitar situações de fraude ou enormes dificuldades na recuperação dos valores pagos&#8221;, acrescenta Miguel Quintas.</p>
<p>A associação recomenda ainda que os consumidores rejeitem propostas apresentadas apenas de forma verbal ou através de mensagens dispersas nas redes sociais. Antes de qualquer pagamento deverá existir uma proposta escrita com a identificação da agência, o número de RNAVT, a identificação do angariador, os serviços incluídos, o preço total e as condições de pagamento, alteração, cancelamento e reembolso.</p>
<p>Depois da contratação, o cliente deve receber toda a documentação da viagem, incluindo confirmação de reserva, fatura, bilhetes, vouchers e restantes condições aplicáveis. Conversas em aplicações de mensagens, publicações nas redes sociais ou capturas de ecrã não substituem documentação comercial válida.</p>
<p>Os principais sinais de alerta</p>
<p>Segundo a ANAV, existem vários indícios que devem levar os consumidores a redobrar os cuidados:</p>
<p>&#8211; ausência da identificação da agência ou do respetivo número de RNAVT;<br />
&#8211; inexistência de prova da ligação entre o consultor e a agência indicada;<br />
&#8211; pedidos de pagamento para contas pessoais ou de terceiros;<br />
&#8211; beneficiários bancários diferentes da entidade contratada;<br />
&#8211; pressão para efetuar pagamentos imediatos;<br />
&#8211; preços muito abaixo dos praticados no mercado;<br />
&#8211; alterações inesperadas de IBAN;<br />
&#8211; ausência de contrato, confirmação de reserva ou fatura;<br />
&#8211; pedidos de palavras-passe ou códigos bancários;<br />
&#8211; tentativas de impedir o contacto direto com a agência.</p>
<p>A mensagem da associação resume-se numa recomendação simples: antes de pagar, confirme quem vende a viagem, qual é a agência responsável, se o angariador está autorizado, quem irá receber o dinheiro e que documentação protege a compra.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792890]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Este verão, abastecer pode valer até 11,5 euros: Moeve relança campanha com descontos até 10 cêntimos por litro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:18:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Moeve]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A campanha é simples: os clientes que abasteçam nos postos Moeve e Cepsa recebem um vale de desconto para utilizar no abastecimento seguinte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com as férias de verão a aumentarem as deslocações e os gastos com combustível, a Moeve voltou a lançar a campanha &#8220;Vai e Volta&#8221;, que permite aos clientes obter descontos em abastecimentos e acumular benefícios através dos programas de fidelização. A iniciativa decorre até 4 de setembro e pode traduzir-se numa poupança de até 11,5 euros por abastecimento.</p>
<p>A campanha é simples: os clientes que abasteçam nos postos Moeve e Cepsa recebem um vale de desconto para utilizar no abastecimento seguinte. O valor varia consoante a quantidade abastecida:</p>
<p>&#8211; 5 cêntimos por litro para abastecimentos entre 25 e 34 litros;<br />
&#8211; 7 cêntimos por litro entre 35 e 44 litros;<br />
&#8211; 10 cêntimos por litro para abastecimentos de 45 litros ou mais.</p>
<p>Os vales podem ser utilizados até 18 de setembro, num abastecimento mínimo de 25 litros e máximo de 60 litros.</p>
<p>A poupança torna-se ainda mais significativa quando os descontos são combinados com as vantagens do programa DECO PROteste Descontos. Neste caso, os clientes podem beneficiar de uma redução total de 23 cêntimos por litro, o equivalente a 11,5 euros num abastecimento de 50 litros de combustíveis Moeve Max ou Óptima.</p>
<p>Segundo Cláudia Soares-Mendes, diretora de Comunicação &#038; Marketing da Moeve, a campanha pretende ajudar os consumidores numa altura em que os custos de mobilidade tendem a aumentar.</p>
<p>&#8220;Na Moeve procuramos criar soluções que facilitem a vida dos nossos clientes e lhes permitam poupar sempre que viajam. A campanha &#8216;Vai e Volta&#8217; é já uma iniciativa reconhecida pelos consumidores e regressa este verão para premiar quem escolhe a nossa rede, proporcionando uma poupança imediata e acumulável com os benefícios dos nossos parceiros.&#8221;</p>
<p>A campanha insere-se na estratégia da Moeve de reforçar a sua proposta de valor na área da mobilidade, ao mesmo tempo que prossegue o investimento em soluções energéticas mais sustentáveis.</p>
<p>A empresa, que conta com mais de 11 mil colaboradores, iniciou em 2024 uma nova fase da sua história ao abandonar a marca Cepsa e adotar a designação Moeve, refletindo a aposta na transição energética. Entre os principais investimentos estão a produção de hidrogénio verde, biocombustíveis de segunda geração, produtos químicos sustentáveis e o desenvolvimento de uma rede de carregamento elétrico ultrarrápido em Portugal e Espanha.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792880]]></sapo:autor>
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		<title>Gravuras de Foz Côa em risco: barragem abandonada continua a submergir património mundial da UNESCO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:16:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Foz Côa]]></category>
		<category><![CDATA[gravuras]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Trinta anos depois de Portugal ter travado a construção da barragem de Foz Côa para preservar um dos mais importantes conjuntos de arte rupestre ao ar livre do mundo, uma estrutura provisória deixada no local continua a colocar esse património em risco. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trinta anos depois de Portugal ter travado a construção da barragem de Foz Côa para preservar um dos mais importantes conjuntos de arte rupestre ao ar livre do mundo, uma estrutura provisória deixada no local continua a colocar esse património em risco. A pequena barragem construída durante as obras, conhecida tecnicamente como ensecadeira, altera o comportamento natural do rio Côa e provoca cheias prolongadas que já submergiram as gravuras durante mais de 500 dias desde 1996. Os arqueólogos alertam que este fenómeno está a acelerar a degradação de um património classificado pela UNESCO como Património Mundial.</p>
