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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Associação do setor do táxi contesta revisão da chamada Lei dos TVDE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:45:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) manifestou hoje o seu "profundo repúdio e indignação" pelo processo de revisão da chamada Lei dos TVDE, que foi aprovada na sexta-feira na Assembleia da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal (ANTUP) manifestou hoje o seu &#8220;profundo repúdio e indignação&#8221; pelo processo de revisão da chamada Lei dos TVDE, que foi aprovada na sexta-feira na Assembleia da República.</P><br />
<P>Os projetos-lei do PSD e do CDS-PP que resultam na revisão da legislação relativa ao regime jurídico dos TVDE (Lei 45/2018) foram aprovados, na globalidade com votos a favor de PSD, Chega, CDS-PP e JPP, votos contra de PS, IL, Livre, PCP e BE, e a abstenção do PAN, após meses de discussão e audições na especialidade.</P><br />
<P>Em comunicado divulgado na madrugada de hoje, a ANTUP denuncia o que considera &#8220;submissão do poder político às multinacionais&#8221; e alerta que &#8220;o desfecho desta revisão legislativa, além de penalizar severamente o setor do táxi, introduz uma grave distorção no mercado de transportes e levanta sérias dúvidas sobre a transparência do processo democrático na Assembleia da República&#8221;.</P><br />
<P>Entre as maiores mudanças na legislação, a que mais contestação teve foi a integração do setor do táxi, já que, conforme explanado na lei, estes veículos poderão ser &#8220;registados para a atividade de TVDE, desde que cumpram os requisitos aplicáveis aos veículos afetos a esta atividade e se encontrem inscritos junto de gestor de plataforma eletrónica licenciado&#8221;.</P><br />
<P>Entre outras entidades relacionadas com o setor do táxi e dos TVDE (designação até agora relativa ao transporte individual de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica), tanto a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) defenderam durante as audições que os dois regimes são distintos e mostraram-se contra a inclusão dos táxis no novo regime jurídico.</P><br />
<P>Chamando a atenção para o que apelida de &#8220;incongruência Legal&#8221;, por considerar que o setor do táxi está &#8220;duplamente Legislado&#8221;, a ANTUP questiona &#8220;o discernimento dos deputados da Nação: como é possível avançar com uma revisão que entra em conflito direto com dois quadros regulamentares distintos e independentes?&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado, a ANTUP sublinha que &#8220;não se opõe a que os táxis trabalhem através de plataformas digitais. O que a ANTUP rejeita categoricamente, e contra o qual se opõe firmemente, é que o táxi seja obrigado a trabalhar como TVDE dentro dessas mesmas plataformas, abdicando da sua regulamentação própria&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A nova legislação pretende forçar a integração dos táxis no regime TVDE sob uma falsa premissa de &#8216;faculdade&#8217;. Na prática, obriga o industrial do táxi a submeter-se às regras operacionais das plataformas digitais, criando uma aberração jurídica na qual o operador passa a ter de responder a duas realidades legais incompatíveis&#8221;, acrescenta a associação, realçando que se está perante a &#8220;instituição da política do &#8216;Olívia patroa e Olívia empregada&#8217;, desenhada por legisladores com formação académica que, deliberadamente, decidiram legislar sem acautelar a sustentabilidade e a identidade de cada setor&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a direção da Associação Nacional Táxis Unidos de Portugal, &#8220;o ponto mais crítico &#8212; e que mereceu total omissão nesta revisão por parte do poder político &#8212; é a prática sistemática de &#8216;dumping&#8217; (venda de serviços abaixo do preço de custo para asfixiar a concorrência) perpetrada pelas grandes multinacionais do setor TVDE&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta revisão ignora por completo a prioridade absoluta do mercado: o facto de o &#8216;dumping&#8217; ser um crime que destrói o tecido empresarial do transporte público de passageiros&#8221;, acrescenta a ANTUP, para quem, &#8220;ao invés de fiscalizar e punir, o poder político estende a passadeira vermelha às grandes plataformas, tentando atrair o setor do táxi para a mesma armadilha financeira com a ilusão de &#8216;grandes lucros'&#8221;. </P><br />
<P>Após dezenas de audições e contributos dos partidos, com a discussão na especialidade, os projetos-lei seguem agora para redação final, após o que o texto será enviado ao Presidente da República, com vista à promulgação.</P><br />
<P>Com esta legislação surge a nova designação do regime de TVDE &#8211; a sigla passa oficialmente a referenciar o transporte remunerado de passageiros em veículos de disponibilização eletrónica, caindo a formulação anterior que incluía &#8220;veículos descaracterizados&#8221;.</P><br />
<P>A proposta faz também uma clarificação de conceitos entre operador e gestor de plataforma, sendo o &#8220;operador TVDE&#8221; a empresa com veículos/motoristas e o &#8220;gestor de plataforma eletrónica&#8221; a empresa da aplicação, como a Uber.</P><br />
<P>Entre as principais novidades encontra-se também o aumento da idade máxima dos veículos (de sete para 10 anos, ou 12 em caso de veículos elétricos), bem como novas exigências de formação para os motoristas, passando a existir a obrigação de demonstrar um &#8220;domínio funcional da língua portuguesa&#8221;, requisito que não constava da lei atualmente em vigor.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791095]]></sapo:autor>
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		<title>Surfista Teresa Bonvalot vence final portuguesa do Ballito Pro, na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Teresa Bonvalot conquistou hoje a sua segunda vitória no circuito Challenge Series de surf, ao vencer o Ballito Pro, na África do Sul, onde se impôs na final à também portuguesa Francisca Veselko.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Teresa Bonvalot conquistou hoje a sua segunda vitória no circuito Challenge Series de surf, ao vencer o Ballito Pro, na África do Sul, onde se impôs na final à também portuguesa Francisca Veselko.</P><br />
<P>Na primeira final deste circuito totalmente portuguesa, na primeira etapa das cinco etapas da temporada 2026/27, Teresa Bonvalot somou 10,33 pontos (5,5 e 4,83), batendo a sua compatriota Francisca Veselko, que não foi além de 9,1 (4,67 e 4,43).</P><br />
<P>Teresa Bonvalot, que persegue a qualificação para o circuito mundial, vai assumir a liderança do Challenge Series, seguida de Veselko, que aumenta as opções para prosseguir na elite, via novo apuramento, uma vez que, após seis das 13 etapas do ano, é a 23.ª e última do circuito mundial, no qual participa com Yolanda Hopkins (20.ª).</P><br />
<P>A campeã do Ballito Pro foi imediatamente felicitada por Veselko, ainda no mar, nos momentos finais da final que ambas disputaram.</P><br />
<P>&#8220;Portugal ia sempre ganhar, por isso, parabéns à &#8216;Kika&#8217; e também à Maria [Salgado], que esteve na prova. Fizemos história, com duas miúdas na final&#8221;, vincou Bonvalot, em declarações à Liga Mundial de Surf, ainda na praia sul-africana.</P><br />
<P>Bonvalot, que foi nona nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e 17.ª em Paris2024, somou o seu nono triunfo internacionais, o segundo neste circuito, depois da vitória no GWM Sydney Surf Pro, na Austrália, da segunda etapa da Challenger Series de 2022.</P><br />
<P>Os outros sete triunfos da surfista natural de Cascais, de 26 anos, foram alcançados no circuito de qualificação, três no Caparica Surf Fest, em 2021, 2022 e 2024, uma no Azores Airlines Pro, em 2021, e outras no Seat Pro Netanya, em Israel, no Patin Classic Galícia Pro, em Espanha, também em 2022, e no Rip Curl Pro Anglet, em 2024.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho palavras, estou muito emotiva agora, não acreditaria se me dissessem que ia ganhar este campeonato. Só Tentei manter-me positiva, mas é irreal. Eu ainda estou fora de mim com esta vitória, que é para as pessoas importantes que me rodeia e só me apetece chorar&#8221;, prosseguiu &#8216;Teresinha&#8217;.</P><br />
<P>A cascalense confirmou o regresso em pleno depois de ter sido operada, em março último, após seis meses a competir lesionada, para debelar uma lesão sofrida em El Salvador, num embate com uma pedra com um ouriço-do-mar, cujos picos já afetavam a articulação e até o osso do pé direito.</P><br />
<P>Apesar de disputar a elite mundial, Veselko, de 23 anos, tem um palmarés mais modesto, com apenas um triunfo no Challenger Series, em 2025, no Burton Automotive Newcastle Surfest, na Austrália, que a catapultou par ao quinto lugar do circuito e consequente apuramento.</P><br />
<P>O Challenge Series tem passagem prevista para Portugal, na quarta etapa, a disputar em Ribeira d&#8217;Ilhas, na Ericeira, entre 06 e 12 de outubro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791094]]></sapo:autor>
