A Ucrânia está farta de “soluções especiais” e modelos separados para a sua integração na União Europeia e quer uma adesão plena, segundo explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, esta segunda-feira.
O presidente francês Emmanuel Macron sugeriu este mês a criação de uma “comunidade política europeia” que criaria uma nova estrutura que permitiria uma cooperação mais estreita com os países que buscam a adesão à UE.
“Precisamos de uma afirmação legal clara de que a Ucrânia é parte do projeto de integração europeia, e tal afirmação seria a concessão do estatuto de candidato”, apontou Kuleba após uma reunião com o homóloga francesa, Catherine Colonna, em Kiev.
A França tentou assegurar a Kiev de que uma iniciativa para estreitar os laços entre o bloco e os aspirantes a membros não iria substituir os seus pedidos de adesão.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que se reuniu com Colonna esta segunda-feira, disse que Kiev conta com o apoio francês para conceder à Ucrânia o estatuto de candidato à União Europeia, segundo revelou a assessoria de imprensa do presidente.
A Comissão Europeia, braço executivo do bloco, dará a sua opinião sobre o pedido de candidatura da Ucrânia em junho. Mesmo se aprovado, o processo leva vários anos e pode ser vetado por qualquer Estado-membro.













