Um ano e mio depois: Museu Gulbenkian reabre hoje com entrada gratuita para celebrar os 70 anos da Fundação

O Museu Calouste Gulbenkian reabre este sábado ao público, depois de cerca de um ano e meio encerrado para obras de renovação e requalificação.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Museu Calouste Gulbenkian reabre este sábado ao público, depois de cerca de um ano e meio encerrado para obras de renovação e requalificação. A reabertura coincide com a celebração do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian e será assinalada com entrada gratuita durante nove dias, até 26 de julho, permitindo aos visitantes conhecerem o espaço renovado e a nova exposição permanente “Gulbenkian: 70 anos em cartaz”. A iniciativa marca o arranque de um vasto programa comemorativo que se prolongará até ao final do ano.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

A intervenção realizada no museu teve como principal objetivo modernizar as condições de exposição da coleção, preservando simultaneamente o conceito arquitetónico original do edifício. Entre as principais melhorias encontram-se a instalação de novas vitrinas, um sistema de iluminação renovado, climatização otimizada e um profundo trabalho de conservação e restauro das peças do acervo. Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, esta renovação procurou devolver maior harmonia ao espaço e dotar as galerias das melhores condições técnicas para a preservação e valorização da coleção.

As comemorações arrancam logo durante a manhã deste sábado. A partir das 10h00, o presidente do Conselho de Administração da Fundação, António Feijó, e o diretor do Museu, Xavier F. Salomon, dão as boas-vindas aos visitantes. Ao longo do dia realizam-se visitas acompanhadas por mediadores culturais e oficinas de gravura, ambas de participação gratuita mediante inscrição prévia.

Ainda este sábado, a celebração dos 70 anos da Fundação prossegue com um concerto especial do Coro e da Orquestra Gulbenkian, dirigidos pelo maestro Carlo Rizzi, com a participação da soprano Sonya Yoncheva. O programa foi concebido especificamente para assinalar a efeméride e reúne algumas das mais emblemáticas páginas do repertório operático europeu, incluindo obras de Georges Bizet, Giacomo Puccini, Pietro Mascagni, Antonín Dvořák, Jules Massenet, Charles Gounod e Giuseppe Verdi.

Um dos destaques da reabertura é precisamente a exposição “Gulbenkian: 70 anos em cartaz”, que ficará patente até 19 de outubro. A mostra reúne 70 cartazes históricos e diversos materiais gráficos relacionados com atividades promovidas ou apoiadas pela Fundação nas áreas da arte, educação e ciência ao longo das últimas sete décadas. Entre os autores representados encontram-se nomes como Marcelino Vespeira, Sebastião Rodrigues, Alda Rosa, José Brandão, Jorge Silva, Vivó Eusébio, o coletivo Change is Good, Ian Anderson (The Designers Republic) e Kiko Farkas.

Continue a ler após a publicidade

As comemorações prolongam-se até dezembro com um vasto conjunto de iniciativas culturais. Estão previstos concertos, ciclos de cinema, conferências, encontros, conversas públicas, o lançamento de um estudo e de uma plataforma digital de acesso livre dedicada aos 70 anos de apoios da Fundação, bem como a estreia de novas obras musicais encomendadas para a próxima temporada. Em setembro arranca o ciclo de cinema “Don’t Look Back”, dedicado à relação entre música, cultura e sociedade, com exibições de filmes como A Hard Day’s Night, Don’t Look Back, The Last Waltz, Stop Making Sense, Summer of Soul e Purple Rain. Cada sessão contará com comentários de convidados como Pedro Mexia, Isilda Sanches, Rui Miguel Abreu e Nuno Galopim.

A programação inclui ainda, em outubro, a estreia de novas composições de Carlos Caires e Andreia Pinto Correia, integradas na Temporada de Música da Gulbenkian, bem como obras de Luís Tinoco e Joly Braga Santos. Em novembro realiza-se a conferência inaugural do recém-criado Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados, proferida pelo historiador David Nirenberg, diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, seguindo-se uma conversa pública sobre o papel das Humanidades na sociedade contemporânea. Nesse mesmo mês terá igualmente lugar o encontro “A Arte da Crítica”, promovido pela revista Colóquio.

As celebrações do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian terminam nos dias 10 e 11 de dezembro, com dois concertos da Orquestra Gulbenkian que incluirão a estreia absoluta da obra “O Que Fica”, do compositor neerlandês Hawar Tawfiq, encerrando um programa comemorativo que pretende revisitar sete décadas de atividade cultural, científica, educativa e artística, ao mesmo tempo que projeta a visão da instituição para o futuro.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.