Ucrânia: “Circunstâncias de um ataque nuclear são muito remotas”, aponta chefe da NATO

Jens Stoltenberg garantiu que a Rússia está ciente das consequências de um ataque nuclear, “por mais pequeno que seja”

Francisco Laranjeira

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, garantiu esta quinta-feira que as circunstâncias de um ataque nuclear “está muito longe e é muito remota”, apontou, no final da reunião dos ministros da Defesa dos países membros da NATO, que contou com a presença de Helena Carreiras, ministra da Defesa de Portugal.

“Levamos as ameaças a sério e mantemo-nos alerta. Qualquer uso de armas nucleares vai mudar a natureza do conflito e teria graves consequências. A Rússia está ciente disso. Comunicámos de formas diferentes à Rússia. Não vamos dizer como vamos responder mas isso seria ultrapassar uma fronteira importante. Qualquer uso de armas nucleares, por muito pequenas que sejam, teria graves consequências”, atirou o responsável da aliança atlântica, que garantiu que o exercício nuclear da NATO está planeado antes da invasão russa.

“O objetivo da dissuasão nuclear é manter a paz e evitar agressões aos aliados da NATO. Temos sido muito transparentes sobre isso. A meta é garantir que a dissuasão é segura e eficaz. Já demonstrámos que funciona, fazemos isso há décadas.”

A votação na Assembleia Geral da Nações Unidas “foi uma mensagem clara e forte de que a Rússia está isolada e que o mundo está a apoiar a Ucrânia na defesa da ordem internacional”, frisou, elogiando os sucessos da Ucrânia no conflito. “O ministro da Defesa ucraniano, Oleksiy Reznikov, esteve presente na reunião e contou os progressos a expulsar as forças invasoras a leste e no sul.

A NATO vai continuar a prestar apoio à Ucrânia. “Vamos fornecer combustível, roupa de inverno, material médico e equipamentos anti-drone. A longo prazo, vamos ajudar a Ucrânia a passar de equipamento da era soviética para o equipamento moderno da NATO.” A Aliança vai fornecer à Ucrânia “centenas” de sistemas inibidores de drones russos e iranianos, em resposta aos pedidos feitos por Zelensky de ajuda para reforço da defesa antiaérea em território ucraniano. Segundo afirmou o responsável, os sistemas de disrupção e interferência de sinais que irão ser dados à Ucrânia “vão tornar os drones russos e iranianos inúteis”.

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