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		<title>Vai passear o cão? Veterinários avisam: faça primeiro este teste de cinco segundos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vai-passear-o-cao-veterinarios-avisam-faca-primeiro-este-teste-de-cinco-segundos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[Questão tem particular relevância em Portugal, onde existem cerca de 2,8 milhões de cães e 1,9 milhões de gatos, segundo os dados europeus mais recentes divulgados pela FEDIAF]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão traz passeios mais longos, idas à praia e viagens em família, mas também riscos acrescidos para os animais de companhia. O calor intenso, o pavimento escaldante, os parasitas e até a água do mar podem transformar um dia aparentemente inofensivo numa urgência veterinária.</p>
<p>A questão tem particular relevância em Portugal, onde existem cerca de 2,8 milhões de cães e 1,9 milhões de gatos, segundo os dados europeus mais recentes divulgados pela FEDIAF. No total, contando também aves, peixes, pequenos mamíferos e répteis, o número de animais de companhia no país ultrapassa os cinco milhões.</p>
<p>Entre os cuidados recomendados pelo &#8216;El Economista&#8217; destaca-se um teste muito simples: colocar o dorso da mão sobre o asfalto durante cinco a sete segundos. Quando o calor não é tolerável para a mão, o pavimento também está demasiado quente para as almofadas das patas do cão, que podem sofrer queimaduras sem que o tutor se aperceba imediatamente.</p>
<p>A melhor forma de reduzir o risco passa por concentrar os passeios no início da manhã ou ao final do dia, evitando as horas de maior calor. Deve existir sempre água fresca disponível, renovada várias vezes ao longo do dia, e, durante passeios ou viagens, é aconselhável transportá-la num recipiente portátil e oferecê-la regularmente em pequenas quantidades.</p>
<p>Há ainda uma regra que não admite exceções: um animal nunca deve ficar fechado dentro de um automóvel, mesmo que o veículo esteja estacionado à sombra ou tenha as janelas entreabertas. A temperatura no habitáculo pode subir rapidamente e atingir valores perigosos em poucos minutos.</p>
<p>O verão também aumenta a exposição a pulgas, carraças e insetos transmissores de doenças. Em Portugal, esta prevenção é especialmente importante porque a leishmaniose canina é endémica e pode ser transmitida pela picada de flebótomos, pequenos insetos semelhantes a mosquitos, segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. Os tratamentos antiparasitários devem, por isso, manter-se atualizados de acordo com a indicação do médico veterinário.</p>
<p>Na praia, os animais não devem beber água do mar, que pode provocar vómitos, diarreia, desidratação e, em quantidades elevadas, intoxicação por sal. A ingestão de muita areia também pode causar problemas gastrointestinais ou mesmo uma obstrução intestinal. Depois dos banhos, o &#8216;El Economista&#8217; recomenda passar o pelo por água doce, secar cuidadosamente as orelhas e verificar se ficaram presas espigas ou praganas.</p>
<p>Animais com pouco pelo ou pele clara podem ainda precisar de protetor solar próprio para uso veterinário, sobretudo no focinho, nas orelhas e na barriga. Não devem ser utilizados produtos destinados a pessoas sem aconselhamento profissional, uma vez que alguns ingredientes podem ser prejudiciais quando ingeridos ao lamber a pele.</p>
<p>Respiração muito acelerada, salivação excessiva, gengivas intensamente vermelhas ou azuladas, vómitos, desorientação, dificuldade em caminhar ou perda de consciência podem ser sinais de um golpe de calor. Perante estes sintomas, o animal deve ser retirado do calor, arrefecido gradualmente — sem gelo nem água excessivamente fria — e levado de imediato a um serviço de urgência veterinária.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790387]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PJ deteve professor suspeito de abuso sexual de menores no Grande Porto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, no Grande Porto, de um professor, de 45 anos, suspeito da prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, no Grande Porto, de um professor, de 45 anos, suspeito da prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores.</P><br />
<P>A PJ esclarece, em comunicado, que três crianças foram vítimas no ano letivo de 2024/2025.</P><br />
<P>A investigação seguiu-se a uma denúncia efetuada por um agrupamento escolar, na sequência de um processo disciplinar instaurado a um docente, após conhecimento da existência de um vídeo em que o suspeito se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem.</P><br />
<P>Na investigação, apurou-se que o suspeito &#8220;aliciou os alunos à prática de atos sexuais consigo, bem como, ao envio de imagens de teor pornográfico, a troco de pagamentos em dinheiro&#8221;.  </P><br />
<P>Na sequência da investigação desenvolvida e dos elementos probatórios recolhidos, &#8220;fortemente indiciadores das condutas ilícitas, foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, cumpridos na sexta-feira&#8221;.  </P><br />
<P>O homem, sem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.</P><br />
<P>O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Santa Maria da Feira.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791093]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>REPORTAGEM: Gulbenkian/70 anos: Investigador Paulo Cunha sublinha impacto de bolsas de estudo no cinema português</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-gulbenkian-70-anos-investigador-paulo-cunha-sublinha-impacto-de-bolsas-de-estudo-no-cinema-portugues/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) ajudou a impulsionar o cinema português antes do 25 de Abril de 1974, mas o maior impacto, nos seus 70 anos, foi o apoio à formação, defendeu o investigador Paulo Cunha em entrevista à Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Sílvia Borges da Silva, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) ajudou a impulsionar o cinema português antes do 25 de Abril de 1974, mas o maior impacto, nos seus 70 anos, foi o apoio à formação, defendeu o investigador Paulo Cunha em entrevista à Lusa.</P><br />
<P>A propósito dos 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, Paulo Cunha, doutorado em Estudos Contemporâneos, considera que as bolsas de estudo e os cursos de formação promovidos pela instituição foram a iniciativa mais impactante no apoio ao desenvolvimento do cinema português. </P><br />
<P>&#8220;O mais importante foi o apoio sistemático que a Gulbenkian tem dado ao cinema português desde os anos 1960 com bolsas de estudo, mas não é o mais mediático. O mais mediático foi o apoio à produção&#8221;, considerou.</P><br />
<P>A Fundação Calouste Gulbenkian foi criada em 1956 por testamento do filantropo e empresário Calouste Sarkis Gulbenkian e, entre as prioridades definidas, estavam a educação, a atribuição de bolsas, a criação de um museu, de bibliotecas itinerantes e de serviços culturais, nomeadamente de dança e música.</P><br />
<P>Entre os primeiros beneficiários de bolsas de estudo de cinema no estrangeiro, a partir dos anos 1960, estão nomes como o realizador António-Pedro Vasconcelos, o produtor António da Cunha Telles, o encenador Jorge Silva Melo, a realizadora Solveig Nordlund, o diretor de fotografia Acácio de Almeida e a atriz Maria Cabral.</P><br />
<P>Era numa década em que uma nova geração de jovens realizadores e autores que rejeitava o cinema mais conotado com os valores nacionalistas do regime de Salazar, e que procurava alternativas de financiamento de formação e de produção.</P><br />
<P>A par do benefício das bolsas de formação, essa geração de realizadores, produtores e cineclubistas queria ainda um maior envolvimento financeiro da FCG no cinema, e o assunto mereceu discussão num encontro organizado pelo Cineclube do Porto em 1967.</P><br />
<P>Desse encontro saiu o &#8220;Ofício do Cinema em Portugal&#8221; entregue à administração da FCG em 1968, no qual os signatários diziam que a fundação tinha &#8220;todas as condições&#8221; para &#8220;restituir à cinematografia nacional a dignidade a que tem direito&#8221; e a projeção internacional que lhe era vedada por causa da censura.</P><br />
<P>António de Macedo, Seixas Santos, Paulo Rocha, António-Pedro Vasconcelos, Alfredo Tropa, Manoel de Oliveira, Fernando Lopes e José Fonseca e Costa estão entre os que assinaram este ofício.</P><br />
<P>Era &#8220;aquela geração que queria romper com o cinema português instituído, financiado pelo Estado Novo. Não conseguiam financiamento por apoios públicos, viram ali uma oportunidade, perceberam que havia ali alguma abertura da Gulbenkian para intervir no setor&#8221;, afirmou Paulo Cunha.</P><br />
<P>Propunham que a fundação tivesse um serviço de cinema &#8212; um Centro Gulbenkian de Cinema -, mas o então presidente da administração e advogado José Azeredo Perdigão sugeriu-lhes a criação de uma cooperativa independente, autónoma, com financiamento da Gulbenkian, o que deu origem ao Centro Português de Cinema.</P><br />
<P>Além da uma proposta de financiamento da cooperativa a três anos, a FCG criou uma secção de cinema no Serviço de Belas Artes, atribuindo funções a João Bénard da Costa, que se manteve ligado à instituição até ao início dos anos 1990, dinamizando ciclos, publicações e apoio a projetos. </P><br />
<P>Para Paulo Cunha, autor do livro &#8220;Uma Nova História do Novo Cinema Português&#8221; (2018), a Gulbenkian tinha &#8220;um estatuto de exceção&#8221; e era &#8220;um agente cultural muito forte&#8221; na sociedade portuguesa, mas não queria substituir-se ao regime, que também tinha o seu próprio financiamento ao setor.</P><br />