<p>Segundo uma investigação da <a href="https://cnnportugal.iol.pt/foz-coa/pinturas-rupestres/barragem-abandonada-esta-a-degradar-as-gravuras-do-coa-patrimonio-mundial-ja-esteve-mais-de-500-dias-submerso/20260723/6a61690bd34e511da0b2f2e3?_gl=1*1l0olzx*_up*MQ..*_ga*MTYxNjg3NjQxNi4xNzg0Nzk5Nzk1*_ga_VS2KHT9HQC*czE3ODQ3OTk3OTQkbzEkZzAkdDE3ODQ3OTk3OTQkajYwJGwwJGgxMTY3MDU3MjY2*_ga_F2JC3V5NZ2*czE3ODQ3OTk3OTQkbzEkZzAkdDE3ODQ3OTk3OTQkajYwJGwwJGg0NTg4ODc2MDk." target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a>, a situação resulta de um paradoxo: o Estado pagou cerca de 130 milhões de euros para cancelar a construção da grande barragem e salvar as gravuras, mas nunca removeu a estrutura provisória erguida para permitir o avanço da obra. Apesar de um plano nacional de 2017 prever a eliminação desta barreira obsoleta, a demolição continua por concretizar. A estimativa mais recente aponta para um custo mínimo de 4,5 milhões de euros, valor que tem vindo a aumentar e que, segundo a reportagem, poderia ter sido parcialmente financiado por fundos europeus caso o processo tivesse avançado mais cedo.</p>
<p>A história remonta à década de 1990, quando estudantes da Escola Secundária de Vila Nova de Foz Côa protagonizaram uma das mais marcantes mobilizações cívicas do país para impedir a construção da barragem. Os protestos dividiram a população local, numa altura em que muitos viam na obra uma oportunidade de emprego e desenvolvimento económico. Com a mudança de Governo no final de 1995, a decisão política alterou-se e o projeto foi definitivamente cancelado, permitindo preservar aquele que viria a ser reconhecido como o maior conjunto de arte rupestre paleolítica ao ar livre do planeta. Ainda hoje permanecem no local fundações, edifícios abandonados e a ensecadeira que nunca foi desmontada.</p>
<p>Os especialistas explicam que a estrutura tem cerca de 32 metros de altura e impede o normal escoamento do rio durante períodos de chuva intensa. Como consequência, a água acumula-se ao longo de aproximadamente dez quilómetros do vale, submergindo 119 gravuras rupestres, precisamente algumas das mais relevantes do conjunto classificado. O arqueólogo Luís Luís, da Fundação Côa Parque, refere que os estudos realizados demonstram que, desde 1996, ocorreram mais de 500 dias de cheia provocados por esta alteração artificial. Num artigo científico intitulado &#8220;As gravuras ainda não aprenderam a nadar&#8221;, o investigador conclui que o vale passou a registar uma frequência extraordinária de inundações, desconhecida até então, acrescentando que &#8220;embora abandonadas, as obras realizadas para a construção da barragem de Vila Nova de Foz Côa continuam ainda hoje a pôr em causa a preservação da arte do Côa&#8221;.</p>
<p>Outros arqueólogos partilham a mesma preocupação. Thierry Aubry, coordenador científico da Fundação Côa Parque, considera que o processo de degradação está em curso e sublinha que as alterações climáticas tornam o problema cada vez mais grave, devido ao aumento dos episódios de precipitação intensa e prolongada. Miguel Almeida, que tem acompanhado o impacto das cheias sobre as gravuras, afirma que o património enfrenta &#8220;a tempestade perfeita&#8221;, comparando a situação a mergulhar repetidamente a Mona Lisa em água: &#8220;Ao fim de um ano não havia quadro&#8221;. Segundo explica, os sucessivos ciclos de molhagem e secagem, associados à acumulação de areias, lamas, troncos, lixo e vegetação, aceleram significativamente a deterioração das superfícies gravadas, podendo fazê-las degradar-se dezenas ou mesmo centenas de vezes mais depressa do que ocorreria em condições naturais.</p>
<p>Perante este cenário, os especialistas defendem que a remoção da ensecadeira é urgente. João Zilhão, antigo presidente do Instituto Português de Arqueologia, alerta que, se nada for feito rapidamente, o Vale do Côa poderá enfrentar uma degradação suficientemente grave para justificar a sua inclusão na lista de Património Mundial em Perigo da UNESCO. Um dos estudos realizados sobre a eventual demolição da estrutura vai no mesmo sentido, advertindo que &#8220;o potencial destruidor do património pelos impactos das cheias é incalculável&#8221;. Enquanto a Agência Portuguesa do Ambiente mantém a promessa de remover a antiga barragem provisória, os investigadores admitem que apenas acreditarão numa solução definitiva quando as obras arrancarem efetivamente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792860]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Associação destaca &#8220;notável capacidade de recuperação&#8221; das empresas da região de Leiria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:02:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) destacou a "notável capacidade de recuperação" das empresas quando passam seis meses da depressão Kristin e criticou o estado das comunicações nalgumas zonas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) destacou a &#8220;notável capacidade de recuperação&#8221; das empresas quando passam seis meses da depressão Kristin e criticou o estado das comunicações nalgumas zonas.</p>
<p>&#8220;As empresas da região têm demonstrado uma notável capacidade de recuperação. A reação tem sido marcada por dinamismo, força e, sobretudo, resiliência&#8221;, afirmou o diretor executivo da NERLEI CCI, Henrique Carvalho, considerando que o tecido empresarial da região de Leiria voltou a evidenciar &#8220;capacidade de adaptação perante situações de grande adversidade&#8221;.</p>
<p>Notando que &#8220;a recuperação não foi igual para todas&#8221;, Henrique Carvalho assinalou o &#8220;contexto internacional particularmente exigente, marcado pela instabilidade geopolítica e geoestratégica, que tem condicionado mercados, cadeias de abastecimento e investimento&#8221;.</p>
<p>&#8220;Alguns setores, como os moldes e os plásticos, continuam a sentir dificuldades acrescidas, não apenas em consequência da tempestade, mas também devido a este enquadramento económico internacional&#8221;, referiu.</p>
