A Ucrânia travou no passado sábado aquele que terá sido um dos maiores ataques de tanques de Moscovo contra posições ucranianas desde 24 de fevereiro de 2022, início da invasão em grande escala da Ucrânia, na frente de Avdiivka – a Rússia perdeu um terço dos seus tanques e os militares russos não fizeram qualquer progresso, revelou esta segunda-feira a revista ‘Forbes’, citando fontes militares ucranianas.
“Quando o fumo se dissipou, os russos deixaram para trás – numa estrada a oeste das ruínas de Avdiivka, no leste da Ucrânia – um terço de seus tanques”, relataram os militares de Kiev à publicação americana, que observou que nas semanas que antecederam o ataque deste sábado, os militares russo utilizaram a infantaria para avançar a oeste da cidade – a razão apontada foi a falta de veículos depois das pesadas perdas durante o ataque a Avdiivka, em meados de fevereiro último.
No entanto, Moscovo mudou de tática nos últimos dias: as tropas russas utilizaram novamente veículos blindados, incluindo tanques, na frente de Avdiivka – cerca de 36 tanques e 12 veículos de combate de infantaria do 6º Regimento de Tanques da Rússia, que faz parte da 90ª Divisão de Tanques, lançaram um ataque ao longo da estrada que vai de Tonenke, ocupada pela Rússia, até a vila de Umanske, controlada pela Ucrânia, a três quilómetros a oeste.
As forças ucranianas, sobretudo a 25ª Brigada, avistou o comboio e atingiu 12 tanques e 8 veículos de combate de infantaria. No dia seguinte ao ataque, o Centro de Estratégias de Defesa da Ucrânia descreveu os combates em torno de Tonenke como “posicionais”, o que significa que nenhum dos lados tinha feito progressos significativos.













