Vladimir Putin está a “falhar em todos os seus objetivos estratégicos militares”, garantiu esta segunda-feira o chefe da equipa de Defesa do Reino Unido – o almirante sir Tony Radakin referiu que a pressão sobre o presidente russo está a aumentar à medida que as defesas do seu país enfraquecem diante dos contra-ataques ucranianos, confirmando o que os serviços de Inteligência britânicos avançaram sobre a capacidade das forças da linha da frente da Rússia terem reservas adequadas ou de moral para resistir aos avanços ucranianos.
“Desde o início que dissemos que foi um erro estratégico do presidente Putin, e erros estratégicos levam a consequências estratégicas. E neste caso é uma falha estratégica”, apontou sir Tony Radakin, em declarações à televisão ‘BBC’. “Putin está a falhar em todos os seus objetivos estratégicos militares. Ele queria subjugar a Ucrânia; isso não vai acontecer.”
“Queria assumir o controlo da capital; vimos que foi derrotado anteriormente. Vimos que queria enfraquecer a NATO. A NATO está agora muito mais forte e temos a adesão da Finlândia e da Suécia. Queria quebrar a determinação internacional. Bem, na verdade esta fortaleceu-se durante este período, e ele está sob pressão, os seus problemas estão a aumentar”, apontou.
Putin, segundo o especialista, não tem mão de obra ou equipamento suficiente para realizar os seus objetivos militares, especialmente porque as forças ucranianas tornam-se mais fortes. “Também estamos a ver as magníficas forças armadas ucranianas, que foram corajosas, estão a lutar pelo seu país e abraçaram o apoio internacional que todos nós estamos a fornecer”, explicou.
No entanto, apesar do acumular de problemas para o Kremlin, é necessário cautela. “Acho que é significativo em termos do que está a acontecer no terreno – é realmente significativo para o moral ucraniano e significativo para o impacto que tem nas forças russas. Mas as pessoas precisam de ser cautelosas; o resultado provável é que vai continuar por muito tempo”, frisou.
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou recentemente que a Rússia aumentou os seus ataques a alvos civis nos últimos sete dias, apesar de as suas ações “não terem efeito militar imediato”. “Enquanto enfrenta reveses nas linhas de frente, a Rússia provavelmente estendeu os locais que está preparada para atacar numa tentativa de minar diretamente o moral do povo e do Governo ucraniano”, finalizou.












