Um dos maiores compradores de gás natural liquefeito do mundo diz que o futuro é o hidrogénio

A empresa estatal sul-coreana Korea Gas Corporation diz que espera ser totalmente livre de emissões de dióxido de carbono até 2050, trocando o gás natural liquefeito pelo hidrogénio.

Informação avançada pela ‘Bloomberg’ indica que a energética da Coreia do Sul planeia começar a importar “hidrogénio verde” a partir de 2027 e investir na produção de combustíveis sem emissões de gases com efeito de estufa na Austrália e em países do Médio Oriente, onde conta já com operações de produção de gás natural liquefeito.

Até 2026, a Korea Gas quer começar a ter 20% de hidrogénio a circular pela sua infraestrutura já existente de gasodutos na Coreia do Sul, com quase cinco mil quilómetros, sendo que o objetivo é ir aumentando esse volume, até só restar o hidrogénio. O vice-Presidente-Executivo Seung Lee acredita que “o hidrogénio emergiu como um possibilitador importante para alcançar as metas da descarbonização”, destaca a ‘Energy Digital’.

Os importadores estão a procurar desancorar-se do gás natural, numa altura em que os preços estão em máximos dos últimos 14 anos, segundo dados do portal ‘Trading Economics’.

No entanto, essa transição para energia mais “limpa” ainda pode ter que enfrentar um possível ressurgimento do carvão. A Presidente do conselho de administração do grupo chinês Beijing Gas, Yalan Li, explicou à ‘Reuters’ que a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas têm feito disparar os preços do gás natural, o que torna cada vez mais provável o regresso do carvão como fonte mais barata de produção de energia. Isso coloca em risco a descarbonização das economias e configura um retrocesso na transição energética para fontes livres de emissões de CO2 e de outros gases tóxicos.

Ainda assim, há alternativas e o interesse em adotar novas formas de produzir energia parece manter-se forte, com os investimentos em “hidrogénio verde” a crescerem nos últimos anos. Um relatório de 2021 do Hydrogen Council avança que a Europa está na linha da frente, com um investimento de 120 mil milhões de euros. Por outro lado, estimativas da Agência Internacional de Energias Renováveis apontam que até 2050 o hidrogénio poderá representar 12% do total de energia consumida a nível mundial.

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