UE fecha a porta ao Reino Unido: staff não deve partilhar informações

Os representantes britânicos terão menos acesso ao edifício do Conselho da União Europeia do que os jornalistas.

Filipa Almeida

Os mais de três mil funcionários do Conselho da União Europeia receberam um email com um aviso para que não partilhem informações e documentos com as delegações ou representantes do Reino Unido. Ao email interno enviado ontem, segundo avança o Financial Times, junta-se a eliminação de contactos britânicos das listas de correio electrónico e a desactivação dos passes de acesso à sede do Conselho.

Os diplomatas britânicos em Bruxelas deverão ser, por isso, os primeiros a sentir o impacto do Brexit. Para estes profissionais não haverá período de transição de 11 meses, ao contrário do que acontece com os restantes cidadãos do Reino Unido.

Até a designação pela qual a presença diplomática do Reino Unido é conhecida na capital belga será alterada. Em vez de Representação Permanente (UK Permanent Representation to the EU), assume o título de missão, tal como acontece com outros países que não fazem parte da comunidade – nomeadamente, Estados Unidos da América, Japão e Islândia.

Na prática, a saída da União Europeia fará com que o Reino Unido deixe ter um lugar à mesa das milhares de reuniões que acontecem todos os anos no Conselho. De acordo com a mesma publicação, os representantes britânicos terão menos acesso ao edifício do que os jornalistas, o que dificultará o estabelecimento de acordos para a era pós-Brexit.

A primeira cimeira entre a União Europeia e o Reino Unido está marcada apenas para Junho. Entretanto, os Estados-membros reúnem-se já no próximo mês para debater o orçamento disponível para temas como crise climática, desenvolvimento tecnológico e apoio internacional. O Reino Unido fica do outro lado da porta.

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