<p>Sem conhecimento de empresas que tenham fechado definitivamente em &#8220;consequência direta da tempestade Kristin&#8221;, que em 28 de janeiro atingiu gravemente a região de Leiria, este responsável explicou que &#8220;houve situações de paragens temporárias de atividade e de danos significativos em instalações e equipamentos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Também não temos conhecimento de despedimentos que possam ser diretamente associados aos efeitos da tempestade&#8221;, declarou o diretor executivo, salientando que &#8220;as empresas procuraram, de um modo geral, preservar os postos de trabalho, recorrendo aos mecanismos disponíveis e concentrando os seus esforços na recuperação da atividade&#8221;.</p>
<p>Quanto às linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo para as empresas, a associação, com cerca de mil associados, reconheceu que foram &#8220;uma resposta importante para disponibilizar liquidez às empresas numa fase particularmente crítica&#8221; e a procura que registaram demonstrou que &#8220;responderam a uma necessidade real do tecido empresarial&#8221;.</p>
<p>Henrique Carvalho adiantou que a NERLEI CCI recebeu &#8220;alguns relatos de empresas que referiram que foram exigidas garantias adicionais além da garantia pública assegurada através do Banco Português de Fomento&#8221;.</p>
<p>&#8220;Embora essa seja uma prática legítima do ponto de vista das instituições financeiras&#8221;, foi transmitido &#8220;às entidades competentes que esta exigência acaba por reduzir o alcance do mecanismo criado pelo Estado e evidencia uma reduzida assunção de risco por parte da banca&#8221;, prosseguiu.</p>
<p>O diretor executivo sustentou que, &#8220;em momentos excecionais como este&#8221;, o sistema financeiro também &#8220;deve desempenhar um papel ativo no apoio à economia, assumindo uma parte desse risco&#8221;, lembrando que &#8220;quando o próprio setor financeiro enfrentou dificuldades, foi a sociedade, através do Estado, que interveio para garantir a estabilidade das instituições bancárias&#8221;.</p>
<p>Em matéria de seguros, Henrique Carvalho declarou que a principal dificuldade relatada prendeu-se com &#8220;atrasos na realização das peritagens e, consequentemente, na regularização dos processos de indemnização&#8221;.</p>
<p>&#8220;Num contexto em que muitas empresas necessitavam de repor rapidamente a sua capacidade produtiva, teria sido desejável que as seguradoras tivessem adotado mecanismos de adiantamento sobre as indemnizações, permitindo às empresas iniciar mais cedo as reparações e reduzir os impactos na sua atividade&#8221;, defendeu.</p>
<p>O diretor executivo adiantou que, &#8220;em situações de catástrofe de grande dimensão, deve existir maior agilidade na resposta, conciliando a necessária avaliação técnica com soluções que assegurem liquidez imediata às empresas afetadas&#8221;, sem colocar em causa o rigor dos processos de avaliação.</p>
<p>Henrique Carvalho alertou que &#8220;continuam a subsistir zonas onde as comunicações fixas não foram repostas, onde a Internet só é acessível através de antenas &#8216;Starlink&#8217; e locais onde a rede móvel ainda está muito instável&#8221;.</p>
<p>Para a NERLEI CCI, quase meio ano após a depressão, &#8220;estas situações deveriam encontrar-se plenamente resolvidas&#8221;.</p>
<p>&#8220;A manutenção destas limitações afeta o quotidiano das populações, condiciona a atividade económica e representa uma vulnerabilidade acrescida em emergências&#8221;, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792869]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vendas de automóveis novos na UE aumentam 5,7% até junho e Portugal cresce 10,5%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vendas-de-automoveis-novos-na-ue-aumentam-57-ate-junho-e-portugal-cresce-105/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:59:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ACEA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[As vendas de automóveis novos na União Europeia (UE) aumentaram 5,7% até junho, face ao mesmo período de 2025, com Portugal a crescer 10,5%, segundo dados hoje divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As vendas de automóveis novos na União Europeia (UE) aumentaram 5,7% até junho, face ao mesmo período de 2025, com Portugal a crescer 10,5%, segundo dados hoje divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).</p>
<p>A associação revelou que entre janeiro e junho, foram matriculados 5,89 milhões de veículos, apesar dos &#8220;ventos contrários persistentes que pesam&#8221; sobre o setor.</p>
<p>No mercado português, o número de vendas aumentou 10,5% face ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Apesar da situação internacional, o mercado continuou a beneficiar de &#8220;uma procura robusta por parte dos consumidores e por uma variedade de tecnologias elétricas, graças principalmente às medidas de apoio ao mercado&#8221;, salientou a associação.</p>
<p>Os resultados do primeiro trimestre foram impulsionados pelos dados do mês de junho, em que se registaram 1,15 milhões de matrículas, mais 13,6% do que no mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>Por tipo de motor, os híbridos não recarregáveis mantiveram a liderança na UE nos primeiros seis meses do ano, com uma quota de 37,3%, contra os 20,7% dos veículos elétricos puros e os 9,8% dos híbridos recarregáveis.</p>
<p>Paralelamente, os veículos a gasolina e a gasóleo continuaram a perder peso e representaram, em conjunto, 29,7% dos registos, contra os 37,8% registados há um ano.</p>
<p>Em números absolutos, a UE matriculou um total de 1,22 milhões de veículos elétricos a bateria nos primeiros seis meses do ano, enquanto os registos de híbridos elétricos aumentaram em 2,2 milhões de unidades.</p>
<p>No que diz respeito aos fabricantes, o grupo Volkswagen manteve a liderança na UE no primeiro semestre, com uma quota de 27,3%, seguido pela Stellantis (16,3%) e pelo grupo Renault (11,6%).</p>
<p>Além disso, no período em análise, a marca chinesa BYD disparou as matrículas em 168,2% na UE, atingindo 130.743 unidades, e alcançou uma quota de mercado de 2,2%.</p>
