As Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia afirmaram ter atingido 15 embarcações ligadas à chamada “frota fantasma” russa durante a última noite, elevando para 105 o número de navios atacados desde 6 de julho.
A informação foi divulgada esta segunda-feira por Robert Brovdi, comandante daquela unidade ucraniana, numa publicação no Telegram citada pelo ‘Kyiv Post’. Conhecido pelo nome de guerra “Madyar”, o responsável garantiu que a operação vai prosseguir no mar de Azov.
Segundo Brovdi, os ataques mais recentes atingiram sete petroleiros, cinco navios de carga, um ferry e dois rebocadores. O comandante não esclareceu, contudo, a extensão dos danos provocados em cada embarcação.
O responsável ucraniano afirmou ainda que a infraestrutura de transbordo da Crimeia ocupada tem sido atacada todas as noites, que o tráfego no estreito de Kerch foi interrompido e que as operações de descarga foram reduzidas ao mínimo. Estas alegações não foram confirmadas de forma independente.
A ofensiva terá incluído também uma operação contra o sistema elétrico da península. De acordo com o comandante, as forças ucranianas atingiram nove subestações elétricas de diferentes capacidades na Crimeia e noutros territórios ocupados.
Entre os alvos estaria uma estação estratégica da ponte energética Kuban-Crimeia, que liga a península ocupada ao território russo. Brovdi afirmou que a instalação foi atacada pela segunda vez em 48 horas.
O comandante alegou ainda que quatro meios de defesa aérea russos foram destruídos, incluindo um lançador S-400 Triumf, um sistema Tor e dois complexos de radar.
Kiev tem defendido os ataques contra a chamada “frota fantasma” russa com o argumento de que os navios que transportam petróleo ajudam a financiar a guerra de Moscovo e podem, por isso, ser considerados alvos militares legítimos.
Numa carta enviada à Organização Marítima Internacional, o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, rejeitou as acusações russas de que a Ucrânia estaria a realizar ataques “terroristas” contra a navegação comercial.
Kuleba sustentou que a frota paralela tem um papel central na manutenção das receitas petrolíferas russas e acusou Moscovo de ter atacado 59 navios mercantes desde o início da invasão em grande escala.
A ofensiva ucraniana surge numa altura em que vários países europeus reforçam as medidas contra a frota utilizada pela Rússia para contornar as sanções ocidentais. Segundo a estimativa citada pelo ‘Kyiv Post’, esta rede poderá incluir mais de 1.500 petroleiros.



















