A Suécia enviou centenas de militares durante o último fim de semana para a ilha de Gotland, um enclave no Mar Báltico, depois do ministro da Defesa sueco, Peter Hultqvist, ter alertado que o país escandinavo poderia ser atacado. A operação militar insere-se num contexto de crescente pressão da Rússia na fronteira ucraniana, perante o qual o Governo sueco manifestou a sua preocupação.
Uma unidade de emergência das Forças Armadas suecas desembarcou em Gotland entre sexta e sábado de avião e balsas de passageiros, trazendo tropas e equipamentos para a ilha. Localizada no meio do Mar Báltico, com acesso à Rússia a partir de São Petersburgo e Kaliningrado, Gotland já foi comparada a um porta-aviões. “Quem controla Gotland, controla o Báltico”, costuma dizer-se nas forças armadas da Suécia.
“Claramente existe um risco. Um ataque não pode ser descartado. É importante mostrar que não somos ingénuos. A Suécia não será apanhada a dormir se algo acontecer. É importante enviar sinais de que levamos esta situação a sério”, disse Peter Hultqvist, em entrevista.
Além do reforço militar na ilha de Gotland, órgãos de comunicação social suecos informaram que um drone não identificado sobrevoou Estocolmo no passado sábado, incluindo o Palácio Real. Não é o primeiro veículo aéreo não tripulado detetado pelas autoridades suecas. A polícia informou na última sexta-feira que drones não identificados sobrevoaram pelo menos uma e possivelmente até quatro centrais nucleares, uma ação que eles chamaram de “extremamente grave”.










