O chanceler alemão Olaf Scholz considerou a guerra russa na Ucrânia como parte de uma cruzada da Rússia contra as democracias liberais. “Vladimir Putin e os seus aliados deixaram isso muito claro: esta guerra não é apenas sobre a Ucrânia. Ele consideram a sua guerra como parte de uma cruzada maior, uma cruzada contra a democracia liberal”, acusou o chefe de Governo germânico, esta quinta-feira, em Berlim.
O processo “atingiu um nível totalmente novo” quando Putin atacou a Ucrânia, numa “cruzada contra a democracia liberal, a ordem internacional, baseada em regras, liberdade e progresso. O nosso modo de vida e, como diz Putin, contra o Ocidente coletivo, isto é, contra todos nós”.
“E é por isso que a Ucrânia deve vencer”, referiu, sublinhando que a Alemanha vai continuar a apoiar a Ucrânia com armas e através de meios de ajuda económica, financeira e humanitária “enquanto for necessário”.
Olaf Scholz congratulou-se ainda com uma conquista “séria” que a Assembleia Geral das Nações Unidas tenha condenado a anexação das quatro regiões ucranianas pela Rússia com o apoio de 143 estados mas revelou ser difícil manter esta ampla coligação porque “o argumento russo é muito forte de que as sanções ocidentais causam o aumento dos preços”.
A recusa da Alemanha em apoiar com blindados a Ucrânia foi justificado por Olaf Scholz, apontando que nenhum Estado fornece tais veículos: entre outras coisas, é difícil organizar a manutenção e a Rússia teria oportunidade de estudar as tecnologias militares ocidentais mais avançadas se capturasse esses veículos, que poderiam também tornar-se alvo da propaganda russa.