<p>A Tesla também aumentou as vendas em 75,4%, para 124.242 unidades, com uma quota de 2,1%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792867]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mais de 70% dos portugueses consideram insuficientes as explicações de Luís Neves, revela sondagem</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mais-de-70-dos-portugueses-consideram-insuficientes-as-explicacoes-de-luis-neves-revela-sondagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria dos portugueses considera que as explicações apresentadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre a polémica relacionada com as suas ligações ao empreiteiro João Santos Carvalho não foram suficientes para dissipar as dúvidas levantadas nas últimas semanas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos portugueses considera que as explicações apresentadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre a polémica relacionada com as suas ligações ao empreiteiro João Santos Carvalho não foram suficientes para dissipar as dúvidas levantadas nas últimas semanas. É essa a principal conclusão do <a href="https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/barmetro-dnaximage-maioria-considera-que-as-explicaes-dadas-por-lus-neves-so-insuficientes" target="_blank" rel="noopener">Barómetro DN/Aximage</a> de julho, realizado através de 501 entrevistas efetuadas nos dias 20 e 21 de julho, segundo o qual 71% dos inquiridos entendem que o governante não respondeu de forma satisfatória às questões suscitadas, enquanto apenas 17% consideram as explicações suficientes. A recolha de dados ocorreu depois de o Nascer do Sol revelar que um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga foi encontrado na posse do empresário, cuja empresa, a Construbarcelos, obteve contratos da Polícia Judiciária durante o período em que Luís Neves dirigia aquela força de investigação criminal.</p>
<p>Os resultados mostram que a desconfiança atravessa praticamente todo o espectro político, incluindo entre os eleitores da Aliança Democrática (AD). Apesar de ser neste segmento que o ministro reúne maior compreensão, apenas 28% dos votantes da coligação consideram suficientes as explicações, contra 60% que as classificam como insuficientes. Luís Neves tem defendido que não retirou qualquer benefício pessoal da relação com o empreiteiro, exibindo fotografias de duas faturas relativas às obras realizadas na sua propriedade e assegurando que está &#8220;tudo limpinho&#8221;, embora tenha admitido que, olhando para os acontecimentos, &#8220;hoje faria diferente&#8221;. Posteriormente, numa declaração sem direito a perguntas, afirmou também que considera positiva a abertura da investigação do Ministério Público sobre a forma como um atrelado utilizado como laboratório móvel de droga saiu de um parque de apreendidos da Autoridade Marítima e foi parar às instalações da empresa de João Santos Carvalho, poucos dias depois de a Polícia Judiciária ter instaurado um inquérito interno.</p>
<p>Entre os eleitores dos principais partidos da oposição, a avaliação é ainda mais negativa. No universo dos votantes do Chega nas legislativas de 2025, apenas 13% consideram suficientes as explicações do ministro, enquanto 82% entendem o contrário. Entre os eleitores do PS, a tendência é semelhante: 73% consideram insuficientes as justificações apresentadas e apenas 13% manifestam satisfação. O barómetro identifica ainda diferenças entre faixas etárias e perfis socioeconómicos. Os jovens entre os 18 e os 34 anos revelam-se relativamente mais recetivos às explicações, embora apenas 26% as considerem suficientes, face a 62% que mantêm uma avaliação negativa. Já entre os inquiridos com 65 ou mais anos, apenas 14% dão o benefício da dúvida ao governante. Os participantes da classe A/B, correspondente aos rendimentos mais elevados, registam igualmente uma maior predisposição para aceitar as justificações, com 21% de respostas favoráveis, enquanto a região Sul e Ilhas é a que apresenta a avaliação menos desfavorável, com 22% dos inquiridos satisfeitos.</p>
<p>O estudo conclui igualmente que a polémica em torno de Luís Neves é vista como relevante pela larga maioria dos portugueses. No total, 32% dos inquiridos classificam o caso como &#8220;muito importante&#8221; e 35% como &#8220;importante&#8221;, o que significa que cerca de dois em cada três reconhecem um impacto político significativo da controvérsia. Apenas 17% atribuem importância intermédia ao tema, enquanto 7% o consideram pouco importante e 5% entendem que não tem qualquer importância. Também neste indicador, os eleitores da AD admitem a relevância do caso, com 26% a classificá-lo como muito importante e 37% como importante, embora sejam os votantes do Chega e do PS aqueles que mais acentuam o impacto político da polémica envolvendo o ministro da Administração Interna.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792857]]></sapo:autor>
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		<title>Morosidade trava crescimento de 34% das empresas portuguesas e aumenta custos financeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:32:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A morosidade tem um impacto negativo em 72% das empresas portuguesas, com os atrasos nos pagamentos a aumentarem os custos financeiros em 34% dos casos, segundo o mais recente Estudo de Gestão do Risco da Crédito y Caución e da Iberinform.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<p class="isSelectedEnd">A morosidade tem um impacto negativo em 72% das empresas portuguesas, com os atrasos nos pagamentos a aumentarem os custos financeiros em 34% dos casos, segundo o mais recente Estudo de Gestão do Risco da Crédito y Caución e da Iberinform.</p>