<P>Os realizadores &#8220;perceberam que a Gulbenkian lhes daria liberdade, mas a fundação não tinha intenções de financiar a cooperativa eternamente. A ideia era dar uma espécie de um impulso, porque percebeu que esta geração, se não tivesse aquele dinheiro, não conseguiria filmar&#8221;, explicou Paulo Cunha.</P><br />
<P>Esse impulso ao cinema português permitiu a produção de 12 longas-metragens e aconteceu sobretudo entre 1971 e 1974, o período que acabou por ser designado &#8220;Anos Gulbenkian&#8221;, com filmes como &#8220;Passado e Presente&#8221;, de Manoel de Oliveira, &#8220;O Recado&#8221;, de José Fonseca e Costa, &#8220;Brandos Costumes&#8221;, de Seixas Santos, e &#8220;O Mal-amado&#8221;, de Fernando Matos Silva.</P><br />
<P>Nesse início dos anos 1970, a Gulbenkian também atribuiu subsídios ou apoiou realizadores como João César Monteiro, António Campos, Paulo Rocha, António Reis e Margarida Cordeiro.</P><br />
<P>&#8220;Sem o apoio da Gulbenkian, o cinema português não acabaria, porque existiam outros mecanismos, mas seguramente esta geração seria perdida. Quando acontece o 25 de Abril de 1974, a geração que vai ocupar o poder é esta, porque era a mais ativa e dinâmica. Os filmes que estavam a conseguir internacionalizar-se, ir aos festivais, eram estes&#8221;, lembrou.</P><br />
<P>Se não tivesse havido este financiamento da Gulbenkian no final do Estado Novo, Paulo Cunha acredita que &#8220;muitos realizadores iriam emigrar ou redirecionar as suas carreiras para outros setores e esta geração ia desaparecer, haveria uma falha geracional&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de o apoio desse período ser um dos mais mediáticos da relação da Gulbenkian com o cinema português, Paulo Cunha reforça a ideia de que &#8220;a atividade mais impactante&#8221;, mas também a mais invísível, foi a da formação e das bolsas de estudo, &#8220;porque mudam a vida individual das pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Já em democracia, as bolsas de financiamento de formação beneficiaram, por exemplo, João Mário Grilo, Catarina Alves Costa, Rui Poças e Catarina Mourão, que, nos anos 1990, teve uma bolsa para um mestrado em Cinema em Bristol, no Reino Unido, depois de se ter formado em Direito, como contou à Lusa.</P><br />
<P>&#8220;Mudou o meu rumo, lembro-me que me tinha inscrito na Ordem dos Advogados, para fazer o estágio, mas queria mesmo ir para fora estudar cinema com uma bolsa&#8221;, recordou a realizadora.</P><br />
<P>Catarina Mourão lembra que na altura havia pouca oferta formativa em cinema e que a bolsa ajudou a custear despesas por um ano no Reino Unido, voltando depois a Portugal, onde cofundou a Associação pelo Documentário Português e a produtora Laranja Azul e prosseguiu carreira como realizadora e docente.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791092]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Gulbenkian/70 anos: As bibliotecas que iam aonde o Estado não chegava deixaram legado na leitura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 18 jul 2026 - As bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que durante décadas percorreram estradas portuguesas levando livros a milhares de pessoas e suprindo uma resposta que o Estado tardou a assegurar, deixaram um legado na rede pública de bibliotecas e na memória coletiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Ana Leiria, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 18 jul 2026 &#8211; As bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que durante décadas percorreram estradas portuguesas levando livros a milhares de pessoas e suprindo uma resposta que o Estado tardou a assegurar, deixaram um legado na rede pública de bibliotecas e na memória coletiva.</P><br />
<P>No ano em que a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) celebra 70 anos, o projeto das bibliotecas itinerantes &#8211; criado dois anos depois da instituição &#8211; continua a ser reconhecido por investigadores, responsáveis pelas bibliotecas públicas e antigos leitores como uma das iniciativas que mais contribuiu para democratizar o acesso ao livro em Portugal.</P><br />
<P>Criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes percorreu o país durante décadas, numa época marcada por elevadas taxas de analfabetismo, escassa oferta de leitura pública e profundas desigualdades no acesso à cultura.</P><br />
<P>Segundo dados da Fundação, quando o serviço foi extinto, em 2002, as bibliotecas itinerantes tinham disponibilizado cerca de 97 milhões de livros, chegado a 3.900 povoações e registado 29 milhões de leitores.</P><br />
<P>No estudo &#8220;As bibliotecas da Fundação Gulbenkian e a leitura pública em Portugal (1957-1987)&#8221;, publicado em 2005 na revista Análise Social, o historiador Daniel Melo concluiu que a Fundação Calouste Gulbenkian desempenhou um papel decisivo na promoção da leitura pública entre 1957 e 1987, criando uma rede de bibliotecas itinerantes e fixas que antecedeu a intervenção do Estado neste domínio.</P><br />
<P>As bibliotecas da Gulbenkian representaram uma revolução porque surgiram &#8220;num ambiente deficitário (rarefeito) e adverso&#8221;, marcado pelo &#8220;obscurantismo salazarista&#8221; e pela escassez de serviços de leitura pública, disse o investigador à Lusa.</P><br />
<P>Além disso, inspiravam-se no &#8220;modelo das &#8216;public libraries&#8217; inglesas, então já com um século de vida, centrado no livre acesso de todos ao livro, no empréstimo domiciliário e numa oferta minimamente representativa, portanto, plural e diversificada quanto a autores, temas, géneros literários, públicos&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>&#8220;A FCG colmatou a missão pública sobretudo durante a ditadura salazarista&#8221;, afirmou Daniel Melo, considerando que a fundação respondeu a uma necessidade que o Estado não assegurava, ao contribuir para reduzir &#8220;a gritante desigualdade de acesso à leitura&#8221; em muitos territórios do interior e ilhas.</P><br />
<P>Segundo o investigador, o principal legado deste projeto foi a &#8220;formação e o empoderamento de muitos milhares de cidadãos comuns, sobretudo jovens e mulheres, que doutro modo não teriam leitura enriquecedora e plural nas suas vidas&#8221;.</P><br />
<P>Mas o impacto das bibliotecas itinerantes estendeu-se muito para além da leitura, tendo influenciado de certa forma a criação da atual Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), lançada pelo Estado em 1987.</P><br />
<P>&#8220;Sem essa obra pioneira, é difícil imaginar que a RNBP tivesse surgido com a mesma ambição, com um modelo tão consistente e com a rapidez de desenvolvimento que veio a conhecer&#8221;, afirmou à Lusa Bruno Eiras, diretor de serviços de bibliotecas da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).</P><br />
<P>Na perspetiva do responsável, a atual rede &#8220;deve muito à experiência desenvolvida pela Fundação Calouste Gulbenkian&#8221;, não por uma relação de continuidade, mas porque dela herdou &#8220;uma visão da biblioteca como serviço público de proximidade; metodologias de organização e atendimento; experiência na gestão de coleções; práticas de empréstimo domiciliário; modelos de mediação; e, sobretudo, um conjunto de profissionais altamente motivados&#8221;.</P><br />
<P>O investigador Daniel Melo partilha da mesma opinião e resume essa influência de forma categórica, ao afirmar que sem as bibliotecas itinerantes, a RNBP não teria surgido da mesma forma, &#8220;pois esta rede absorveu o essencial desse legado&#8221;.</P><br />
<P>A antiga diretora-adjunta do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da FCG, Maria Helena Melim Borges, recordou à Lusa o impacto direto que o projeto teve junto das populações, embora não pense que tenha sido &#8220;determinante&#8221; para a criação da RNBP.</P><br />
<P>&#8220;Uma carrinha com cerca de 2.000 livros, a visitar regularmente localidades de difícil acesso, e onde qualquer pessoa podia entrar, escolher e levar para casa o livro que quisesse e mergulhar na leitura até à visita seguinte, teve forçosamente que mudar a vida daquelas populações. Foi uma autêntica revolução sociocultural&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na opinião de Maria Helena Borges, o maior legado ficou &#8220;nas pessoas que as frequentaram&#8221;, através do gosto pela leitura.</P><br />
<P>Sobre o fim do serviço prestado durante anos pelas emblemáticas carrinhas, considerou que &#8220;era inevitável&#8221;, face às alterações demográficas, à desertificação de muitas aldeias, à melhoria das acessibilidades e ao desenvolvimento da rede de bibliotecas públicas, sublinhando que &#8220;o fim deste projeto foi realmente sentido como de missão cumprida&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, a antiga responsável considera que o país dispõe hoje de uma cobertura muito mais alargada de bibliotecas, quer municipais quer escolares, mas sublinha que &#8220;o conceito de base&#8221; da atuação da Fundação &#8220;não se alterou: criar, ou apoiar, projetos inovadores que tenham como objetivo final a capacitação, o aperfeiçoamento e a criação de massa crítica em todo o país&#8221;.</P><br />
