A Ucrânia identificou mais de 600 russos suspeitos de crimes de guerra e vai começar a processar 80 suspeitos, segundo avançou esta terça-feira a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, em declarações reproduzidas na agência ‘Reuters’.
A lista de suspeitos inclui “os principais militares, políticos e agentes de propaganda da Rússia”, revelou a procuradora-geral, em conferência de imprensa coletiva em Haia, revelando ainda que Estónia, Letónia e Eslováquia decidiram juntar-se a uma equipa internacional de investigação de crimes de guerra na Ucrânia, juntando-se dessa forma à Ucrânia, Lituânia e Polónia.
Karim Khan, promotor do tribunal criminal internacional, garantiu entretanto que ninguém tem um cheque em branco para fazer o que quer e mostrou-se esperançoso que outros países apoiem a investigação de crimes de guerra – acrescentou ainda que estão a trabalhar para abrir um escritório em Kiev para futuras investigações, depois da reunião de coordenação, esta terça-feira, na agência de cooperação judiciária da União Europeia (Eurojust), de membros de uma Equipa de Investigação Conjunta e do Promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan.











