Ucrânia: Parlamento de Kiev declara de “inadmissibilidade” dos referendos de adesão à Rússia

O parlamento da Ucrânia aprovou hoje uma declaração de “inadmissibilidade” dos referendos de adesão à Rússia propostos pelas autoridades separatistas russófonas das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.

Executive Digest com Lusa

O parlamento da Ucrânia aprovou hoje uma declaração de “inadmissibilidade” dos referendos de adesão à Rússia propostos pelas autoridades separatistas russófonas das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.

A decisão foi confirmada pelo deputado Yaroslav Zhelezniak na sua conta digital Telegram, ao referir que a proposta foi aprovada por 272 dos 450 deputados da Rada, o parlamento de Kiev.

“O parlamento aprovou a declaração sobre a inadmissibilidade da realização dos pseudo-referendos no território da Ucrânia”, informou Zhelezniak.

As autoridades pró-russas das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson anunciaram na terça-feira a intenção de efetuar referendos entre 23 e 27 de setembro sobre a adesão destes territórios à Federação russa.

O anúncio foi de imediato criticado pelos países ocidentais e organizações internacionais, que detetam nesta medida uma nova tentativa de escalada do conflito por parte do Presidente russo Vladimir Putin.

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As autoridades russófonas da Crimeia organizaram em 2014 um referendo de adesão à Rússia e cujo resultado legitimou a anexação da península por Moscovo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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