Um dos símbolos mais reconhecíveis do centro histórico de Roma ‘acordou’ mutilado. O célebre elefante de mármore do século XVII, conhecido como Elefantino, perdeu parte da presa esquerda, cujo fragmento foi encontrado na base do monumento na Piazza della Minerva, junto ao Panteão. A informação foi avançada pela agência ‘Associated Press’ (AP), que cita autoridades italianas.
A escultura barroca, concebida a partir de um desenho de Gian Lorenzo Bernini e executada em 1667 por Ercole Ferrata, sustenta um antigo obelisco egípcio e é considerada um dos marcos artísticos da capital italiana. O dano foi detetado na noite desta segunda-feira, embora haja indicações de que a quebra poderá ter ocorrido na madrugada de domingo.
A polícia italiana anunciou que irá analisar as imagens de videovigilância da Piazza della Minerva para determinar se a presa caiu na sequência de um ato de vandalismo ou se poderá ter cedido devido às semanas de chuvas invulgarmente intensas que afetaram Roma.
O ministro da Cultura de Itália, Alessandro Giuli, não deixou margem para dúvidas quanto à sua interpretação dos factos. Classificou o episódio como “um ato absurdo de barbárie” contra “um dos símbolos mais importantes da capital”, sublinhando que o ministério irá contribuir para a restauração da obra.
“É inaceitável que, mais uma vez, o património artístico e cultural da nação sofra danos tão graves”, afirmou Giuli em comunicado.
Um monumento já atacado no passado
Não é a primeira vez que o Elefantino é alvo de danos. Em novembro de 2016, a ponta da mesma presa partiu-se, tendo sido posteriormente recolocada após trabalhos de restauro. A recorrência do problema levanta agora preocupações adicionais sobre a proteção do património histórico num dos centros urbanos mais visitados do mundo.
Situada a poucos metros do Panteão, a Piazza della Minerva recebe diariamente milhares de turistas. A escultura tornou-se um ponto obrigatório para visitantes que percorrem o coração barroco de Roma.
As autoridades aguardam agora os resultados da investigação para esclarecer se se tratou de vandalismo deliberado ou de fragilidade estrutural agravada pelas condições meteorológicas. Independentemente da causa, o episódio reacende o debate sobre a preservação e vigilância do vasto património artístico italiano.














