Ucrânia: mais de 85% dos russos apoiam a expansão da invasão ucraniana para outros países, com 75% a apontar a mira à Polónia

Sondagem do Active Group apontou que 75% dos entrevistados toleram o uso de armas nucleares pelo Governo russo

Francisco Laranjeira
Março 22, 2022
15:23

Mais de 85% dos russos apoiam a expansão da invasão ucraniana para outros países, com 75% a afirmar que o próximo alvo da Rússia deve ser a Polónia, segundo revelou uma nova sondagem partilhada pelo Centro de Comunicações Estratégicas e Segurança da Informação do Ministério da Cultura e Política e Informação da Ucrânia.

Conduzida pelo ‘Active Group’, a sondagem constatou que 86,6% dos russos “toleram e apoiam o potencial ataque ao território da União Europeia, incluindo Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, Bulgária, República Checa, Eslováquia e outros” – a pesquisa apontou ainda que 75,5% dos russos não só aprovam a expansão da invasão como mostraram concordar que a Polónia deve ser invadida a seguir, garantindo que atacar território polaco faz sentido na chamada “operação especial militar” da Federação Russa.



De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados toleram de forma variada o uso de armas nucleares pelo seu Governo. Enquanto apenas 13,4% dos russos têm uma atitude negativa em relação à invasão militar em outros países, 46% dos entrevistados têm absoluta certeza de que o Governo russo deve atacar a UE e 40,6% assumem uma expansão permissível das hostilidades.

Os três países que segundo a sondagem serão alvo da Rússia são: Polónia (75,5%), os países bálticos, entre os quais Estónia, Lituânia, Letónia (41%), Bulgária, República Checa, Eslováquia e Hungria (39,6%).

Apenas 25,5% dos russos se opõem fortemente ao uso de armas nucleares. Entre os entrevistados, 40,3% consideram um ataque nuclear absolutamente aceitável e 34,3% apoiarão tal decisão até certo ponto pelas autoridades russas. “A impressão geral da sondagem é que os russos que concordaram em comunicar com os entrevistadores são agressivos não apenas com a Ucrânia, mas também com a UE. Os entrevistados recusaram-se a comunicar depois de saber o tópico da entrevista ou declararam como apoiantes de novas incursões russas em outros países”, comentou Anreiy Eremenko, fundador da ‘Active Group’.

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