Vítor Fajardo foi considerado pelas autoridades espanholas “um dos maiores burlões a nível europeu com falsos investimentos em criptomoedas”, tendo sido detido em Espanha em janeiro. Mas antes disso, em Portugal, atuou à vontade sem nunca ser apanhado, avança o ‘Jornal de Noticias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, o esquema “ponzi” (pirâmide) montado em Valência já tinha sido usado em Portugal para enganar dezenas de pessoas, desde 2019, sem que as autoridades portuguesas o conseguissem deter, mesmo após serem apresentadas queixas.
Apesar de confirmarem as denúncias, nem a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) ou o Banco de Portugal (BdP), puseram em prática ações para acabar com as burlas e apanhar o responsável, ao contrário do que aconteceu no país vizinho.
Em Portugal, adianta o ‘JN’, Vítor Fajardo apenas está a ser julgado por ter burlado uma financeira na compra de um carro, tendo conseguido sempre atuar sem qualquer limitação, ao percorrer o país para participar em reuniões, onde destacava as qualidades da DXRCOINTRADE, a plataforma eletrónica de investimentos em moeda digital.
O burlão garantia, nessas reuniões, que o investimento renderia, no mínimo, uma taxa de juro de 2,5% à semana, ilustrando as suas declarações com atraentes gráficos de transações de criptoativos para convencer o público para quem atuava e que acabava por cair no seu esquema, segundo o jornal.
A PGR disse ao jornal que há “investigações em curso no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa”, a envolver Vítor Fajardo. Da mesma forma a CMVM confirmou que recebeu três denúncias, em maio do ano passado, mas que não detetaram “sinais de intermediação financeira não autorizada, nem conteúdos do website alusivos a aplicações em instrumentos financeiros”.
Já o BdP garantiu que nem Vítor Fajardo nem nenhuma das suas empresas constam da lista de entidades autorizadas a “desenvolver qualquer atividade relacionada com criptoativos”.












