Ucrânia: “Muito positivo” que AIEA tenha conseguido visitar central de Zaporijia, garante Kremlin

Especialistas da Agência Internacional da Energia Atómica já estão na maior central nuclear da Europa para avaliar danos físicos

Executive Digest com Lusa
Setembro 2, 2022
12:58

O Kremlin considerou hoje “muito positivo” que especialistas da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) tenham conseguido inspecionar na quinta-feira a central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, embora seja “demasiado cedo” para avaliar as suas conclusões.

“De uma forma geral, achamos muito positivo o facto de a delegação ter chegado e começado a trabalhar, apesar das dificuldades e dos problemas”, declarou à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

“É demasiado cedo para fazer uma avaliação (…) A equipa continua no local, portanto ainda é demasiado cedo, mas o mais importante é que a missão esteja lá”, acrescentou.

A central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, está desde março ocupada pelas tropas russas no sul da Ucrânia.

A sua inspeção na quinta-feira por uma equipa da AIEA, com a presença do respetivo diretor, Rafael Grossi, era muito aguardada, após semanas de bombardeamentos que fizeram temer uma catástrofe nuclear.

Moscovo e Kiev acusam-se mutuamente de tais ataques à central, onde se encontram ainda até “domingo ou segunda-feira” alguns elementos da missão da AIEA, como indicou na quinta-feira o diretor daquela agência especializada da ONU.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 191.º dia, 5.663 civis mortos e 8.055 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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