<p class="isSelectedEnd">A análise, que contou com a participação de mais de 400 empresas, revela ainda que 29% das organizações registam perdas de receitas devido aos atrasos nos pagamentos, enquanto 14% admitem que os incumprimentos colocam em risco a continuidade do negócio.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto da morosidade estende-se também à capacidade de crescimento. Cerca de 34% das empresas inquiridas afirmam que os atrasos nos pagamentos limitam a expansão da sua atividade comercial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pressão sobre os prazos de pagamento é igualmente significativa. Mais de metade das empresas (53%) afirma ter de aceitar prazos superiores aos desejados para manter a carteira de clientes nas operações B2B, sobretudo devido à falta de liquidez dos seus clientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A capacidade para impor condições de pagamento varia consoante a dimensão das empresas. Apenas 9% dos trabalhadores independentes conseguem estabelecer os prazos pretendidos, percentagem que sobe para 25% nas PME e para 23% nas grandes empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo identifica, contudo, fragilidades na forma como as empresas gerem o risco comercial. Apenas 10% dispõem de comités de risco comercial, responsáveis por rever, aprovar e recomendar limites de exposição ao risco. Já as unidades especializadas na gestão do risco de crédito comercial estão presentes em apenas 8% das organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos riscos associados ao crédito dos clientes, as empresas apontam o contexto geopolítico como o principal desafio à atividade comercial, referido por 38% dos inquiridos. Seguem-se as cargas burocráticas e regulamentares (33%), os atrasos nos pagamentos e os custos laborais (31% cada), as margens comerciais (30%) e as dificuldades na captação de novos clientes (25%).</p>
<p class="isSelectedEnd">A Inteligência Artificial começa também a surgir no radar das empresas. Cerca de 15% identificam a adaptação tecnológica à IA como um dos principais desafios. Atualmente, apenas 2% já implementaram ferramentas deste tipo, embora 37% planeiem avançar com a sua adoção a curto prazo.</p>
<p>As conclusões fazem parte da vaga de primavera do Estudo de Gestão do Risco, elaborado semestralmente pela Crédito y Caución e pela Iberinform para acompanhar a evolução dos comportamentos de pagamento e do risco de crédito no tecido empresarial português.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792851]]></sapo:autor>
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		<title>Taxa Euribor a 12 meses sobe para máximo desde outubro de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:30:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, no prazo mais longo um novo máximo desde outubro de 2024, no dia em que previsivelmente o BCE manterá as taxas diretoras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, no prazo mais longo um novo máximo desde outubro de 2024, no dia em que previsivelmente o BCE manterá as taxas diretoras.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que subiu para 2,472%, continuou abaixo das taxas a seis (2,702%) e a 12 meses (2,947%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,702%, mais 0,012 pontos que na quarta-feira.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.</p>
<p>No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou hoje para 2,947%, mais 0,035 pontos e um novo máximo desde outubro de 2024.</p>
<p>A Euribor a três meses também subiu hoje, ao ser fixada em 2,472%, mais 0,016 pontos que na quarta-feira.</p>
<p>A reunião de política monetária do BCE termina na quinta-feira, com o mercado a antecipar uma manutenção das taxas diretoras e uma subida das mesmas mas só em setembro.</p>
<p>Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião consecutiva de política monetária, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>Em junho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três e a seis meses, mas desceu no prazo mais longo.</p>
<p>A média mensal da Euribor em junho subiu 0,113 pontos para 2,339% a três meses e 0,060 pontos percentuais para 2,596% a seis meses.</p>
<p>Já a 12 meses, a média da Euribor baixou 0,006 para 2,798%.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792856]]></sapo:autor>
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		<title>Atualização de preços nos cuidados continuados ainda não foi paga, denuncia associação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:23:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As instituições de cuidados continuados queixaram-se hoje do não-cumprimento da atualização dos preços pagos pelo Estado este ano, que consta da adenda ao compromisso com o setor social assinada em abril.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As instituições de cuidados continuados queixaram-se hoje do não-cumprimento da atualização dos preços pagos pelo Estado este ano, que consta da adenda ao compromisso com o setor social assinada em abril.</p>
<p>Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC), José Bourdain, disse que já tinha questionado o primeiro-ministro sobre a matéria, lembrando que as instituições estão desde janeiro a apagar o aumento salarial, o que representa &#8220;um esforço financeiro significativo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os salários aumentaram, mas o mesmo Governo que nos obriga a aumentar salários, não nos aumenta os preços dos cuidados continuados&#8221;, reclamou, alertando que, com o pagamento dos subsídios de férias, há instituições &#8220;com a corda no pescoço&#8221;.</p>
<p>A adenda ao Compromisso de Cooperação para o Setor Social assinada a 15 de abril traduz-se num aumento das comparticipações financeiras do Estado nas respostas sociais superior a 440 milhões de euros em dois anos.</p>
<p>A atualização global das comparticipações ronda os 4,7%, de acordo com a fórmula de financiamento consensualizada, e integra majorações adicionais em respostas sociais prioritárias, nomeadamente as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (aumento de 9,5%); centros de dia (+10%); creches (+6,9%) e lares residenciais (+7,7%), entre outras.</p>
<p>O responsável da ANCC lembra que esta falta de pagamento leva ao sufoco das instituições, já sobrecarregadas pelo &#8220;subfinanciamento crónico&#8221; do setor, muitas delas acabam por fechar as portas.</p>
<p>Este ano, até março, fecharam mais duas unidades de cuidados continuados na região de Lisboa e Vale do Tejo: a União Mutualista &#8211; Acreditar, com cerca de 25 camas, e a Casa dos Marcos &#8211; Raríssimas, uma unidade de cuidados pediátricos para doenças raras.</p>