<P>Mas apesar da extinção deste serviço da Gulbenkian, o modelo das bibliotecas itinerantes continua necessário e presente. </P><br />
<P>De acordo com dados da DGLAB, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas integra atualmente 263 municípios, 493 bibliotecas e 70 bibliotecas itinerantes, que continuam a assegurar o acesso aos livros e à informação em territórios mais isolados ou junto de populações com maiores dificuldades de acesso aos equipamentos culturais.</P><br />
<P>&#8220;Na última década, muitos municípios redescobriram as vantagens deste modelo como complemento ao serviço prestado pelas bibliotecas municipais instaladas em edifícios&#8221;, sobretudo em territórios de baixa densidade populacional e em comunidades mais dispersas&#8221;, acrescentou Bruno Eiras.</P><br />
<P>Além do empréstimo de livros, várias destas bibliotecas passaram a assegurar também outros serviços de proximidade, demonstrando que &#8220;a sua missão permanece plenamente atual&#8221;.</P><br />
<P>Entre os exemplos &#8220;particularmente relevantes&#8221; de municípios que dispõem ainda de bibliotecas itinerantes, Bruno Eiras destacou Santa Maria da Feira, que conta com &#8220;três veículos de biblioteca itinerante&#8221;, e Marvão, onde foi criado recentemente um serviço deste tipo com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</P><br />
<P>&#8220;As bibliotecas itinerantes demonstram que a sua missão permanece plenamente atual: garantir que o acesso à informação e ao conhecimento chega a todos os cidadãos, independentemente do local onde vivem&#8221;, salientou.</P><br />
<P>Para Daniel Melo &#8211; cujo doutoramento se centrou em parte no estudo do impacto e legado do serviço bibliotecário da FCG, tendo para tal investigado arquivos e documentação, falado com pessoas ligadas ao projeto e lido depoimentos de leitores e autores &#8211; a experiência das bibliotecas itinerantes &#8220;continua a justificar-se&#8221; em territórios &#8220;pior ou mal servidos&#8221; e junto de populações desfavorecidas, e o seu contributo histórico para a formação dos cidadãos mantém plena atualidade.</P><br />
<P>&#8220;Acompanhei com apreensão a extinção do serviço bibliotecário por parte da FCG, pois isso podia significar um forte desinvestimento da instituição nesta área da leitura e da formação específica, o que infelizmente se veio a registar paulatinamente&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na opinião do historiador, a Gulbenkian &#8220;podia e devia ter um papel mais ativo&#8221; no apoio a bibliotecas itinerantes em territórios do interior, a projetos de promoção da leitura e à formação de técnicos da área.</P><br />
<P>&#8220;A missão das bibliotecas itinerantes continua a justificar-se naqueles territórios pior ou mal servidos, ontem e hoje praticamente os mesmos&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>Mas não é só pelos investigadores e responsáveis da área que se mede o legado das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, é também pelas memórias que deixou em quem cresceu com elas.</P><br />
<P>Um antigo utilizador do serviço, que começou a frequentar a biblioteca itinerante no início da década de 1970, numa pequena aldeia do Alentejo, quando frequentava a escola primária, recordou à Lusa que a carrinha chegava &#8220;uma vez por mês e sempre às segundas-feiras&#8221;, por volta das 18:00.</P><br />
<P>&#8220;Havia sempre um pequeno grupo de pessoas à espera, alguns muito novos como eu, alguns adolescentes, e algumas pessoas até mais idosas. Havia sensivelmente o mesmo número de homens e de mulheres&#8221;.</P><br />
<P>Tinha muito tempo para ler e levava para casa livros do Noddy, dos Cinco, Júlio Verne, Emílio Salgari ou Tarzan, recordou, assinalando que na altura só lhe &#8220;interessavam os livros das prateleiras de baixo&#8221;, porque as de cima eram para os adultos.</P><br />
<P>Mais tarde começou a escolher outros livros, mais difíceis, como &#8220;Robinson Crusoe&#8221;, &#8220;Dom Quixote&#8221; e até livros sobre radioatividade.</P><br />
<P>&#8220;Acho que o meu gosto por ler começou com esses livros, os únicos a que tinha acesso. Em alguma fase da minha vida foram fundamentais, viciantes&#8221;, contou, recordando: &#8220;A chegada da carrinha às 18:00 de uma segunda-feira por mês era tão importante que ainda hoje, 50 anos depois, me lembro disso&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não sei como seria a minha vida hoje se não tivessem existido as bibliotecas, mas seguramente seria diferente, pelo menos interiormente seria muito diferente. E acredito que seja uma pessoa melhor do que seria se elas não tivessem existido&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791091]]></sapo:autor>
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		<title>Menos hierarquia, mais velocidade: o que as grandes empresas podem aprender com as startups</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:30:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Bynd Venture Capital identifica cinco ensinamentos que as organizações tradicionais podem retirar da forma como as startups trabalham, crescem e reagem à incerteza]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial está a deixar de ser apenas uma ferramenta destinada a aumentar a produtividade para passar a ocupar um lugar central na infraestrutura das organizações. Perante esta transformação, o acesso à tecnologia ou ao capital já não é suficiente para distinguir as empresas. A capacidade de executar, aprender e ajustar rapidamente tornou-se um dos principais fatores de competitividade.</p>
<p>As startups partem habitualmente de uma posição mais limitada em termos de recursos, mas compensam essa desvantagem com estruturas mais flexíveis, decisões rápidas e uma elevada capacidade de adaptação. Muitas empresas tradicionais continuam, pelo contrário, dependentes de modelos hierárquicos, processos complexos e ciclos de decisão mais prolongados.</p>
<p>A Bynd Venture Capital identifica cinco ensinamentos que as organizações tradicionais podem retirar da forma como as startups trabalham, crescem e reagem à incerteza.</p>
<p>A primeira lição passa por privilegiar a execução em vez do planeamento excessivo. As startups tendem a trabalhar através de ciclos curtos, testando hipóteses e avaliando rapidamente os resultados. Em vez de desenvolverem planos extensos e fechados, avançam com experiências limitadas, estabelecendo desde o início critérios claros de sucesso ou de fracasso.</p>
<p>Este modelo reduz a distância entre a decisão e a aprendizagem. Nas empresas tradicionais, as fases de análise e planeamento são frequentemente prolongadas, aumentando a complexidade antes de qualquer solução ser efetivamente testada.</p>
<p>Outro princípio central é a atribuição clara de responsabilidade. Nas startups, cada iniciativa costuma ter um único responsável, com autonomia para tomar decisões e responder pelo resultado. Esta organização reduz as áreas cinzentas e evita que a responsabilidade se disperse por diferentes departamentos ou níveis hierárquicos.</p>
<p>A mudança exige que as empresas deixem de estruturar os projetos apenas em torno das pessoas envolvidas e passem a definir claramente quem responde pelo resultado final. A autonomia deverá ser acompanhada por responsabilização, objetivos concretos e capacidade de decisão.</p>
<p>A terceira aprendizagem está relacionada com a prática de interromper rapidamente projetos que não apresentam os resultados esperados. Nas startups, falhar depressa não significa trabalhar sem rigor, mas testar hipóteses com critérios previamente estabelecidos e abandonar uma iniciativa quando os dados demonstram que não deverá continuar.</p>
<p>Nas organizações tradicionais, os projetos podem prolongar-se devido à inércia, ao investimento já realizado ou ao compromisso interno das equipas. O desafio consiste em criar mecanismos que permitam encerrar iniciativas sem penalizar quem participou e sem transformar cada desistência num conflito político dentro da empresa.</p>
<p>O recrutamento representa outra diferença importante. Enquanto o mundo empresarial tende a valorizar sobretudo a experiência anterior em funções semelhantes, as startups procuram frequentemente profissionais com capacidade de aprendizagem, adaptabilidade e pensamento crítico.</p>
<p>Esta abordagem permite formar equipas mais flexíveis, capazes de adquirir novas competências e responder a mercados em rápida mudança. Num contexto marcado pela evolução da inteligência artificial, a aptidão para aprender poderá tornar-se tão importante como o conhecimento acumulado.</p>
<p>A quinta lição está na velocidade organizacional. As startups trabalham em ciclos curtos de decisão, execução e revisão, apoiadas por estruturas com menos níveis hierárquicos, maior autonomia individual e menor distância entre a decisão e a ação.</p>
<p>Nas empresas tradicionais, a velocidade é muitas vezes sacrificada em nome do controlo e da redução do risco. A Bynd Venture Capital defende que estas organizações podem simplificar os processos de decisão, eliminar camadas hierárquicas desnecessárias e aumentar a autonomia das equipas, sem perder o alinhamento com os objetivos estratégicos.</p>
<p>“As empresas que mais crescem não são necessariamente as mais complexas, mas aquelas que conseguem alinhar a clareza de responsabilidade com a velocidade de decisão e a capacidade de aprendizagem contínua”, afirma Tomás Penaguião, partner da Bynd Venture Capital.</p>
