Ucrânia: Familiares dos militares sitiados em Azovstal protestam em Kiev e obrigam a intervenção policial

Foram cerca de 50 as pessoas que desafiaram uma proibição do Governo para participar num protesto na Praça da Independência na capital da Ucrânia, no qual exigiram negociações com os russos sobre o destino dos soldados

Francisco Laranjeira

As mulheres dos soldados ucranianos sitiados em Mariupol que se reuniram em Kiev para exigir a evacuação dos seus maridos foram, esta sexta-feira, dispersas pela polícia ucraniana. Foram cerca de 50 as pessoas que desafiaram uma proibição do Governo para participar num protesto na Praça da Independência na capital da Ucrânia, no qual exigiram negociações com os russos sobre o destino dos soldados.

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A ONU está a desenvolver uma nova tentativa para resgatar os 200 civis restantes sitiados na siderurgia Azovstal mas as negociações com os militares russos não incluíram o destino de cerca de mil soldados ucranianos na fábrica em Mariupol, o que provocou uma onda de protestos nos últimos dias pelos seus familiares.

“Não houve prisões. Havia polícias no evento que explicaram que durante a lei marcial não são permitidos eventos de massa e as pessoas dispersam por conta própria. Havia comissários militares presentes no evento que tinham autoridade para verificar os documentos dos homens. Alguns dos homens, na casa dos 30 anos, foram levados para as juntas de recrutamento [escritórios de recrutamento] para investigações adicionais”, explicou Yulia Girdvilis, chefe do departamento de comunicação da polícia de Kiev.

A ONU e a Cruz Vermelha disseram que até agora ajudaram quase 500 civis a fugir da siderurgia na cidade portuária do sul da Ucrânia, durante as duas operações humanitárias na semana passada.

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