Ucrânia: comandantes russos têm enfrentado motins em massa, garantem serviços de inteligência ucranianos

Aoldados que lideraram o motim terão dito aos superiores que não podiam lutar porque sofriam semanas de escassez de água e rações, tudo isto sem receber os respetivos salários

Francisco Laranjeira
Setembro 7, 2022
10:30

Os comandantes russos no sul da Ucrânia têm enfrentado motins em massa depois de diversos regimentos terem-se recusado a lutar devido à falta de abastecimentos básicos e sem salários, revelou esta quarta-feira o tabloide britânico ‘Daily Mail’, que revelou que o 127º regimento russo do 1º corpo do exército terá ignorado as ordens para se juntar à batalha perto da cidade de Kherson, segundo dados dos serviços de inteligência ucranianos.

Os soldados que lideraram o motim terão dito aos superiores que não podiam lutar porque sofriam semanas de escassez de água e rações, tudo isto sem receber os respetivos salários – as agências de inteligência russas GRU e FSB ‘investigaram’ os indivíduos responsáveis ​​por liderar a revolta e terá removido os responsáveis das suas posições, explicaram os militares da Ucrânia.

Os amotinados, os chamados ‘refuseniks’, têm sido enviados para centros de detenção em território ocupado pela Rússia, onde são intimidados a regressar às linhas de frente ou mantidos em condições terríveis e torturados. A segurança de tais campos é garantida por mercenários do Grupo Wagner, também conhecido como o exército privado de Putin.

O 127º regimento é apenas uma das várias unidades russas que optaram por ignorar ordens – dezenas de soldados demitiram-se das suas funções em massa. Outros depuseram as suas armas depois de semanas de batalha, enquanto estavam drasticamente carentes de comida, água e munições, isto quando surgem relatos do sucesso da contraofensiva da Ucrânia na frente sudeste, no qual terão sido recapturadas várias áreas antes ocupadas pelo exército russo.

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