Incêndios: Estados-membros da UE acordam pré-posicionamento de meios de combate para “resposta de maior celeridade”, diz ministro da Administração Interna

O ministro da Administração Interna afirmou que a Comissão Europeia está ciente de que a União precisa de mais meios para combater os incêndios.

Filipe Pimentel Rações
Setembro 5, 2022
17:23

O ministro da Administração Interna afirmou que a Comissão Europeia está ciente de que a União precisa de mais meios para combater os incêndios.

À saída de um encontro dos ministros dos 27 Estados-membros, José Luís Carneiro afirmou aos jornalistas que a maioria dos países concordou com a proposta da Comissão Europeia para o “pré-posicionamento de meios em função dos riscos considerados”, explicando que essa experiência já tinha sido feita na Grécia e que teve “resultados eficazes do ponto de vista de celeridade da reposta”.

Assim, os Estados-membros acordaram em criar quatro centros de pré-posicionamento desses meios, salientando que “Portugal manifestou disponibilidade para acolher um desses centros”, em articulação, “se necessário for”, com Espanha, “criando uma resposta de maior celeridade no quadro da Península Ibérica”.

O ministro adiantou que foi aceite a proposta portuguesa para a realização, em novembro, de um seminário em que os 27 países possam partilhar as suas experiências no combate aos incêndios desde ano, para que seja possível “contribuir para um plano de ação imediato na preparação do ano de 2023”.

A Comissão Europeia e a presidência checa do Conselho Europeu deram também luz verde a uma outra proposta portuguesa que pretende que “o conhecimento que é produzido nas unidades que integram os sistemas nacionais de proteção civil possa ser integrado na rede de conhecimento que hoje é desenvolvido no quadro do Mecanismo de Proteção Civil Europeu”.

“Há hoje uma consciência coletiva de que este não é um problema de cada um dos Estados-membros em função dos efeitos nefastos das alterações climáticas”, explica Carneiro, sublinhando que “este é um problema de todos os Estados europeus, um problema comum à União Europeia”.

O ministro adianta que os 27 Estados-membros reconhecem que “há uma necessidade de reforçar os meios europeus, de antecipar as decisões e a disponibilização desses meios”, acrescentando que Portugal fez três pedidos de ajuda à UE este ano para combater os incêndios que deflagraram no país e que todos foram atendidos.

(em atualização)

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