A União Europeia vai enviar uma missão civil à Moldova para ajudar este país do leste europeu a combater as crescente ameaças externas, principalmente da Rússia, segundo confirmaram as autoridades moldavas, após vários relatos de rumores que dão conta de que o Kremlin estão a trabalhar para causar desestabilização na antiga república soviética.
Em comunicado, Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE, explica que a missão se insere no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa, com o objetivo de intensificar “o apoio à Moldova para proteger a sua segurança, integridade territorial e soberania” perante a ameaça russa.
As autoridades europeias adiantam ao Politico que a kissão vai concentrar-se na “gestão de crises e ameaças híbridas, incluindo na área da cibersegurança e combate à manipulação e interferência de informações estrangeiras.
Recorde-se que, em fevereiro, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou que os serviços secretos ucranianos intercetaram planos da Rússia para “fazer colapsar a democracia e estabelecer controlo sobre a Moldávia”. A presidente moldava Maia Sandu, garantiu depois que o plano “incluía sabotagem e pessoas com treino militar, disfarçadas de civis, que realizariam ações violentas, como ataques a edifícios do Governo e que fariam reféns”.
Vlad Lupan, ex-embaixador da Moldávia na ONU, explica que esta mudança de posição da UE deve-se a “vários sinais de que a Moldova não seria capaz de lidar sozinha com as operações de influência da Rússia”.
O especialista diz que o sucesso da missão depende se for concretizada a comunicação de “que o estado de direito e a democracia da UE asseguram respeito e prosperidade ao povo moldavo, em comparação com o modelo autocrático russo”.











