Denys Shmigal, primeiro-ministro da Ucrânia, estimou esta quarta-feira o custo para retirar todas as minas espalhadas na Ucrânia em cerca de 35 mil milhões de euros. “A Rússia deixa um rasto mortal. As minas são uma arma de guerra que permanece ativa muito depois da guerra e que não distingue se é um civil, um soldado ou uma criança”, apontou.
“Infelizmente, o inimigo minou deliberadamente as nossas cidades e vilas, os nossos territórios, florestas e campos, para causar perdas não só aos militares mas também a milhares de civis”, denunciou.
Shmigal frisou ainda que os parceiros internacionais de Kiev sabem há muito que cerca de 174 mil quilómetros quadrados poderiam ser “potencialmente” minados, uma vasta área que levaria décadas, e até “centenas de anos” para remover os dispositivos explosivos.
“Segundo estimativas do Banco Mundial, será necessário gastar mais de 37 mil milhões de dólares para limpar as áreas minadas” e “compreendemos que a situação nos territórios ocupados piora a cada dia”. O primeiro-ministro destacou ainda que nenhum outro país enfrentou tal desafio desde a II Guerra Mundial, razão pela qual pediu aos seus parceiros que não desistissem dos seus esforços para os ajudar.
Neste momento, mais de 200 mil hectares de terrenos agrícolas, de entre 470 identificados como prioritários, já foram fiscalizados e há cerca de 120 mil hectares prontos para serem devolvidos a terras agrícolas. Há também 18 mil quilómetros de infraestrutura limpos e mais de 12 mil casas particulares inspecionadas para detetar possíveis ameaças.













