UE proíbe companhia aérea do Paquistão de voar para a Europa durante seis meses

A companhia aérea paquistanesa está proibida de voar para a Europa durante seis meses, após a suspeita que um terço dos pilotos possui licenças falsas, anunciaram hoje a empresa e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação.

A agência EASA (na sigla em inglês) indicou à PIA (Pakistan international airlines) que “ainda não está comprovado” que os restantes pilotos têm as qualificações exigidas e que “perdeu a confiança” na companhia, disse o porta-voz da PIA, Abdullah Khan, à agência France Presse.

A EASA “suspendeu a autorização de exploração” da PIA “com efeito a partir das 00:00 TMG (01:00 em Lisboa) do dia 1 de Julho”, indicou num comunicado.

“A decisão foi tomada devido a preocupações quanto à capacidade de as autoridades competentes garantirem que os operadores aéreos paquistaneses cumprem sempre os padrões internacionais aplicáveis”, adiantou.

A agência diz basear-se no “recente inquérito divulgado no parlamento paquistanês, que revelou serem inválidas grande parte das licenças de piloto emitidas no Paquistão”.

O ministro da Aviação paquistanês, Ghulam Sarwar Khan, disse na quarta-feira que 262 dos 860 pilotos paquistaneses em actividade não “participaram pessoalmente nos exames”, quando comentava as conclusões de um relatório preliminar sobre a queda de um voo da PIA no dia 22 de maio em Carachi, que causou 97 mortos.

A PIA indicou depois que, em consequência, 141 dos seus 434 pilotos estão impedidos de voar.

O relatório preliminar atribui a responsabilidade do acidente de Carachi à desconcentração dos pilotos e à falta de resposta dos controladores aéreos. No entanto, a validade das licenças do piloto e do copiloto do voo 8303 não é posta em causa, segundo as autoridades.

A PIA era uma das grandes companhias aéreas mundial até à década de 1970, mas anos de perdas financeiras, má gestão e atrasos mancharam a sua reputação.

Entre Março e Novembro de 2007, toda a sua frota, com excepção de oito aviões, foi colocada na lista negra da União Europeia.

A companhia, que não tem voado para a Europa devido à pandemia do novo coronavírus, contava com voos para Oslo, Copenhaga, Paris, Barcelona e Milão.

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