UE tem planos para cobrar novo imposto sobre o plástico e emissões de carbono (e a culpa é do Brexit)

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, propôs esta sexta-feira a criação de um novo imposto sobre plástico e comércio de emissões de carbono no próximo orçamento de longo prazo da União Europeia (UE) para contrariar as perdas que advieram com a saída do Reino Unido, revela a “Reuters”.

A “Reuters” escreve que a saída do Reino Unido a 31 de Janeiro deixou uma lacuna de mais de 10 biliões de euros por ano no financiamento da UE, sendo que o país era um dos principais contribuintes para o orçamento, depois da Alemanha. Citando fontes da UE, adianta que a receita deste imposto poderia gerar entre 14 a 15 biliões de euros anuais.

A proposta de orçamento a longo prazo da UE, que será discutida pelos chefes de Estado e de Governo da UE numa cimeira extraordinária que terá início a 20 de Fevereiro, contempla contribuições equivalentes a 1,074% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) conjunto da União, o equivalente a 1.095 mil milhões de euros. A proposta elaborada por Charles Michel está, no entanto, muito aquém daquela apresentada pelo Parlamento Europeu (que contemplava contribuições de 1,3% do RNB), que tem a palavra final no processo negocial, e ainda muito longe da que foi proposta pela Comissão Europeia (1,114%).

Em reacção ao futuro quadro financeiro plurianual, o grupo dos maiores contribuintes líquidos, liderado pela Alemanha, Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca, não quer o o RNB seja superior a 1%. «A nova proposta de orçamento da UE é um passo atrás», disse um diplomata alemão, dando conta de que «vai tornar um acordo ainda mais difícil».

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