O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto esta quarta-feira, no qual facilita o processo para os residentes das regiões de Kherson e Zaporizhzhia na Ucrânia, ocupadas pela Rússia, adquirirem nacionalidade e passaportes russos.
Segundo a ‘Reuters’, o decreto marca mais um passo em direção à “russificação” das duas regiões, onde a guerra na Ucrânia permitiu estabelecer uma ponte terrestre contínua, que liga a Rússia à península da Crimeia.
A medida de Putin alarga um esquema disponível para residentes de áreas controladas por separatistas apoiados pela Rússia nas regiões de Donetsk e Luhansk, na Ucrânia, através do qual Moscovo emitiu cerca de 800 mil passaportes desde 2019.
A Rússia reivindicou o controlo total da região de Kherson, no norte da Crimeia, em meados de março, e detém partes da região de Zaporizhzhia no nordeste.
Em Kherson, o governador ucraniano foi deposto e o governo civil-militar disse no início deste mês que planeava pedir a Putin para incorporá-lo à Rússia até ao final de 2022.
A Ucrânia, por sua vez, prometeu recapturar todo o seu território apreendido. O Presidente, Volodymyr Zelensky, alertou que a Rússia terá que devolver todos os territórios que ocupou até aqui, durante a invasão, incluindo a Crimeia.
“É claro que os ocupantes terão de deixar a Crimeia, assim como Kherson, Melitopol, Enerhodar, Mariupol, e todas as outras cidades e comunidades onde [os russos] ainda fingem ser os proprietários. Não são definitivamente os proprietários”, afirmou num discurso transmitido ontem.













