O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou, esta sexta-feira, que a Ucrânia não está ansiosa para conversar com o líder russo, Vladimir Putin, mas precisa de encarar a realidade de que provavelmente será necessário para acabar com a guerra.
“Há coisas para discutir com o líder russo. Não vos estou a dizer que o nosso povo está ansioso por falar com ele mas temos de enfrentar a realidade do que estamos a viver”, explicou Zelensky, num discurso perante um ‘think tank’ da Indonésia.
“O que queremos desta reunião é as nossas vidas de volta. Queremos recuperar a vida de um país soberano dentro do seu próprio território”, acrescentou, frisando que a Rússia ainda não parece pronta para conversas de paz.
Já o Kremlin acusa os ucranianos de congelarem as negociações e prestarem declarações contraditórias. “Em geral, a liderança da Ucrânia faz declarações que se contradizem. Isso não nos permite entender completamente o que o lado ucraniano quer”, apontou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas, esta sexta-feira.
Na última quinta-feira, Peskov referiu que Moscovo espera que Kiev aceite o ‘status quo’ e ceda às suas exigências territoriais, após os comentários do antigo secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, ter sugerido que a Ucrânia tem de concordar em ceder a Crimeia e grande parte da região do Donbass para a Rússia.













