A UE chegou, esta quinta-feira, a um acordo político sobre o futuro mecanismo de crise que obrigará os Estados-membros a apoiar os parceiros sobrecarregados pela pressão nas suas fronteiras no acolhimento de requerentes de asilo – no entanto, para trás ficaram as quotas obrigatórias de recolocação de migrantes, substituída por uma ‘solidariedade a la carte’, ou seja, que prevê diferentes formas de compensação financeira para evitar a deslocalização para o seu território.
A reunião de ministros do Interior da União Europeia, realizada em Bruxelas, mostrou que, apesar de não haver unanimidade, há apoio europeu suficiente para adotar o projeto. Segundo Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior espanhol, confirmou que existe uma “maioria inquestionável” para o apoio à última versão do documento.
O processo foi desbloqueado por Nancy Faeser, ministra alemã, que anunciou que o seu país levantou as reservas, o que significou a garantia de uma maioria qualificada. De acordo com diversas fontes europeias, há ainda detalhes para finalizar a nível técnico. Recorde-se que a falta de consenso sobre este dossier tornou-se o último obstáculo para o Conselho e Parlamento Europeu negociarem a versão final do Pacto sobre Migração e Asilo, que pretendem fechar antes da conclusão da legislatura, em junho de 2024.