<p>A ANCC já tinha anunciado, no final do ano passado, o encerramento de cerca de 100 camas de cuidados continuados, em janeiro deste ano, por subfinanciamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792849]]></sapo:autor>
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		<title>Pagamentos nacionais representam 57% das transações da Revolut em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Revolut anunciou hoje que os pagamentos nacionais representaram 57% do total de transações realizadas pelos clientes em Portugal durante 2025, um ano após a abertura da sucursal no país, período em que os depósitos de poupança cresceram 218%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolut anunciou hoje que os pagamentos nacionais representaram 57% do total de transações realizadas pelos clientes em Portugal durante 2025, um ano após a abertura da sucursal no país, período em que os depósitos de poupança cresceram 218%.</p>
<p>Segundo a informação divulgada hoje pelo banco digital, a base de utilizadores em Portugal, incluindo clientes particulares e empresariais, aumentou 49% em 2025 face ao ano anterior, impulsionada por um aumento homólogo de 42% nas novas adesões de retalho.</p>
<p>Este ritmo de adoção levou a penetração no mercado local até aos 20%, posicionando a Revolut como o terceiro banco em Portugal em número de clientes, segundo a empresa.</p>
<p>A empresa atribuiu esta evolução à introdução de serviços como o IBAN português, a integração com o MB WAY, a Via Verde e os produtos de poupança, que, afirmou, reforçaram a utilização da Revolut como conta bancária para o dia a dia.</p>
<p>Neste sentido, o volume total de transações cresceu 87%, enquanto o número global de operações aumentou 44%. A empresa não revela os valores absolutos.</p>
<p>No comunicado, a empresa referiu ainda que os saldos totais dos clientes cresceram 52% em termos homólogos, enquanto os montantes depositados em produtos de poupança da Revolut registaram um aumento de 218% face ao ano anterior.</p>
<p>A Revolut é um banco digital europeu que disponibiliza serviços financeiros por aplicação móvel, incluindo contas bancárias, pagamentos, câmbio de moeda, poupanças, investimento e crédito.</p>
<p>A empresa iniciou atividade em 2015 no Reino Unido e conta atualmente com mais de 75 milhões de clientes a nível mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792848]]></sapo:autor>
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		<title>PSI em alta com Galp e Sonae a liderar ganhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:17:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com a Galp e a Sonae a liderar os ganhos e a subir 1,73% para 20,56 euros e 1,71% para 2,08 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com a Galp e a Sonae a liderar os ganhos e a subir 1,73% para 20,56 euros e 1,71% para 2,08 euros.</p>
<p>Cerca das 10:00 em Lisboa, o PSI mantinha os ganhos da abertura e avançava 0,37% para 9.312,19 pontos, com nove empresas a subir e sete a descer a cotação.</p>
<p>Às ações da Galp e da Sonae seguiam-se as da NOS, EDP e Altri, que subiam 0,57% para 4,95 euros, 0,50% para 4,63 euros e 0,3% para 4,70 euros respetivamente.</p>
<p>A REN e a EDP Renováveis também valorizavam, designadamente 0,41% para 3,71 euros e 0,28% para 14,19 euros, e as outras duas empresas que subiam eram a Jerónimo Martins (0,18% para 17,09 euros) e o BCP (0,09% para 1,06 euros).</p>
<p>Em sentido contrário, os CTT, Navigator e Semapa desciam 2,01% para 6,09 euros, 1,50% para 3,16 euros e 1,44% para 20,50 euros.</p>
<p>As outras três empresas que baixavam a cotação eram a Ibersol, menos 0,75% para 9,31 euros, a Teixeira Duarte, (-0,30% para 0,49 euros) e a Mota-Engil (-0,13% para 4,72 euros).</p>
<p>Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, afetadas pelos novos aumentos do petróleo, com o Brent acima de 97 dólares, e atentas à reunião do BCE que previsivelmente manterá a principal taxa diretora em 2,25%.</p>
<p>O euro valoriza-se 0,04% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1417 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Nesta sessão, o preço do Brent volta a registar avanços de quase 4% devido ao recrudescimento da guerra no Irão.</p>
<p>A Guarda Revolucionária do Irão reiterou os ataques no Médio Oriente respondem à ofensiva dos Estados Unidos contra o país persa e não procuram agredir &#8220;irmãos&#8221; de nações vizinhas, de maioria muçulmana, que mantêm estreitas relações com Washington.</p>
<p>Na madrugada de hoje, Washington completou o décimo segundo dia da ofensiva contra a República Islâmica, com numerosos ataques que deixaram, pelo menos, duas pessoas mortas e outras onze feridas numa província perto da fronteira com o Iraque, segundo informou o Irão.</p>
<p>Depois de em junho Washington e Teerão terem assinado um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e dar espaço a negociações sobre o programa nuclear iraniano, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu por encerrada a trégua há duas semanas ao considerar que o Irão violava o acordado, e desde então os EUA aumentaram os ataques contra a República Islâmica, que respondeu com bombardeamentos contra nações do Golfo aliadas da Casa Branca como o Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, sobe 3,83% para 97,67 dólares.</p>
<p>No que diz respeito à decisão do BCE sobre as taxas de juro, que se dá por descontado que as mantenha em 2,25%, o interesse foca-se em saber se a instituição abra a porta a futuras subidas, com um mercado que continua apostando que aprovará em setembro, como fez em junho, um aumento de 25 pontos base.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792847]]></sapo:autor>
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		<title>A saúde das plantas também é uma questão económica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:16:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ana Paula Cruz Garcia, Subdiretora Geral da DGAV]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Ana Paula Cruz Garcia, Subdiretora Geral da DGAV</em></strong></p>
