As mulheres de dois dos combatentes ucranianos escondidos na siderurgia de Mariupol estiveram esta quarta-feira ao Papa Francisco para apelar à ajuda da Igreja Católica: “Por favor, não os deixe morrer.” Kateryna Prokopenko e Yuliya Fedosiuk falaram com o Sumo Pontífice durante cerca de 5 minutos no final da audiência geral na Praça de São Pedro, no Vaticano, pedindo também a sua intervenção direta com o presidente russo, Vladimir Putin, para os deixar abandonar a fábrica porque o “cativeiro não é uma opção”.
Wives of Mariupol defenders at Azovstal met with Pope Francis in Vatican to seek help to evacuate Ukrainian soldiers. They gave him two letters: from themselves and from the head of Russian Orthodox church in Ukraine Onufriy, pleading for a joint effort with the Pope – @Corriere pic.twitter.com/PITs5hfJ72
— Olga Tokariuk (@olgatokariuk) May 11, 2022
Mariupol, um porto no Mar de Azov, tem sido palco dos combates mais destrutivos da guerra na Ucrânia. “É a nossa última esperança, espero que possa salvar as suas vidas. Por favor, não os deixe morrer”, apelou Prokopenko ao Papa, que prometeu fazer todo o possível e que iria orar por eles. Já Fedosiuk pediu que os países formem “uma forte coligação diplomática para pressionar Putin a deixá-los ir com segurança para um terceiro país”.
Dezenas de civis foram retirados da siderurgia nos últimos dias, mas um assessor do autarca de Mariupol, Petro Andryushchenko, disse que pelo menos 100 ainda permanecem dentro.













