Dezenas de portugueses têm viajado até à Polónia, a título particular, com o objetivo de trazerem refugiados ucranianos. Contudo, apenas tratam do transporte, não garantindo alojamento, alimentação ou emprego, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, quando chegam a Portugal, os refugiados são largados em abrigos temporários, mas não podem ficar lá durante muito tempo, porque não há espaço para acolher todos, o que leva a que alguns fiquem desalojados.
“Recebemos muitos pedidos de ajuda de pessoas que estão no país. Só temos capacidade para 25 pessoas e estamos à procura de alojamento permanente para elas”, explica ao ‘JN’ Rosário Ochoa, psicóloga e presidente da Fundação Graça Gonçalves.
A responsável, que adaptou um parque em Aveiro para acolher refugiados, adianta ainda que “quem vier agora não pode ficar mais do que um ou dois dias dias, porque não lhes podemos oferecer condições”.
Por conta destas situações, em Medika, um dos principais pontos de entrada de refugiados na Polónia, só transportes certificados é que podem entrar para receber quem foge da guerra e transportá-los para outros pontos da Europa, adianta o jornal.
Muitos destes refugiados, segundo o ‘JN’, já estão a ir para a Roménia, onde a desorganização é maior e qualquer transporte consegue entrar.














