UE quer apertar a malha aos exames de condução para reduzir sinistralidade: quais os países europeus que têm mais mortes nas estradas?

Segundo dados do Eurostat, na última década houve um declínio no número de mortes nas estradas da União Europeia em todos os países, assim como na média da UE

Francisco Laranjeira

A União Europeia está a concretizar planos para reformar e padronizar os exames de condução em todos os seus 27 Estados-membros, para tentar reduzir as 20 mil mortes todos os anos nas estradas europeias – 40% dessas mortes envolvem condutores com menos de 30 anos.

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As novas propostas europeias fixariam a idade legal para ser submetido a exame nos 17 anos e os novos portadores de cartão de condução ficaram obrigados a um período de experiência de 2 anos, durante os quais não poderiam conduzir sozinhos e ficariam totalmente proibidos do consumo de álcool durante a condução.

Segundo dados do Eurostat, na última década houve um declínio no número de mortes nas estradas da União Europeia em todos os países, assim como na média da UE.

Vamos a números (dados de 2020):

Portugal – 536 mortes (891 em 2011);
Áustria – 344 mortes (523 em 2011);
Bélgica – 497 mortes (884 em 2011);
Búlgaria – 463 mortes (656 em 2011)
Croácia – 237 mortes (418 em 2011);
Chéquia – 518 mortes (773 em 2011);
Dinamarca – 155 mortes (220 em 2011);
Chipre – 48 mortes (71 em 2011);
Média da UE – 696 mortes (1.024 mortes em 2011);
Finlândia – 223 mortes (292 em 2011);
Estónia – 59 mortes (101 em 2011);
Alemanha – 2.719 mortes (4.009 em 2011);
França – 2.515 mortes (3963 em 2011);
Grécia – 584 mortes (1.141 em 2011);
Itália – 2.388 mortes (3.860 em 2011);
Hungria – 460 mortes (638 em 2011);
Irlanda – 147 mortes (186 em 2011);
Islândia – 8 mortes (12 em 2011);
Espanha – 1.362 mortes (1.963 em 2011);
Países Baixos – 515 mortes (546 em 2011);
Letónia – 139 mortes (179 em 2011);
Roménia – 1.644 mortes (2.018 em 2011);
Eslováquia – 247 mortes (325 em 2011);
Suécia – 204 mortes (319 em 2011);
Suíça – 227 mortes (320 em 2011);
Eslovénia – 80 mortes (141 em 2011);

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Alguns dos maiores países, como França, Alemanha e Itália, com algumas das redes rodoviárias mais extensas, ainda apresentam números elevados de mortes, embora tenham caído substancialmente entre 2011 e 2020.

Para o ‘European Transport Safety Council’, uma organização independente sem fins lucrativos com sede em Bruxelas dedicada a reduzir o número de mortes e feridos no transporte na Europa, é necessário fazer cair mais rapidamente o número de mortes no trânsito. “Os novos números divulgados na semana passada mostraram que as mortes no trânsito na UE não estão a diminuir rápido o suficiente para atingir a meta crucial de reduzir pela metade as mortes e ferimentos graves até 2030”, denunciou Graziella Jost, sublinhando que “é bom ver a UE a segurança no trânsito hoje”.

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