Ucrânia: Von der Leyen congratula-se com resultado de cimeira da UE que garante apoio até 2027

A presidente da Comissão Europeia congratulou-se hoje com aprovação de um apoio de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia para os próximos dois anos, advertindo Moscovo que os recursos imobilizados assim continuarão.

Executive Digest com Lusa

A presidente da Comissão Europeia congratulou-se hoje com aprovação de um apoio de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia para os próximos dois anos, advertindo Moscovo que os recursos imobilizados assim continuarão.

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“Tínhamo-nos proposto a isto e conseguimos”, disse Ursula von der Leyen, no arranque de uma conferência de imprensa conjunta com o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em Bruxelas.

No final de uma reunião do Conselho Europeu, a última do ano e que se prolongou pela madrugada de hoje para tentar encontrar um acordo para financiar a Ucrânia em 2026 e 2027, os 27 deixaram cair a proposta de utilizar as receitas dos recursos russos congelados e depositaram os olhos na proposta de um empréstimo de 90 mil milhões de euros.

Ursula von der Leyen advertiu que a Ucrânia só vai pagar este empréstimo quando a Rússia pagar as reparações pela guerra que começou em 2014 e que se agravou em 2022.

A presidente do executivo comunitário europeu acrescentou que a “União Europeia se reserva ao direito de utilizá-los [os recursos congelados] para financiar o empréstimo”.

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“Não havia um caminho claro para o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e não havia um caminho claro para o apoio à Ucrânia [assente na utilização dos recursos russos imobilizados]”, comentou Ursula von der Leyen.

Os chefes de Estado e de Governo da UE chegaram hoje a acordo para conceder um apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia para os próximos dois anos, anunciou o presidente do Conselho Europeu.

“Temos um acordo. A decisão de conceder 90 mil milhões de euros de apoio à Ucrânia para 2026-27 foi aprovada. Comprometemo-nos e cumprimos”, anunciou António Costa, na sua conta oficial na rede social X, ao cabo de mais de 15 horas de negociações numa cimeira em Bruxelas.

O compromisso a nível dos 27 foi alcançado em torno daquele que era designado o “plano B”, a emissão de dívida conjunta, dado o “plano A”, um empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados, não ter obtido consenso, designadamente devido à rejeição da Bélgica.

Numa das reuniões mais importantes do Conselho Europeu, dada a urgência para assegurar verbas a favor da Ucrânia para os próximos dois anos, os chefes de Governo e de Estado dos 27 da UE tinham duas opções em cima da mesa: um empréstimo de reparações assente em bens da Rússia congelados no espaço comunitário (a opção que parecia obter mais apoio, maioria qualificada e menos esforço orçamental, apesar da oposição belga) ou uma emissão de dívida conjunta (que exigiu unanimidade).

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Acabaram por optar pela segunda opção, assente na emissão de dívida conjunta para mobilizar dinheiro para a Ucrânia, aproveitando a margem orçamental como garantia para Bruxelas ir aos mercados.

O Fundo Monetário Internacional estima que as necessidades da Ucrânia para os próximos dois anos sejam de cerca de 137 mil milhões de euros, querendo a UE dar-lhes resposta com perto de dois terços.

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