UE: Mulheres respondem por mais “ausências temporárias” no trabalho do que os homens

Este é o primeiro trimestre em que o mercado de trabalho em toda a UE foi afetado pelas medidas COVID-19 adotadas pelos Estados-Membros.

Sónia Bexiga

Na União Europeia (UE), 9,7% das pessoas empregadas estiveram “temporariamente ausentes do trabalho” no último trimestre de 2019, enquanto 12,0% estiveram nesta situação no primeiro trimestre de 2020, o que corresponde a um aumento de 2,3  pontos percentuais (pp), segundo dados do Eurostat, revelados esta quarta-feira.

Entre os Estados-Membros da UE, as taxas mais altas de faltas temporárias ao trabalho no primeiro trimestre de 2020 foram observadas em França (18,1%), Suécia (16,2%) e Áustria (15,0%) e as taxas mais baixas na Roménia (2,5%), Malta (3,3%) e Bulgária (4,4%).

Em todos os Estados-Membros da UE, com exceção do Chipre, as quotas de ausências temporárias de trabalho foram superiores entre as mulheres.

A maior diferença foi observada na Lituânia, onde a proporção de faltas entre as mulheres foi mais de duas vezes e meia superior à dos homens (17,1% para as mulheres em comparação com 6,5% para os homens).

A diferença entre as taxas de ausência para homens e mulheres também foi grande na Hungria (13,2% para mulheres e 5,5% para homens), Polónia (12,1% para mulheres e 5,1% para homens) e Letónia (12,0% para mulheres e 5,0% para homens). homens).

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Considerando a repartição entre homens e mulheres, no total de ausências, houve uma prevalência de mulheres em todos os Estados-Membros. Chipre foi a única exceção, onde 52,1% dos ausentes do trabalho eram homens. 

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