O chefe dos serviços de inteligência da Ucrânia, Kyrylo Budanov, assegurou esta segunda-feira que a China, até agora, “não entregou uma só bala à Rússia”, e descarta que o país o venha a fazer, pelo menos para já.
“Até ao momento, a China não entregou nenhuma munição à Federação Russa, nem uma só bala”, sublinhou o responsável militar em entrevista à RBK, onde sustenta que as forças ucranianas não têm qualquer informação que faça pensar que Pequim está a preparar-se para fortalecer as posições russas na guerra na Ucrânia, ou apoiar Moscovo com armamento, tropas ou treino.
Desde o início do conflito que a proximidade entre a China e a Rússia tem dado eco aos rumores de que Pequim poderia estar a vender armas a Moscovo, algo que tem sido sempre negado por ambos os países, que acusam o Ocidente de querer semear dúvidas e desconfiança.
Budanov aponta ainda que, mais de um ao depois do começo da guerra e no âmbito da contraofensiva ucraniana desta primavera “bastante alcançável” que a Ucrânia consiga recuperar todos os territórios perdidos, incluindo a Crimeia, ao longo de 2023.
“A Crimeia é parte do território da Ucrânia, e a situação não terminará sem a sua devolução. Em determinado momento vamos recuperar todo o território. Mas ainda temos tempo”, sustentou.
“Ir mais além das fronteiras de 1991 é uma tarefa bastante alcançável este ano. Só há uma forma de por fim a esta guerra: recuperar as fronteiras, seja de que maneira for”, considera Budanov.
O responsável dos serviços de inteligência ucranianos aponta que é “impossível e pouco realista” acabar com a guerra sem resolver os problemas territoriais e é perentório a destacar algo que Zelensky tem dito desde os primeiros dias da invasão: “A Ucrânia nunca cederá parte dos seus territórios”.