<p>A volatilidade dos custos de produção dos alimentos tornou-se uma das principais preocupações económicas dos últimos anos. Alterações climáticas, custos energéticos, conflitos geopolíticos e perturbações nas cadeias de abastecimento são frequentemente apontados como algumas das causas. Existe, porém, um fator menos visível que continua a ganhar relevância e cujo impacto económico tende a ser subestimado: a crescente pressão exercida por pragas e doenças que afetam as plantas.</p>
<p>Este não é apenas um problema agrícola. Trata-se de uma questão com implicações diretas na produção, no comércio, na competitividade dos setores agroalimentares e, em última análise, nos preços pagos pelos consumidores. Estima-se que até 40% das culturas agrícolas globais sejam perdidas anualmente devido a pragas e doenças das plantas, gerando custos significativos para produtores, empresas e mercados.</p>
<p>À medida que as cadeias de abastecimento se tornam mais interligadas e os fluxos internacionais de mercadorias aumentam, também cresce o risco de introdução e disseminação de organismos prejudiciais em novas regiões. A resposta a estas ameaças exige investimentos em monitorização, controlo, erradicação e substituição de culturas afetadas, com impactos económicos e ambientais que se fazem sentir muito para além das explorações agrícolas.</p>
<p>Casos como a bactéria <em>Xylella fastidiosa</em>, responsável por perdas significativas em olivais em Itália, demonstram como uma única ameaça fitossanitária pode afetar setores inteiros de atividade. Para além da redução da produção, surgem custos adicionais para produtores, restrições comerciais, perda de competitividade e impactos nas economias locais, ambientais e sociais dependentes dessas culturas.</p>
<p>Num contexto económico marcado pela procura de maior resiliência das cadeias de abastecimento e pela necessidade de garantir segurança alimentar, a saúde das plantas assume uma dimensão estratégica. Proteger as plantas não é apenas uma questão ambiental ou agrícola; é também uma questão de gestão de risco económico.</p>
<p>A prevenção é, por isso, um dos investimentos mais inteligentes que pode ser feito. Quanto mais cedo uma ameaça é identificada e prevenida, menores tendem a ser os custos associados à sua propagação. Pelo contrário, a inação ou a deteção tardia podem traduzir-se em prejuízos significativos para produtores, empresas e consumidores.</p>
<p>Também os cidadãos desempenham um papel importante neste processo. Pequenos comportamentos, como respeitar as regras relativas ao transporte de plantas e produtos vegetais ou adquirir plantas através de empresas autorizadas, contribuem para reduzir riscos que, a longo prazo, podem ter impacto em toda a economia agroalimentar.</p>
<p>Num mundo cada vez mais exposto a riscos globais, proteger a saúde das plantas significa proteger a produção, a competitividade, o comércio e a estabilidade dos mercados. Porque, muitas vezes, aquilo que influencia a disponibilidade e o preço dos alimentos começa muito antes de estes chegarem às prateleiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Ana Paula Cruz Garcia, Subdiretora Geral da DGAV]]></sapo:autor>
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		<title>José Luís Carneiro define prioridades para o OE2027: Constituição e pensões são &#8220;essenciais&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[José Luís Carneiro afirma que a negociação do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) terá como principais prioridades a defesa dos valores constitucionais e a proteção da sustentabilidade do sistema público de pensões, recusando, para já, estabelecer "linhas vermelhas" para um eventual entendimento com o Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>José Luís Carneiro afirma que a negociação do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) terá como principais prioridades a defesa dos valores constitucionais e a proteção da sustentabilidade do sistema público de pensões, recusando, para já, estabelecer &#8220;linhas vermelhas&#8221; para um eventual entendimento com o Governo. O secretário-geral do PS garante que todas as possibilidades quanto ao sentido de voto dos socialistas permanecem em aberto e adianta que pretende discutir estas e outras matérias numa reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, juntamente com temas ligados à segurança, defesa, execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao próximo quadro comunitário de apoio.</p>
<p>Em entrevista ao <a href="https://www.publico.pt/2026/07/23/politica/entrevista/carneiro-impoe-prioridades-negociacao-orcamento-valores-constitucionais-seguranca-pensoes-2182724" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, em parceria com a Renascença, José Luís Carneiro explica que o diálogo institucional com o chefe do Governo &#8220;é desejável e deve ser estimulado&#8221;, revelando que ambos já trocaram impressões sobre vários dossiês e que pretendem voltar a reunir-se ainda durante o verão. Entre as prioridades apontadas pelo líder socialista para o OE2027 estão a salvaguarda dos valores constitucionais, a garantia da segurança das pensões atuais e futuras e a continuidade dos investimentos financiados pelo PRR, nomeadamente em escolas, centros de saúde, hospitais, equipamentos sociais e infraestruturas de transporte. Carneiro defende ainda que é essencial conhecer a estratégia do Executivo para o próximo quadro financeiro europeu, sublinhando que dele dependerá uma parte significativa do investimento público nos próximos anos.</p>
<p>No domínio da Segurança Social, o secretário-geral do PS manifesta preocupação com uma eventual alteração ao modelo de financiamento do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Embora considere desejável diversificar mecanismos complementares de poupança para a reforma, como os Planos Poupança Reforma (PPR), sustenta que não pode ser colocada em causa a atual estrutura contributiva, alertando que uma eventual abertura do fundo ao setor privado poderia comprometer a segurança das pensões. Critica ainda a proposta do Chega para reduzir a idade da reforma, classificando-a como &#8220;totalmente irresponsável&#8221; e defendendo que a medida implicaria uma perda anual de cerca de 4,5 mil milhões de euros em receitas, o que obrigaria, segundo afirma, a cortes de aproximadamente 12% nas pensões ou ao aumento das contribuições pagas por trabalhadores e empresas. Apesar de rejeitar a expressão &#8220;linhas vermelhas&#8221;, Carneiro admite que estas matérias terão um peso determinante na avaliação que o PS fará da proposta orçamental.</p>
