O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desloca-se esta quinta-feira a Paris para participar numa nova ronda da chamada Coligação de Voluntários, que reúne cerca de 30 países aliados de Kiev. O encontro contará com a presença de líderes políticos de França, Alemanha e Reino Unido, bem como da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do secretário-geral da NATO, Mark Rutte. O objetivo, segundo explicou um dos principais conselheiros de Zelensky, Mykhailo Podolyak, é “sincronizar relógios” e reforçar o consenso em torno de futuras garantias de segurança para a Europa.
Numa mensagem partilhada nas redes sociais, Podolyak sublinhou que a discussão se centra “mais concretamente” em novas garantias de segurança para o flanco leste do continente. A reunião, confirmada pelo Palácio do Eliseu, terá um formato híbrido, combinando a presença física de alguns líderes com a participação remota de outros, sem que tenham sido divulgados mais pormenores.
O encontro surge num momento em que a Ucrânia procura reforçar o apoio político e militar dos seus aliados, perante a persistência da ofensiva russa no terreno e a necessidade de consolidar uma arquitetura de segurança pós-guerra.
Podolyak destacou ainda a existência de “dois processos paralelos” atualmente em curso. Por um lado, os Estados Unidos e, “a título pessoal”, o presidente Donald Trump, procuram uma via para pôr fim ao conflito. Em simultâneo, avança-se também para a construção de “uma arquitetura de pós-guerra para a Europa”, destinada a evitar futuras vulnerabilidades estratégicas.
“Europa sabe quais são as suas debilidades. Aos europeus faltam armas e não podem impor sanções efetivas à Índia e à China sem os Estados Unidos”, afirmou o conselheiro de Zelensky, referindo-se à relação destas potências com Moscovo, que não foi afetada pela invasão russa da Ucrânia.
Segundo Podolyak, é a União Europeia quem “assumiu a tarefa da contenção militar da Rússia”, baseando-se tanto nas capacidades militares e tecnológicas da Ucrânia como, “possivelmente”, no futuro desdobramento de um contingente europeu no terreno. A questão será parte integrante das discussões em Paris, onde a prioridade passa por delinear medidas concretas de apoio e por consolidar uma frente europeia unida contra Moscovo.




