O próximo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, condicionou hoje a retirada do veto de Budapeste ao empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia à retoma do fornecimento através do oleoduto Druzhba.
A presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE) espera dar aval, na quarta-feira, ao último passo para concretizar o empréstimo, que tem estado a ser bloqueado pela Hungria, até agora liderada pelo ultraconservador Viktor Orbán.
Magyar, cujo partido, Tisza, venceu as eleições legislativas húngaras no passado dia 12 com uma maioria de dois terços, não quis dar muitos detalhes sobre o encontro com uma missão da Comissão Europeia na semana passada, no primeiro contacto entre Budapeste e Bruxelas, indicando apenas que o ambiente era “bom e construtivo”.
Numa extensa conferência de imprensa, segundo a agência espanhola Europa Press, Magyar disse que a delegação europeia ofereceu ajuda à Hungria nos processos pendentes na arena política europeia, como os 17.000 milhões de euros congelados pela deriva autoritária de Orbán.
Sobre o empréstimo de 90.000 milhões para manter a Ucrânia à tona face ao esforço de guerra devido à invasão russa, Magyar indicou que a Hungria retirará o seu veto se forem retomados os abastecimentos através do oleoduto Druzhba, a artéria mais importante para o transporte de petróleo russo para a Europa Central e que está fora de operação desde final de janeiro devido a um ataque russo num troço na Ucrânia.
Há uma semana, numa conferência de imprensa com jornalistas húngaros e estrangeiros, Magyar foi questionado por três vezes sobre o veto húngaro ao empréstimo a Kiev, que a UE aprovou em dezembro passado, mas escusou-se sempre a responder de forma direta, afirmando apenas que iria falar com os líderes do bloco europeu.




