A União Europeia (UE) vai recomendar que as suas fronteiras externas se mantenham encerradas para novos países, durante pelo menos mais duas semanas, até Agosto, à medida que a taxa de infecções da Covid-19 aumenta a nível global e surgem receios de uma segunda vaga da doença, de acordo com a ‘Bloomberg’.
Desta forma, Bruxelas não manifesta intenção de alargar a lista de 15 países, cujos residentes receberam luz verde há cerca de duas semanas, para entrar na UE, pelo menos para já, de acordo com fontes oficiais próximas do assunto, citadas pela mesma publicação.
Citando as mesmas fontes, a UE pondera não só não alargar a lista, como ainda reduzi-la a 13 países, retirando assim a Sérvia e Montenegro, devido ao surgimento de novos surtos de infecção da Covid-19 nos dois territórios.
Este plano marca assim a primeira revisão quinzenal de uma medida lançada pela UE a 1 de Julho para reduzir as viagens não essenciais ao bloco, numa altura em que o vírus ainda circula activamente um pouco por todo o mundo, o que dificulta os esforços europeus para sair dos bloqueios nacionais e retomar a actividade económica, interrompida pela epidemia.
Até agora, a proibição de viagens não essenciais à UE, tem sido um reflexo de uma articulação voluntária entre os 27 Estados-Membros. Ainda assim, a UE não pode obrigar formalmente nenhum país a aplicar as suas regras, tanto que em determinados locais são implementadas medidas próprias de cada governo.
De recordar que a lista de países terceiros aos quais é permitido retomar viagens «não indispensáveis» para a Europa integra Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai e China, mas neste último caso sujeito a confirmação de reciprocidade, ou seja, quando o país asiático reabrir as suas fronteiras à UE.
De acordo com o documento divulgado na altura pela UE, «os critérios para determinar os países terceiros para os quais a actual restrição de viagens deve ser levantada abrangem, em particular, a situação epidemiológica e as medidas de contenção, incluindo o distanciamento físico, bem como considerações económicas e sociais».