<p>Segundo o responsável, as empresas tradicionais podem retirar do ecossistema das startups formas de trabalhar com maior clareza e rapidez, sobretudo num período em que a incerteza aumenta e a inteligência artificial está a alterar profundamente os modelos de negócio e a organização do trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788982]]></sapo:autor>
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		<title>A guerra vista por quem a fotografa todos os dias: 16 ucranianos expõem hoje nas Caldas da Rainha</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-exposicao-de-fotografos-de-guerra-no-centro-cultural-das-caldas-da-rainha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Caldas da Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma exposição de 16 fotógrafos ucranianos relacionada com a conflito entre a Rússia e a Ucrânia vai estar patente a partir de sábado até ao final de agosto no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra na Ucrânia chega este sábado às Caldas da Rainha através do olhar de 16 fotógrafos que documentam diariamente a destruição, a resistência e as vidas afetadas pela invasão russa.</p>
<p>A exposição “They Fight For Us Too” — “Eles também lutam por nós”, em tradução livre — ficará patente até ao final de agosto no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, reunindo imagens captadas na linha da frente, junto de civis, refugiados e comunidades atingidas pelo conflito.</p>
<p>Segundo a Lusa, os trabalhos mostram a violência e os danos provocados pela guerra, mas também a capacidade de resistência da população ucraniana perante as condições extremas vividas desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022.</p>
<p>As fotografias procuram preservar não apenas os acontecimentos militares, mas também as histórias individuais que correm o risco de desaparecer no meio dos números, dos mapas e das notícias sobre o conflito.</p>
<p><strong>Fotografias em diálogo com escritores portugueses</strong></p>
<p>A exposição inclui ainda textos inéditos de cinco escritores portugueses: Ana Bárbara Pedrosa, Ana Margarida de Carvalho, Gonçalo M. Tavares, Julieta Monginho e Rui Couceiro.</p>
<p>Cada texto foi inspirado pelas imagens apresentadas, criando um diálogo entre fotografia e literatura em torno da guerra, da memória e da condição humana.</p>
<p>“Estas fotografias são muito mais do que documentos de guerra, são testemunhos de vidas interrompidas, de resistência e de esperança”, afirma João Carlos, curador da exposição e presidente da associação portuguesa F/SOS — Fotografia, Solidariedade e Obras Sociais.</p>
<p>O responsável explica que trazer a mostra para Portugal era um dos objetivos do projeto desde a sua criação.</p>
<p>A exposição foi produzida pela Ukrainian Association of Professional Photographers e pela F/SOS, com o propósito de preservar a memória da guerra através do trabalho dos profissionais que continuam a documentá-la no terreno.</p>
<p><strong>“Garantir que estas histórias não são esquecidas”</strong></p>
<p>A associação ucraniana sublinha que os seus membros assumiram, desde o início da invasão em grande escala, a responsabilidade de registar um momento decisivo da história do país.</p>
<p>“Esta exposição reúne parte desse trabalho coletivo e demonstra o papel fundamental da fotografia na preservação da memória”, refere a organização.</p>
<p>A passagem por Portugal permite levar estas histórias a novos públicos e impedir que as experiências das vítimas, dos combatentes e das comunidades atingidas sejam esquecidas à medida que o conflito se prolonga.</p>
<p>A mostra integra a programação do F/262 — Festival Internacional de Fotografia, criado para promover o diálogo através da fotografia e da cultura.</p>
<p><strong>Fotógrafas ucranianas presentes na inauguração</strong></p>
<p>A inauguração contará com a presença de Vlada Liberova, fotógrafa ucraniana e autora de algumas das imagens expostas.</p>
<p>Estará também presente a fotojornalista Yelyzaveta Kovtun, responsável da Frontliner, um órgão de comunicação social independente da Ucrânia. A profissional representará Andrii Dubchak, fotógrafo e correspondente de guerra cujo trabalho integra igualmente a exposição.</p>
<p>A iniciativa chega a Portugal com o mecenato da TEKEVER, grupo português ligado às áreas da tecnologia, aeronáutica, segurança e defesa.</p>
<p>Ricardo Mendes, diretor executivo da empresa, considera que a exposição apoia os profissionais que documentam a realidade da guerra e preservam testemunhos que não podem desaparecer.</p>
<p>“A tecnologia permite-nos compreender melhor o que nos rodeia, mas são as pessoas e as suas histórias que lhe dão significado”, afirma.</p>
<p>A mostra já passou pelas cidades de Pelt, na Bélgica, e Cheb, na Chéquia. Nas Caldas da Rainha, permanecerá aberta ao público até ao final de agosto, propondo um encontro com a guerra através dos olhos de quem escolheu não desviar a câmara.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789210]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Angola perdeu 713 exportadores portugueses desde 2021 &#8211; INE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/angola-perdeu-713-exportadores-portugueses-desde-2021-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo período, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Menos 713 empresas portuguesas exportaram para Angola em 2025 do que em 2021, apesar de o valor das vendas ter aumentado 14,6% no mesmo período, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) português.</P><br />
<P>O número de empresas portuguesas que vendem bens ao mercado angolano passou de 4.225 em 2021 para 3.512 em 2025, uma quebra de 16,9%, depois de ter atingido um máximo de 4.784 em 2022, indicam as estatísticas oficiais consultadas pela Lusa</P><br />
<P>Só entre 2024 e 2025 saíram 211 empresas do mercado angolano.</P><br />
<P>Entre 2021 e 2025, Angola desceu do quinto para o sétimo lugar entre os destinos com mais exportadores portugueses, representando agora 16,3% do total das empresas exportadoras nacionais, contra 18,8% em 2021.</P><br />
<P>A redução do número de agentes económicos revela uma forte concentração das vendas com 200 empresas a faturar 72% do total: 11 empresas asseguraram 24,4% das exportações portuguesas para Angola em 2025 e outras 189 empresas 47,6%.</P><br />
<P>Outras 2.950 empresas, ou seja 84% dos exportadores, realizaram 26,7% do valor exportado.</P><br />
<P>Os dados revelam ainda que 2.020 destas empresas concentram no país africano mais de três quartos das suas vendas ao exterior, e que quase metade (1.635) exporta exclusivamente para Angola, indicando elevada dependência do mercado angolano.</P><br />
<P>Em 2025, as exportações portuguesas de bens para Angola fixaram-se em 1.090,8 milhões de euros.</P><br />
<P>Já as importações portuguesas provenientes de Angola somaram 233,6 milhões de euros, mais do dobro face a 2024, com um crescimento de 144,4%, resultando num saldo favorável a Portugal de 857,2 milhões de euros.</P><br />
<P>As máquinas e aparelhos lideraram as exportações para Angola, com 319,2 milhões de euros (29,3% do total), seguidos dos químicos, com 137,5 milhões, dos produtos alimentares, com 119,6 milhões, e dos metais comuns, com 111,9 milhões.</P><br />
<P>Entre os produtos mais vendidos, destacaram-se os vinhos, com 53,7 milhões de euros, mais 21,9% do que em 2024, os medicamentos, com 51,5 milhões, e os instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, com 33,7 milhões, que subiram 35,8%.</P><br />
<P>Do lado das importações, os combustíveis minerais representaram 83,1% do total, com 194,1 milhões de euros, um aumento de 176,1%, com o petróleo bruto a valer, isoladamente, 189,4 milhões, seguindo-se os crustáceos, com 17,8 milhões de euros, e as bananas, com 5,2 milhões.</P><br />
<P>Dados preliminares apontam para uma subida de 9% nas exportações portuguesas para Angola nos primeiros quatro meses de 2026, para 361,4 milhões de euros, lideradas pelas máquinas e aparelhos, com 104 milhões, pelos químicos, com 48,6 milhões, e pelos produtos alimentares, com 40,7 milhões.</P><br />
<P>Seguiram-se os metais comuns, com 36,9 milhões de euros, os produtos agrícolas, com 28,6 milhões, e os instrumentos de ótica e precisão, com 27 milhões.</P><br />
<P>As importações portuguesas de Angola caíram 83,2% no mesmo período, para 13,9 milhões de euros, não tendo sido registada qualquer importação de combustíveis minerais entre janeiro e abril, face aos 71,5 milhões de euros do período homólogo.</P><br />
<P>Os produtos agrícolas representaram 71,8% das importações portuguesas de Angola no período.</P><br />
<P>Portugal manteve-se em 2025 como o segundo maior fornecedor de Angola, mas foi apenas o 23.º cliente do país, absorvendo 0,5% das exportações angolanas, segundo dados do International Trade Centre.</P><br />
<P>A quota portuguesa nas importações angolanas recuou de 11,9% em 2021 para 9,8% em 2025, de acordo com a mesma fonte.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791090]]></sapo:autor>
