Ucrânia: Eslováquia e Hungria não apoiarão sanções energéticas a Moscovo

Comissão Europeia elaborou novas propostas de sanções contra Moscovo, por causa da invasão da Ucrânia, que podem incluir um embargo gradual ao petróleo russo, que os 27 países membros começarão a discutir na quarta-feira

Executive Digest com Lusa

A Eslováquia e a Hungria disseram hoje que não apoiarão sanções contra a energia russa que a União Europeia (UE) está a preparar, alegando que estão demasiado dependentes dela e que não têm alternativas.

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A Comissão Europeia elaborou novas propostas de sanções contra Moscovo, por causa da invasão da Ucrânia, que podem incluir um embargo gradual ao petróleo russo, que os 27 países membros começarão a discutir na quarta-feira.

O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, escreveu na rede social Twitter que a Comissão Europeia quer atingir mais bancos, atacar os responsáveis de espalhar desinformação sobre a guerra na Ucrânia e “atacar as importações de petróleo”.

Em resposta, o ministro da Economia da Eslováquia, Richard Sulik, explicou que a única refinaria do país, a Slovnaft, não pode mudar imediatamente do petróleo russo para outro tipo de petróleo.

A Eslováquia está quase totalmente dependente do petróleo russo que recebe através do oleoduto Druzhba da era soviética.

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A Hungria também é altamente dependente da energia russa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, já disse que o seu país não aprovará qualquer sanção “que torne impossível o transporte de gás natural ou petróleo da Rússia para a Hungria”.

“Atualmente, é fisicamente impossível para a Hungria e para a sua economia funcionar sem o petróleo russo”, explicou Szijjarto.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, desenvolveu a reputação de aliado mais próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, na UE e manteve profundos laços diplomáticos e económicos com Moscovo.

Apesar do desacordo entre os membros da UE sobre novas sanções energéticas, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, prometeu “quebrar a máquina de guerra russa”, afastando os países do continente do fornecimento de gás natural da Rússia.

A UE está a procurar garantir suprimentos alternativos à energia russa, dando prioridade às importações globais de gás natural liquefeito de países como Argélia, Qatar e Estados Unidos.

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“Também estamos a sancionar a Rússia para colocar pressão financeira, económica e política sobre o Kremlin, porque o nosso objetivo é simples: temos de quebrar a máquina de guerra russa”, disse Michel.

O gás natural que chega por navio está a tornar-se cada vez mais importante, à medida que os países da UE procuram afastar-se da energia russa.

Na semana passada, a Rússia cortou o gás natural à Bulgária e à Polónia, na sequência de uma exigência de garantia de pagamento em rublos.

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