Ucrânia: Comandante da NATO na Europa garante que a Rússia lançou “múltiplos” mísseis hipersónicos para alvos militares

General americano Tod D. Wolters manifestou confiança de que as forças armadas ucranianas podem paralisar o avanço russo

Francisco Laranjeira
Março 29, 2022
19:12

O Comandante Supremo Aliado da NATO, o general americano Tod D. Wolters, garantiu esta terça-feira que a Rússia já disparou “múltiplos” mísseis hipersónicos na Ucrânia, a maioria dos quais direcionados a alvos militares.

“Acho que foi para demonstrar a capacidade e a tentativa de colocar medo no coração do inimigo e não acho que tenham sido bem-sucedidos”, explicou Wolters, em declarações perante o Comité dos Serviços Armados do Senado dos EUA, embora sem especificar o número exatos de mísseis lançados.



Moscovo revelou, a 19 de março último, que havia usado mísseis hipersónicos Kinzhal para destruir um grande depósito de armas na região oeste de Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, entre outros alvos.

O general reafirmou a afirmação do Pentágono de que 70 a 75% das forças de combate da Rússia foram “dedicadas” à invasão ucraniana, mas que a força foi repetidamente “desafiada” pela resistência ucraniana.

De acordo com o último comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, o exército invasor perdeu cerca de 17,2 mil pessoas desde o início da invasão russa, bem como 600 tanques. A resistência ucraniana tem sido elogiada e, com a Rússia a garantir que vai reorganizar o seu ataque no leste do país para garantir território após grandes perdas, o principal general da NATO garantiu ao Congresso que as tropas ucranianas devem ser capazes de conter o ataque lá.

“Acredito que podem ter sucesso em paralisar os russos”, explicou o responsável militar. “As forças armadas ucranianas mostram uma curva de aprendizagem muito positiva. Por isso, estou otimista em poder forçar uma paralisação adicional dos russos”, apontou, garantindo que os EUA vão continuar a fornecer material e inteligência às forças ucranianas – os drones Switchblade que os Estados Unidos se comprometeram a fornecer ainda não chegaram às forças armadas da Ucrânia.

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