A União Europeia está a concretizar planos para reformar e padronizar os exames de condução em todos os seus 27 Estados-membros, para tentar reduzir as 20 mil mortes todos os anos nas estradas europeias – 40% dessas mortes envolvem condutores com menos de 30 anos.
As novas propostas europeias fixariam a idade legal para ser submetido a exame nos 17 anos e os novos portadores de cartão de condução ficaram obrigados a um período de experiência de 2 anos, durante os quais não poderiam conduzir sozinhos e ficariam totalmente proibidos do consumo de álcool durante a condução.
Segundo dados do Eurostat, na última década houve um declínio no número de mortes nas estradas da União Europeia em todos os países, assim como na média da UE.
Vamos a números (dados de 2020):
Portugal – 536 mortes (891 em 2011);
Áustria – 344 mortes (523 em 2011);
Bélgica – 497 mortes (884 em 2011);
Búlgaria – 463 mortes (656 em 2011)
Croácia – 237 mortes (418 em 2011);
Chéquia – 518 mortes (773 em 2011);
Dinamarca – 155 mortes (220 em 2011);
Chipre – 48 mortes (71 em 2011);
Média da UE – 696 mortes (1.024 mortes em 2011);
Finlândia – 223 mortes (292 em 2011);
Estónia – 59 mortes (101 em 2011);
Alemanha – 2.719 mortes (4.009 em 2011);
França – 2.515 mortes (3963 em 2011);
Grécia – 584 mortes (1.141 em 2011);
Itália – 2.388 mortes (3.860 em 2011);
Hungria – 460 mortes (638 em 2011);
Irlanda – 147 mortes (186 em 2011);
Islândia – 8 mortes (12 em 2011);
Espanha – 1.362 mortes (1.963 em 2011);
Países Baixos – 515 mortes (546 em 2011);
Letónia – 139 mortes (179 em 2011);
Roménia – 1.644 mortes (2.018 em 2011);
Eslováquia – 247 mortes (325 em 2011);
Suécia – 204 mortes (319 em 2011);
Suíça – 227 mortes (320 em 2011);
Eslovénia – 80 mortes (141 em 2011);
Alguns dos maiores países, como França, Alemanha e Itália, com algumas das redes rodoviárias mais extensas, ainda apresentam números elevados de mortes, embora tenham caído substancialmente entre 2011 e 2020.
Para o ‘European Transport Safety Council’, uma organização independente sem fins lucrativos com sede em Bruxelas dedicada a reduzir o número de mortes e feridos no transporte na Europa, é necessário fazer cair mais rapidamente o número de mortes no trânsito. “Os novos números divulgados na semana passada mostraram que as mortes no trânsito na UE não estão a diminuir rápido o suficiente para atingir a meta crucial de reduzir pela metade as mortes e ferimentos graves até 2030”, denunciou Graziella Jost, sublinhando que “é bom ver a UE a segurança no trânsito hoje”.














