Ucrânia: Tribunal condena dois soldados russos a 11 anos e meio de prisão por crimes de guerra

Alexander Bobikin e Alexander Ivanov declararam-se ‘culpados’ na semana passada pelos mesmos crimes.

Simone Silva

Um tribunal ucraniano condenou esta terça-feira dois soldados russos a 11 anos e meio de prisão, por bombardearem uma cidade no leste da Ucrânia, o segundo veredito de crimes de guerra desde o início da invasão russa em fevereiro, avança a ‘Reuters’.

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“A culpa de ambos foi totalmente provada”, disse o juiz Evhen Bolybok, citado pela agência de notícias.

Alexander Bobikin e Alexander Ivanov, que ouviram o veredito hoje no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, declararam-se ‘culpados’ na semana passada pelos mesmos crimes.

À semelhança do que tinha acontecido na primeira sessão do julgamento, os dois soldados russos reconheceram fazer parte de uma unidade de artilharia que disparou contra alvos na região de Kharkiv da região de Belgorod na Rússia.

Os dois russos bombardearam áreas civis da Ucrânia com mísseis GRAD. Os procuradores dizem que ambos operavam um lançador de mísseis, num camião russo. Um deles conduzia o veículo, enquanto o outro disparava atingindo civis na região de Kharkiv.

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O bombardeamento destruiu um estabelecimento de ensino na cidade de Derhachi, disseram os procuradores, adiantando que Bobikin e Ivanov foram capturados depois de cruzarem a fronteira e continuarem o bombardeamento.

Na segunda sessão do julgamento, na passada quinta-feira no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, Bobikin assumiu ser “completamente culpado dos crimes de que sou acusado. Disparámos contra a Ucrânia da Rússia”.

Já Ivanov pediu para não receber a pena máxima de prisão, alegando ao tribunal estar arrependido dos crimes que cometeu. “Arrependo-me e peço a redução da pena”, apelou.

Os procuradores pediram que ambos fossem condenados a 12 anos de prisão por violar as leis da guerra. Mas o advogado de defesa pediu clemência, argumentando que dois soldados estavam a cumprir ordens e arrependeram-se. O veredito soube-se hoje.

Este é assim o segundo caso contra russos em apenas algumas semanas, parte do esforço da polícia ucraniana para garantir alguma medida de responsabilidade pelas atrocidades cometidas durante a invasão.

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No primeiro julgamento, Vadim Shishimarin foi acusado de disparar e matar um ucraniano de 62 anos durante as primeiras semanas da guerra. Acabou por ser condenado a prisão perpétua.

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