A União Europeia (UE) não só está a instar os Estados-membros a enviar “imediatamente” munições para a Ucrânia “dos seus arsenais ou de ordens pendentes”, especialmente artilharia de longo alcance de 155 mm, como vai financiar com mil milhões de euros o reembolso destas doações e a compra conjunta de munições.
Esta medida, implementada para ajudar Kiev a defender-se do inimigo, será feita através de um pacote extraordinário de apoio, de acordo com um projeto do plano, citado pelo jornal El País.
À medida que a guerra da Rússia na Ucrânia se concentra na região de Donbass, a situação em Bajmut está a tornar-se cada vez mais extrema, com ataques constantes das forças do Kremlin. Há já sete meses que o presidente Russo Vladimir Putin tenta conquistar Bajmut a todo o custo, porém desde o início da semana passada com a intensificação dos combates, não tem sido possível retirar os civis desta área.
Os ataques que têm cercado a cidade são sustentados, principalmente, pelos mercenários do Grupo Wagner que deixam as ruas e estradas repletas de escombros e fragmentos de artilharia.
No final de dezembro, algumas pessoas ainda conseguiram sair dos seus abrigos para se reabastecer ou contactar familiares e amigos, contudo a situação agora agravou-se e, segundo as imagens gravadas com drones, a cidade está deserta e são registadas explosões frequentes.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a invasão à Ucrânia no dia 24 de fevereiro de 2022, para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, ofensiva militar que levou a União Europeia (UE) a responder com vários pacotes de sanções internacionais. Para assinalar o aniversário da guerra, os aliados ocidentais da Ucrânia anunciaram o reforço do apoio militar a Kiev.
A invasão russa desencadeou uma guerra de larga escala que deixou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Não é conhecido o número de baixas civis e militares do conflito, contudo diversas fontes, entre as quais a Organização das Nações Unidas (ONU), admitiram que será elevado.







