Prossegue esta quarta-feira, dia 18 de maio, o primeiro julgamento do soldado russo acusado de crimes de guerra, depois de na sexta-feira a sessão ter decorrido por breves instantes, sendo adiada.
Vadim Shyshimarin, um soldado russo de 21 anos, marcou presença na sexta-feira num tribunal de Kiev, por estar acusado de crimes de guerra, após matar um ucraniano de 62 anos com um tiro na cabeça.
Contudo, segundo a ‘Sky News’, a aparição do sargento foi breve, uma vez que após uma discussão entre os juízes e advogados sobre o processo, o julgamento foi adiado para esta terça-feira.
Esta é a primeira vez que um membro das forças armadas russas é processado por um crime de guerra no conflito. O gabinete da procuradora-geral Iryna Venediktova disse que está a investigar mais de 10.700 crimes de guerra, a envolver mais de 600 suspeitos, incluindo soldados russos e funcionários do governo.
Shyshimarin era membro de uma unidade de tanques derrotada pelas forças ucranianas a 28 de fevereiro.
Venediktova disse que quando ele e os seus colegas soldados fugiram, dispararam contra um carro particular e roubaram-no. Conduziram rumo a Chupahivka, uma vila na região de Sumy, cerca de 320 quilómetros a leste de Kiev.
No caminho, acrescentou, viram um homem a andar no passeio e a falar ao telemóvel. Shyshimarin foi ordenado a matar o homem para impedi-lo de relatar a sua localização às autoridades ucranianas.
A procuradora não disse quem deu a ordem, apenas que Shyshimarin disparou pela janela aberta e atingiu a vítima na cabeça. “O homem morreu no local a apenas algumas dezenas de metros de sua casa”, escreveu.
O homem arrisca prisão perpétua se for considerado culpado e o seu advogado Victor Ovsyanikov admite que o caso é grave, apesar de ressalvar que a decisão final será tomada pelo tribunal.













