Ucrânia: Rússia implanta 110 grupos táticos no Donbass mas os seus sucessos são insignificantes, garante Ministério da Defesa americano

Informação dos EUA ilustra que durante os 92 dias de guerra, a estratégia da Rússia, devido a falhas na frente, mudou repetidamente

Francisco Laranjeira

Apesar da vantagem quantitativa, as forças russas em Donbass fizeram apenas “progressos insignificantes”, segundo relatou esta sexta-feira o Ministério da Defesa dos Estados Unidos. “A Rússia mobilizou 110 grupos táticos de batalhão operacional na Ucrânia… mesmo com a preponderância do número de tropas, as forças russas obtiveram pequenos ganhos. Esses ganhos são reduzidos ​​pelos avanços ucranianos em outros campos de batalha, principalmente em torno de Kharkiv”, pôde ler-se no site da agência americana citada pela agência ucraniana ‘Interfax’.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

A informação observou que durante os 92 dias de guerra, a estratégia da Rússia, devido a falhas na frente, mudou repetidamente. O objetivo real é separar as regiões orientais da Ucrânia. “A luta é dura e a mudança no terreno e no objetivo significa uma mudança nas táticas no campo de batalha, levando ao aumento da importância do fogo de longo alcance”, explicou.

De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, dos 108 obuses M-777 que as nações prometeram à Ucrânia, 85 estão agora a ser usados ​​pelos militares ucranianos – armas aliás que já disparam alguns dos 109 mil projéteis de 155 mm que já foram transferidos para a Ucrânia. “As nações também entregaram nove helicópteros Mi-17 e 73% dos veículos aéreos não tripulados Switchblade”, apontou o ministério.

Os militares dos EUA garantiram ainda que “os russos têm uma grande força com muitas capacidades mas o exército ucraniano é mais do que apenas se manter”, citando o número de equipamentos russos destruídos: quase mil tanques, mais de 350 peças de artilharia, 30 caças, caças-bombardeiros, aviões e mais de 50 helicópteros.

“As táticas e a doutrina russa também estão a ajudar os ucranianos. [Os russos] estão a tentar superar alguns dos desafios que tiveram – comando e controlo, sustentação logística e manobra. Mas, em geral, o que estamos a vê-los fazer é um esforço mais localizado. Estão a usar unidades menores para perseguir objetivos menores numa abordagem mais fragmentada”, frisou, garantindo que os russos não mudaram de tática em 92 dias de combate. “Ainda o fazem de forma bastante doutrinária – usam fogo de artilharia com antecedência e depois movem unidades somente quando sentem que ‘suavizaram’ o alvo o suficiente”, concluiu o relatório.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.