O Kremlin descartou, esta terça-feira, a possibilidade de realizar planos de mobilização geral perante a contraofensiva lançada nos últimos dias pelo exército ucraniano em várias partes do país, o que provocou a retirada das forças russas nas zonas sul e leste da Ucrânia.
“Não, no momento está fora de conversa”, assegurou Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, segundo apontou a agência de notícias russa Interfax.
O vice-presidente da Duma, Mikhail Sheremet, já havia levantado a hipóteses de uma mobilização geral, algo que o líder do Partido Comunista Russo, Genadi Zyuganov, também fez. “Na minha opinião, a operação especial na Ucrânia e Donbass transformou-se numa guerra nos últimos dois meses”, explicou. “Esta guerra foi declarada contra nós pelos Estados Unidos, Europa e NATO”, argumentou.
“Eles trouxeram toda o lixo, as armas e mercenários para a Ucrânia e estão a tentar reverter a situação a favor dos nazis”, explicou. “Nenhuma pessoal normal no nosso país pode concordar com o curso dos acontecimentos”, explicou. Zyuganov enfatizou que “toda guerra exige uma resposta”, segundo um comunicado publicado pelo partido no site. “Acima de tudo, é necessária uma mobilização máxima de forças e recursos”, concluiu.