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		<title>A casa de férias pode esconder armadilhas para os idosos: saiba o que verificar antes de chegar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Tapetes soltos, cabos no chão, degraus mal assinalados, casas de banho sem apoios e terraços com desníveis são alguns dos perigos mais comuns. A estes juntam-se as temperaturas elevadas, que podem provocar fadiga, tonturas, desidratação ou agravar doenças crónicas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O regresso à segunda habitação durante o verão é, para muitas famílias, sinónimo de descanso. Mas uma casa fechada durante vários meses pode esconder riscos pouco evidentes, sobretudo para pessoas idosas, cuja mobilidade, visão ou estado de saúde podem ter mudado desde a última estadia.</p>
<p>Tapetes soltos, cabos no chão, degraus mal assinalados, casas de banho sem apoios e terraços com desníveis são alguns dos perigos mais comuns. A estes juntam-se as temperaturas elevadas, que podem provocar fadiga, tonturas, desidratação ou agravar doenças crónicas.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem pelo menos uma queda por ano. Entre os maiores de 80 anos, a percentagem sobe para 50%.</p>
<p>Para Miriam Piqueras, diretora médica da Sanitas Mayores, não basta limpar e arrumar a habitação antes da chegada. É necessário observar se a pessoa idosa consegue circular em segurança entre o quarto, a casa de banho, a cozinha e o exterior.</p>
<p>“A habitação deve adaptar-se à sua situação atual, e não à forma como se deslocava há alguns anos”, sublinha a médica. Isso significa avaliar se consegue levantar-se da cama sem dificuldade, aceder à casa de banho durante a noite, cozinhar sem risco de queimadura e chegar ao terraço sem encontrar obstáculos.</p>
<p><strong>Retirar obstáculos dos percursos habituais</strong></p>
<p>Os especialistas recomendam começar pelos trajetos mais utilizados dentro de casa. O caminho entre o quarto, a casa de banho, a cozinha e o terraço deve ficar desimpedido.</p>
<p>Tapetes que escorregam devem ser retirados ou fixados, os cabos presos à parede e os móveis pequenos afastados das zonas de passagem. Também é importante verificar se existem degraus inesperados ou mudanças de nível difíceis de identificar.</p>
<p>A iluminação merece atenção especial. Uma luz suave nos corredores, na entrada do quarto e na casa de banho pode reduzir o risco de tropeções durante a noite. Os interruptores devem ser fáceis de localizar e, sempre que possível, ficar próximos da cama.</p>
<p><strong>Casa de banho concentra vários riscos</strong></p>
<p>O chão molhado, a ausência de apoios e a dificuldade de entrar numa banheira tornam a casa de banho uma das divisões com maior risco de queda.</p>
<p>A instalação de barras de apoio, tapetes antiderrapantes e, quando necessário, uma cadeira de duche pode tornar o espaço mais seguro. Também é aconselhável confirmar se os equipamentos estão firmes e se existe iluminação suficiente.</p>
<p>No exterior, importa verificar escadas, corrimões, entradas e terraços. Os desníveis devem estar visíveis e as zonas de circulação livres de vasos, cadeiras ou outros objetos.</p>
<p>Toldos, persianas, janelas e respetivos fechos também devem ser testados antes dos dias de calor intenso, para evitar avarias precisamente quando forem mais necessários.</p>
<p><strong>Medicação e contactos devem ficar acessíveis</strong></p>
<p>A mudança de ambiente pode alterar rotinas e levar a esquecimentos na toma da medicação. Preparar os comprimidos por dias e horários pode evitar falhas ou duplicações.</p>
<p>Os especialistas aconselham ainda a levar os relatórios médicos essenciais e a deixar visíveis os contactos de emergência, do centro de saúde e dos familiares mais próximos.</p>
<p>A adaptação não é apenas física. Soledad Scarcella, psicóloga da Blua de Sanitas, alerta que um ambiente menos familiar pode aumentar a insegurança e o receio de cair, levando algumas pessoas a reduzir a atividade habitual.</p>
<p>“Antecipar a chegada, explicar as mudanças na habitação e manter rotinas reconhecíveis ajuda a pessoa a sentir-se mais orientada”, afirma.</p>
<p><strong>Calor exige vigilância adicional</strong></p>
<p>Durante a estadia, a casa deve ser arejada nas horas mais frescas e protegida do calor durante o resto do dia. Beber água com frequência e evitar saídas nas horas de maior temperatura são cuidados particularmente importantes para quem tem doenças crónicas ou toma medicação.</p>
<p>Tonturas, confusão, fraqueza intensa ou sonolência fora do habitual são sinais que não devem ser ignorados. Perante estes sintomas, é aconselhável procurar apoio médico.</p>
<p>Uma revisão simples da habitação antes da chegada pode evitar quedas, queimaduras e outros acidentes. Nas férias, a segurança começa muitas vezes nos detalhes mais pequenos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789737]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão ataca bases dos EUA no Kuwait e Barém e diz ter matado vários soldados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão anunciou hoje que vários soldados norte-americanos morreram em novos ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova vaga de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Irão anunciou hoje que vários soldados norte-americanos morreram em novos ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova vaga de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém.</P><br />
<P>Os ataques atingiram bases militares, radares, centros de comunicações, depósitos de combustível, aeronaves e várias pontes.</P><br />
<P>&#8220;Os poderosos combatentes das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária atacaram o local de concentração das forças agressoras em Arifjan (Kuwait) e provocaram a morte de vários militares&#8221;, afirmou a força militar de elite iraniana num comunicado divulgado pela agência Fars e citado pela EFE.</P><br />
<P>A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque à zona militar de Al Tanf, na Síria.</P><br />
<P>A Guarda Revolucionária indicou ainda que, noutro ataque com drones, destruiu o radar da base norte-americana de Ali al Salem, no Kuwait, bem como um hangar de reparação e manutenção de armamento e um abrigo para &#8216;drones&#8217;.</P><br />
<P>Num outro comunicado, a Guarda Revolucionária informou igualmente ter realizado &#8220;operações contundentes&#8221; com drones e mísseis contra o cais de apoio e abastecimento de combustível da frota norte-americana no porto de Al Ahmadi, no Kuwait, e contra a área de concentração de aeronaves de combate inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.</P><br />
<P>O Kuwait disse hoje que uma segunda central de energia e dessalinização de água foi atacada pelo Irão, o que provocou um incêndio e forçou a paralisação de várias unidades de produção.</P><br />
<P>Além disso, o Irão afirmou ter destruído o centro de dados de inteligência do inimigo conhecido como &#8220;Batelco&#8221;, no Barém, bem como um centro norte-americano de sinais e comunicações no Kuwait.</P><br />
<P>Um jornalista da agência AFP, na capital do país, Manama ouviu várias explosões durante a manhã, após terem sido acionadas as sirenes de alerta.</P><br />
<P>&#8220;Os sistemas de defesa antiaérea da Força de Defesa do Barém intercetaram e destruíram vários ataques aéreos iranianos traiçoeiros este sábado&#8221;, declarou o exército em comunicado, depois de o Ministério do Interior ter anunciado que as sirenes de alerta foram acionadas por quatro vezes desde o amanhecer.</P><br />
<P>Por sua vez, o Exército iraniano anunciou que atacou os hangares de aeronaves e os depósitos de combustível das forças norte-americanas na base de Sheikh Isa, no Barém, bem como várias pontes.</P><br />
<P>Segundo as Forças Armadas do Irão, estes ataques foram realizados em resposta aos bombardeamentos norte-americanos contra território iraniano, que prosseguiram durante a madrugada deste sábado pelo sétimo dia consecutivo.</P><br />
<P>&#8220;Os países que acolhem militares norte-americanos e que colocaram os seus territórios à disposição destes agressores criminosos para atacar o Irão devem preparar-se para receber uma resposta equivalente&#8221;, advertiu a Guarda Revolucionária no seu comunicado.</P><br />
<P>A força militar iraniana afirmou que, para já, optou por atacar objetivos militares nos países que acolhem forças dos Estados Unidos, mas alertou que a resposta poderá ser alargada caso os ataques contra o Irão continuem.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791086]]></sapo:autor>
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		<title>Um ano e mio depois: Museu Gulbenkian reabre hoje com entrada gratuita para celebrar os 70 anos da Fundação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Museu Calouste Gulbenkian reabre este sábado ao público, depois de cerca de um ano e meio encerrado para obras de renovação e requalificação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Museu Calouste Gulbenkian reabre este sábado ao público, depois de cerca de um ano e meio encerrado para obras de renovação e requalificação. A reabertura coincide com a celebração do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian e será assinalada com entrada gratuita durante nove dias, até 26 de julho, permitindo aos visitantes conhecerem o espaço renovado e a nova exposição permanente &#8220;Gulbenkian: 70 anos em cartaz&#8221;. A iniciativa marca o arranque de um vasto programa comemorativo que se prolongará até ao final do ano.</p>
