Ucrânia lança ofensiva sem precedentes no Mar Negro: 13 navios russos atingidos em apenas 48 horas

Operação, denominada “MoLoChKa”, decorre desde 6 de julho e já visou 196 embarcações russas, das quais 126 no Mar de Azov e 70 no Mar Negro

Francisco Laranjeira

A Ucrânia afirma ter atingido 13 embarcações ligadas à chamada “frota fantasma” russa no Mar Negro e no Mar de Azov em apenas 48 horas, naquela que descreve como uma das maiores ofensivas navais com drones desde o início da guerra.

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Segundo o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert “Madyar” Brovdi, os ataques destruíram ou danificaram 10 cargueiros, dois rebocadores e um petroleiro utilizados para apoiar a logística militar russa nos territórios ocupados.

A operação, denominada “MoLoChKa”, decorre desde 6 de julho e já visou 196 embarcações russas, das quais 126 no Mar de Azov e 70 no Mar Negro.

Ataques estendem-se à rede elétrica da Crimeia

Em paralelo, Kiev prossegue a operação “Crimean Switch Off”, destinada a enfraquecer as infraestruturas energéticas controladas pela Rússia.

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Nas últimas horas, drones ucranianos atingiram 13 instalações elétricas, incluindo 11 na Crimeia ocupada e duas noutras zonas sob controlo russo.

Desde o arranque desta campanha, a 1 de julho, as forças ucranianas dizem ter atacado 117 infraestruturas energéticas.

Escalada no Mar Negro preocupa transporte marítimo

Os ataques acontecem numa altura em que a guerra no Mar Negro entrou numa nova fase de escalada.

Nos últimos dias, drones ucranianos atingiram três petroleiros no terminal petrolífero de Novorossiysk, utilizado pelo Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC). Um dos navios incendiou-se durante o carregamento de petróleo do Cazaquistão, obrigando à evacuação de grande parte da tripulação.

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O Cazaquistão condenou os ataques, classificando-os como ações contra navios neutros que transportavam petróleo cazaque.

Ao mesmo tempo, a Rússia intensificou os ataques contra embarcações civis.

No passado domingo, três mísseis de cruzeiro atingiram o cargueiro Golden Leo, de bandeira da Guiné-Bissau e propriedade turca, quando deixava o porto ucraniano de Odessa carregado de cereais. Segundo as autoridades ucranianas, o ataque matou 10 tripulantes e deixou o navio gravemente danificado.

Segundo Kiev, os operadores de drones procuram atingir sobretudo as casas das máquinas e estruturas críticas das embarcações, de forma a imobilizá-las e reduzir o risco de derrames de petróleo.

A intensificação dos ataques de ambos os lados está a aumentar a preocupação internacional com a segurança da navegação no Mar Negro e com o impacto que o conflito poderá ter nas exportações mundiais de cereais.

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