<p>A revisão constitucional constitui outro dos temas centrais abordados pelo líder socialista. José Luís Carneiro afirma que considera &#8220;inegociável&#8221; qualquer tentativa de eliminar os limites materiais da Constituição, defendendo que os princípios fundamentais da Lei Fundamental devem ser preservados. Citando palavras do Presidente da República, sustenta que o país enfrenta prioridades mais urgentes, como a habitação, a saúde, a economia, os salários e a educação. Critica igualmente uma recente aprovação parlamentar que, segundo diz, permite a detenção de crianças em centros de detenção temporária durante períodos que podem chegar a um ano, considerando que a medida viola direitos humanos fundamentais e defendendo que merece uma análise atenta por parte do Presidente da República.</p>
<p>Na entrevista, José Luís Carneiro volta também a dirigir críticas ao Governo na sequência da crise provocada pelos problemas na digitalização dos exames nacionais. Embora sublinhe que a escolha e eventual exoneração dos ministros compete exclusivamente ao primeiro-ministro, considera que Fernando Alexandre assumiu responsabilidades insuficientes perante o sucedido e afirma que, se fossem aplicados critérios de mérito, &#8220;não os preencheria para estar no lugar onde está&#8221;. O líder socialista admite ainda manter em aberto a possibilidade de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, embora rejeite fazê-lo enquanto decorre a correção das falhas identificadas, por considerar que esse processo não deve criar maior perturbação junto de alunos, famílias e escolas.</p>
<p>Questionado sobre a polémica que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves, Carneiro afirma que o PS não fez julgamentos precipitados e aguardou por informação antes de formar uma posição. Ainda assim, defende que o governante deve prestar esclarecimentos &#8220;factuais, rigorosos e transparentes&#8221; com a maior brevidade possível, considerando que as explicações &#8220;já pecam por tardias&#8221;. O secretário-geral do PS recorda que estão em curso investigações da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Judiciária, esperando que o apuramento de responsabilidades decorra com celeridade, e conclui que cabe ao primeiro-ministro avaliar se o ministro mantém ou não as condições políticas para continuar em funções.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792840]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias em baixa penalizadas pelo aumento do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:57:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, afetadas pelos novos aumentos do petróleo, com o Brent acima de 97 dólares, e atentas à reunião do BCE que previsivelmente manterá a principal taxa diretora em 2,25%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, afetadas pelos novos aumentos do petróleo, com o Brent acima de 97 dólares, e atentas à reunião do BCE que previsivelmente manterá a principal taxa diretora em 2,25%.</p>
<p>Às 09:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a descer 0,54% para 643,68 pontos.</p>
<p>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,02%, 0,77% e 0,48%, bem como as de Madrid e Milão, que recuavam 0,34% e 1,40%.</p>
<p>A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de alta da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,44% para 9.318,30 pontos.</p>
<p>O euro valoriza-se 0,04% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1417 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Nesta sessão, o preço do Brent volta a registar avanços de quase 4% devido ao recrudescimento da guerra no Irão.</p>
<p>Na madrugada de hoje, Washington completou o décimo segundo dia da ofensiva contra a República Islâmica, com numerosos ataques que deixaram, pelo menos, duas pessoas mortas e outras onze feridas numa província perto da fronteira com o Iraque, segundo informou o Irão.</p>
<p>Depois de em junho Washington e Teerão terem assinado um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e dar espaço a negociações sobre o programa nuclear iraniano, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu por encerrada a trégua há duas semanas ao considerar que o Irão violava o acordado, e desde então os EUA aumentaram os ataques contra a República Islâmica, que respondeu com bombardeamentos contra nações do Golfo aliadas da Casa Branca como o Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, sobe 3,83% para 97,67 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em setembro, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), avança 2,82% para 89,28 dólares.</p>
<p>Em sentido contrário, o gás natural para entrega em agosto no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, recua 0,38% para 62,300 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>No que diz respeito à decisão do BCE sobre as taxas de juro, que se dá por descontado que as mantenha em 2,25%, o interesse foca-se em saber se a instituição abra a porta a futuras subidas, com um mercado que continua a apostar que aprovará em setembro, como fez em junho, um aumento de 25 pontos base.</p>
<p>As bolsas asiáticas encerraram a sessão com altas de 0,46% para o Nikkei de Tóquio, de 0,27% para a bolsa de Xangai e de 0,44% para a de Shenzhen, enquanto o Hang Seng de Hong Kong subiu mais de 1%.</p>
<p>Em Nova Iorque, o Dow Jones e o Nasdaq fecharam com quedas de 0,01% e de 0,57% na quarta-feira.</p>
<p>O preço do ouro também regista um recuo de 0,99% e a onça está a ser negociada a 4.089,52 dólares, enquanto a onça de prata desce 1,48% para 58,8643 dólares.</p>
<p>No mercado da dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos continuava a subir, designadamente para 3,194%, depois de ter fechado em 3,170% na sessão anterior.</p>
<p>A bitcoin desce 0,71% para 65.424,70 dólares.</p>
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