<p>A intervenção realizada no museu teve como principal objetivo modernizar as condições de exposição da coleção, preservando simultaneamente o conceito arquitetónico original do edifício. Entre as principais melhorias encontram-se a instalação de novas vitrinas, um sistema de iluminação renovado, climatização otimizada e um profundo trabalho de conservação e restauro das peças do acervo. Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, esta renovação procurou devolver maior harmonia ao espaço e dotar as galerias das melhores condições técnicas para a preservação e valorização da coleção.</p>
<p>As comemorações arrancam logo durante a manhã deste sábado. A partir das 10h00, o presidente do Conselho de Administração da Fundação, António Feijó, e o diretor do Museu, Xavier F. Salomon, dão as boas-vindas aos visitantes. Ao longo do dia realizam-se visitas acompanhadas por mediadores culturais e oficinas de gravura, ambas de participação gratuita mediante inscrição prévia.</p>
<p>Ainda este sábado, a celebração dos 70 anos da Fundação prossegue com um concerto especial do Coro e da Orquestra Gulbenkian, dirigidos pelo maestro Carlo Rizzi, com a participação da soprano Sonya Yoncheva. O programa foi concebido especificamente para assinalar a efeméride e reúne algumas das mais emblemáticas páginas do repertório operático europeu, incluindo obras de Georges Bizet, Giacomo Puccini, Pietro Mascagni, Antonín Dvořák, Jules Massenet, Charles Gounod e Giuseppe Verdi.</p>
<p>Um dos destaques da reabertura é precisamente a exposição &#8220;Gulbenkian: 70 anos em cartaz&#8221;, que ficará patente até 19 de outubro. A mostra reúne 70 cartazes históricos e diversos materiais gráficos relacionados com atividades promovidas ou apoiadas pela Fundação nas áreas da arte, educação e ciência ao longo das últimas sete décadas. Entre os autores representados encontram-se nomes como Marcelino Vespeira, Sebastião Rodrigues, Alda Rosa, José Brandão, Jorge Silva, Vivó Eusébio, o coletivo Change is Good, Ian Anderson (The Designers Republic) e Kiko Farkas.</p>
<p>As comemorações prolongam-se até dezembro com um vasto conjunto de iniciativas culturais. Estão previstos concertos, ciclos de cinema, conferências, encontros, conversas públicas, o lançamento de um estudo e de uma plataforma digital de acesso livre dedicada aos 70 anos de apoios da Fundação, bem como a estreia de novas obras musicais encomendadas para a próxima temporada. Em setembro arranca o ciclo de cinema &#8220;Don&#8217;t Look Back&#8221;, dedicado à relação entre música, cultura e sociedade, com exibições de filmes como A Hard Day&#8217;s Night, Don&#8217;t Look Back, The Last Waltz, Stop Making Sense, Summer of Soul e Purple Rain. Cada sessão contará com comentários de convidados como Pedro Mexia, Isilda Sanches, Rui Miguel Abreu e Nuno Galopim.</p>
<p>A programação inclui ainda, em outubro, a estreia de novas composições de Carlos Caires e Andreia Pinto Correia, integradas na Temporada de Música da Gulbenkian, bem como obras de Luís Tinoco e Joly Braga Santos. Em novembro realiza-se a conferência inaugural do recém-criado Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados, proferida pelo historiador David Nirenberg, diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, seguindo-se uma conversa pública sobre o papel das Humanidades na sociedade contemporânea. Nesse mesmo mês terá igualmente lugar o encontro &#8220;A Arte da Crítica&#8221;, promovido pela revista Colóquio.</p>
<p>As celebrações do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian terminam nos dias 10 e 11 de dezembro, com dois concertos da Orquestra Gulbenkian que incluirão a estreia absoluta da obra &#8220;O Que Fica&#8221;, do compositor neerlandês Hawar Tawfiq, encerrando um programa comemorativo que pretende revisitar sete décadas de atividade cultural, científica, educativa e artística, ao mesmo tempo que projeta a visão da instituição para o futuro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790749]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: Diego Miranda atua hoje pela 10.ª vez no Tomorrowland e é o português com mais presenças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:43:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Ana Matos Neves, da agência Lusa ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Boom, Bélgica, 18 jul 2026 (Lusa) &#8212; O DJ Diego Miranda atua hoje pela 10.ª vez no Tomorrowland, na Bélgica, sendo o artista português com mais participações neste que é dos maiores festivais de música eletrónica do mundo, e pretende aproximar Portugal do público internacional.</P><br />
<P>&#8220;Cada atuação no Tomorrowland é uma experiência intensa e inspiradora. Independentemente do número de vezes que lá atuemos, a sensação nunca se torna rotina&#8221;, afirmou Diogo Miranda (de nome artístico Diego Miranda), em entrevista à agência Lusa.</P><br />
<P>A relação entre Diego Miranda e o festival começou em 2015 e manteve-se ao longo de várias edições (como em 2016, 2017, 2018, 2019, 2022, 2023, 2024, 2025 e agora em 2026), num percurso que o DJ português descreve como uma &#8220;relação construída ao longo dos anos&#8221;.</P><br />
<P>Nesta edição, atua hoje no palco Celestia juntamente com o DJ e produtor português Pette, e depois a solo no próximo domingo (26 de julho) num outro palco, denominado The great library.</P><br />
<P>&#8220;Existe confiança entre mim, a organização e toda a equipa, mas essa confiança nasce do trabalho consistente, da preparação e do profissionalismo demonstrados em cada edição. Nada é garantido, por isso cada convite representa um reconhecimento muito especial&#8221;, confessou.</P><br />
<P>Para o artista, a presença no festival belga representa também uma oportunidade de aproximar Portugal de uma audiência internacional.</P><br />
<P>&#8220;É sempre muito emocionante olhar para o público e encontrar bandeiras portuguesas. Sinto que há cada vez mais portugueses no Tomorrowland e isso deixa-me muito feliz&#8221;, defendeu nas declarações à Lusa.</P><br />
<P>Para esta edição do Tomorrowland, Diego Miranda quer apresentar uma fase renovada da sua identidade artística, com novas produções e colaborações, incluindo trabalhos com o produtor brasileiro DJ Glen e colaborações com o sacerdote católico e DJ Padre Guilherme que contam com a voz da fadista Marta Alves e a participação do guitarrista Rui Poço.</P><br />
<P>&#8220;É uma forma de dar palco ao talento português e de criar momentos de ligação à nossa identidade, sem nunca perder a linguagem universal da música nem o contexto internacional de festivais como o Tomorrowland&#8221;, realçou.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;quero mostrar claramente a fase artística que estou a viver&#8221;, razão pela qual &#8220;o &#8216;set&#8217; foi pensado como uma viagem, com momentos de muita energia, mas também de emoção e surpresa&#8221;, explicou Diego Miranda à Lusa.</P><br />
<P>De acordo com o produtor português, &#8220;o Tomorrowland tem uma energia muito própria&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É um festival que reúne pessoas de todo o mundo e isso cria uma atmosfera única. Quando estou naquele palco sei que estou a comunicar com diferentes culturas através da música. É uma experiência muito intensa e que nunca se torna rotina, por mais vezes que eu lá toque&#8221;, admitiu.</P><br />
<P>Com mais de 20 anos de carreira, Diego Miranda é um dos nomes portugueses com maior projeção internacional na música eletrónica.</P><br />
<P>Natural da Ericeira, iniciou-se como DJ ainda adolescente e construiu um percurso marcado por atuações nos principais festivais e clubes internacionais.</P><br />
<P>Aos 47 anos, Diego Miranda continua a encarar a carreira internacional como uma prioridade, procurando levar a música portuguesa aos principais palcos mundiais.</P><br />
<P>&#8220;Tenho muito orgulho em ser português e em mostrar que Portugal tem artistas capazes de competir ao mais alto nível da música eletrónica mundial&#8221;, afirmou ainda à Lusa, considerando ser &#8220;muito importante haver cada vez mais portugueses nos grandes palcos&#8221;, numa alusão a MXGPU e BIIA, que se estreiam este fim de semana no Tomorrowland.</P><br />
<P>Nesta que é a 21.ª edição do festival Tomorrowland na Bélgica, Diego Miranda vai reforçar a crescente presença portuguesa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791085]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Anitta atua hoje em Algés: PSP reforça segurança e deixa avisos a quem vai ao concerto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[algés]]></category>
		<category><![CDATA[Anitta]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Portas do recinto abrem às 16h00 e o espetáculo tem início às 18h00]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A PSP reforçou o dispositivo de segurança para o concerto &#8220;Ensaios da Anitta – Cosmos&#8221;, que decorre hoje no Passeio Marítimo de Algés e deverá reunir cerca de 35 mil pessoas.</p>
<p>Segundo a polícia, a operação envolve equipas de trânsito, brigadas de prevenção criminal e equipas de intervenção rápida, com o objetivo de garantir a segurança dos participantes, gerir a circulação rodoviária e pedonal e assegurar uma resposta rápida a qualquer incidente.</p>
<p>As portas do recinto abrem às 16h00 e o espetáculo tem início às 18h00.</p>
<p><strong>Trânsito condicionado durante o dia</strong></p>
<p>A PSP alerta para vários condicionamentos de trânsito na zona de Algés.</p>
