Os mais de três mil funcionários do Conselho da União Europeia receberam um email com um aviso para que não partilhem informações e documentos com as delegações ou representantes do Reino Unido. Ao email interno enviado ontem, segundo avança o Financial Times, junta-se a eliminação de contactos britânicos das listas de correio electrónico e a desactivação dos passes de acesso à sede do Conselho.
Os diplomatas britânicos em Bruxelas deverão ser, por isso, os primeiros a sentir o impacto do Brexit. Para estes profissionais não haverá período de transição de 11 meses, ao contrário do que acontece com os restantes cidadãos do Reino Unido.
Até a designação pela qual a presença diplomática do Reino Unido é conhecida na capital belga será alterada. Em vez de Representação Permanente (UK Permanent Representation to the EU), assume o título de missão, tal como acontece com outros países que não fazem parte da comunidade – nomeadamente, Estados Unidos da América, Japão e Islândia.
Na prática, a saída da União Europeia fará com que o Reino Unido deixe ter um lugar à mesa das milhares de reuniões que acontecem todos os anos no Conselho. De acordo com a mesma publicação, os representantes britânicos terão menos acesso ao edifício do que os jornalistas, o que dificultará o estabelecimento de acordos para a era pós-Brexit.
A primeira cimeira entre a União Europeia e o Reino Unido está marcada apenas para Junho. Entretanto, os Estados-membros reúnem-se já no próximo mês para debater o orçamento disponível para temas como crise climática, desenvolvimento tecnológico e apoio internacional. O Reino Unido fica do outro lado da porta.













