Na sua intervenção final no debate de preparação do Conselho Europeu que decorreu esta terça-feira na Assembleia da República, António Costa abordou a invasão da Ucrânia por parte da Rússia e destacou que Portugal quer defender a paz, mas que a paz “defende-se também com a dissuasão”.
O primeiro-ministro respondeu assim ao PCP que acusou o Governo de contribuir para a “política de confrontação” com a Rússia e aos Verdes que criticaram a “linha belicista” da União Europeia.
“Não sejamos ingénuos. Não estamos num conflito entre duas partes agressoras. Mas de um país que estava em paz e foi agredido e invadido”, ressalvou António Costa, acrescentando que a “Ucrânia foi invadida de uma forma criminosa”.
“Queremos defender a paz mas ela não se defende só com manifestações a dizer ‘Não à guerra’, mas com manobras dissuasoras” como as da NATO, vincou o primeiro-ministro.
“Nós não vamos participar na guerra, mas vamos participar na defesa da ameaça contra a guerra”, concluiu assim António Costa a sua declaração sobre a guerra na Ucrânia. A frase agradou ao PSD e ao CDS e mereceu os aplausos das suas bancadas.
No início deste debate no Parlamento, o líder do Executivo português revelou que já chegaram mais de 17 mil refugiados da Ucrânia a Portugal, dos quais mais de seis mil são crianças.
António Costa indicou que cerca de 600 crianças já estão inscritas nas escolas portuguesas.





