UE sobe parada nas licenças. Preço do carbono acima de 30 euros pela primeira vez desde 2006

As licenças para as emissões de carbono da União Europeia (UE) subiram acima de 30 euros a tonelada pela primeira vez desde 2006, enquanto acelera a ampla revisão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, noticia a ‘Bloomberg’.

Os futuros de carbono aumentaram apesar de uma perspectiva económica sombria e com a poluição a cair este ano para o nível mais baixo em décadas.

Enquanto as emissões reais estão a cair, o preço das licenças sobe impulsionado por compradores especulativos que estão a apostar as suas ‘fichas’ nos esforços políticos que visam reduzir a poluição que depende, em parte, do sistema de comércio de carbono.

Nesta medida, recorde-se que o anunciado pacote de 750 mil milhões de euros da UE para ajudar as economias a recuperarem das consequências da pandemia do novo coronavírus, ‘obriga’ a que os planos que vão ser apoiados contemplem projetos que estejam em sincronia com o objetivo de neutralidade climática da União.

Segundo a ‘Bloomberg’, embora circulem rumores no mercado de que o aumento do preço tenha sido impulsionado por fundos e ‘traders’ algorítmicos, é igualmente possível que as empresas que realmente emitem carbono e precisam das licenças estejam a comprar antes da aprovação das medidas da UE para enfrentar a crise climática.

O carbono, em dezembro último, subiu 5,8%, para 30,70 euros por tonelada, a maior subida desde abril de 2006, antes de ser negociado a 30,17 euros esta manhã, em Londres, no ICE Futures Europe.

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