<p>Desde as 16h00, registam-se constrangimentos na Avenida Brasília, na Avenida Marginal (entre Algés e o Alto da Boa Viagem), no viaduto da CRIL/IC17 (Algés) e na Praça D. Manuel I.</p>
<p>Há também limitações nos acessos à CRIL por Miraflores, na Avenida Humberto Melo Pereira e na Avenida Ivens.</p>
<p>A partir das 21h30, a circulação será interrompida na via descendente da CRIL/IC17, entre o nó de Miraflores e a rotunda junto à Avenida Brasília.</p>
<p>A PSP aconselha a utilização de percursos alternativos pela A5, N117/Belém e N6-3 (Alto da Boa Viagem), recomendando igualmente o recurso aos transportes públicos.</p>
<p><strong>Chegue cedo e evite levar objetos proibidos</strong></p>
<p>Face à elevada afluência prevista, a PSP recomenda que os espectadores cheguem ao recinto com antecedência para facilitar os procedimentos de segurança.</p>
<p>À entrada serão realizadas revistas e os objetos não autorizados serão retirados.</p>
<p>Entre os artigos proibidos estão bebidas alcoólicas, armas, objetos cortantes, artigos de pirotecnia, garrafas de vidro ou metal, garrafas reutilizáveis de metal, guarda-chuvas, &#8220;selfie sticks&#8221;, apontadores laser, equipamento fotográfico profissional, mochilas de grandes dimensões, computadores portáteis, bicicletas, trotinetes e animais, exceto cães-guia.</p>
<p>São permitidas garrafas de água de plástico até 50 centilitros com tampa, protetor solar até 100 mililitros, &#8220;powerbanks&#8221; com dimensões não superiores às de um telemóvel, snacks individuais e álcool-gel até 50 mililitros.</p>
<p>A PSP alerta ainda que os objetos apreendidos durante as revistas não serão devolvidos. Quem transportar artigos não permitidos pode deixá-los no bengaleiro instalado junto às bilheteiras, mediante o pagamento de um euro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790905]]></sapo:autor>
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		<title>Fim de semana traz nortada, nevoeiro, possibilidade de chuviscos e máximas até 34ºC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, embora o domingo possa registar uma ligeira subida das máximas, que deverão atingir os 34 ºC nas zonas mais quentes do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental entra neste fim de semana sob a influência de um padrão atmosférico marcado por tempo estável e seco, mas também pela presença da habitual nortada, nevoeiro matinal em várias regiões e possibilidade de precipitação fraca e dispersa em alguns pontos do território. As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, embora o domingo possa registar uma ligeira subida das máximas, que deverão atingir os 34 ºC nas zonas mais quentes do país.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" target="_blank" rel="noopener">Tempo.pt</a>, o estado do tempo será condicionado pelo estabelecimento de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte, associada ao reforço do anticiclone na região euro-atlântica. Este cenário favorece tempo seco e estável em Portugal continental, ao mesmo tempo que intensifica o fluxo de vento do quadrante norte junto à costa, fenómeno típico dos meses de verão. Os modelos meteorológicos apontam para um anticiclone robusto localizado a oeste da Irlanda, com as isóbaras orientadas de norte para sul ao largo da costa portuguesa, sustentando a persistência da nortada.</p>
<p>Durante este sábado, o vento soprará fraco a moderado do quadrante norte, intensificando-se durante a tarde, sobretudo na faixa costeira ocidental a sul de Cascais. No Barlavento Algarvio, são esperadas rajadas que poderão atingir os 50 km/h. O início do dia será marcado pela formação de nevoeiro ou nebulosidade baixa em várias zonas do Norte, Centro e litoral Oeste, existindo ainda possibilidade de chuviscos fracos no litoral Centro durante a manhã. Durante a tarde, poderão ocorrer aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Minho e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte, embora a probabilidade de precipitação permaneça reduzida.</p>
<p>Para domingo, o panorama meteorológico deverá sofrer poucas alterações. O nevoeiro matinal voltará a formar-se em grande parte das regiões Norte e Centro, podendo persistir durante boa parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo. Mantém-se igualmente a possibilidade de chuviscos matinais no litoral Centro e de aguaceiros fracos e isolados nas serras do Alto Minho e noutras zonas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde, ainda que estes fenómenos sejam considerados pouco prováveis.</p>
<p>No que diz respeito às temperaturas, não são esperadas oscilações significativas entre os dois dias, embora o domingo possa registar uma ligeira subida das máximas em algumas capitais de distrito. Para este sábado, os valores máximos deverão variar entre os 24 ºC no Porto e em Aveiro e os 33 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Faro. Já no domingo, as temperaturas máximas deverão oscilar entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Faro, mantendo-se o litoral mais fresco devido à influência marítima e o interior e o Sul com ambiente mais quente.</p>
<p>Apesar da presença de nevoeiro, nortada e da possibilidade de alguns aguaceiros muito localizados, o fim de semana deverá ser dominado por tempo estável na maior parte do território continental, sem alterações significativas no padrão meteorológico e sem previsão de chuva generalizada, mantendo-se o cenário típico de verão, com céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790701]]></sapo:autor>
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		<title>Ativista indiano levado hoje para hospital após 20 dias de greve de fome</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 06:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ativista indiano Sonam Wangchuk foi levado à força hoje para um hospital após 20 dias de greve de fome em protesto contra o sistema de exames de acesso a Medicina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ativista indiano Sonam Wangchuk foi levado à força hoje para um hospital após 20 dias de greve de fome em protesto contra o sistema de exames de acesso a Medicina.</P><br />
<P>Wangchuk, de 59 anos, está em sem comer desde 28 de junho para exigir a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, acusado de uma fraude que levou, em maio, à anulação de um exame realizado por dois milhões de candidatos a estudantes de medicina.</P><br />
<P>De acordo com a imprensa local, essa anulação provocou o suicídio de vários candidatos.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, várias centenas de estudantes juntaram-se a Wangchuk em torno do palco que montou no Jantar Mantar, um monumento da capital, Nova Deli.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com as ordens do (&#8230;) Supremo Tribunal e por recomendação médica, devido à deterioração do estado de saúde de Sonam Wangchuk, este foi transferido para o hospital para receber os cuidados médicos indispensáveis&#8221;, declarou o comissário-adjunto da polícia de Deli num comunicado.</P><br />
<P>Um vídeo gravado em Jantar Mantar mostrou a confusão que reinava entre alguns apoiantes de Wangchuk presentes no local durante a manhã, enquanto agentes da polícia, munidos de lençóis brancos, o retiravam apressadamente do palco.</P><br />
<P>&#8220;Embora cumprissem as ordens (&#8230;), os manifestantes tentaram criar obstáculos, o que provocou uma ligeira agitação&#8221;, acrescenta-se no comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Apelamos aos manifestantes presentes em Jantar Mantar para que abandonem o local pacificamente o mais rapidamente possível&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>Outras manifestações foram organizadas pelo movimento satírico &#8216;online&#8217; Partido do Povo das Baratas (CJP, na sigla em inglês), que acabara de surgir nas redes sociais.</P><br />
<P>Este partido foi fundado por um estudante indiano recém-licenciado pela Universidade de Boston (Estados Unidos), Abhijeet Dipke, em reação às declarações do presidente do Supremo Tribunal contra os jovens &#8220;baratas&#8221; e &#8220;parasitas&#8221; que criticam o Governo.</P><br />
<P>Ecologista de renome, Sonam Wangchuk é o mais destacado dos grevistas de fome. Libertado em março, após seis meses de detenção por se ter manifestado a favor da autonomia da região himalaia de Ladakh, juntou-se ao protesto daquele movimento de jovens.</P><br />
<P>Vários membros dos partidos da oposição manifestaram apoio a Wangchuk e aos ativistas estudantis.</P><br />
<P>O estado de saúde de Sonam Wangchuk deteriorou-se nos últimos dias. Na quinta-feira, um tribunal de Nova Deli ordenou que médicos do Governo vigiassem diariamente o estado de saúde do ativista.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791084]]></sapo:autor>
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		<title>Prosseguem buscas para encontrar sobreviventes de deslizamento de terra na China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 05:55:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipas de socorro continuavam hoje em busca de sobreviventes de um deslizamento de terras na cidade de Chongqing, no sudoeste da China, que provocou pelo menos oito mortos e deixou 34 pessoas desaparecidas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Equipas de socorro continuavam hoje em busca de sobreviventes de um deslizamento de terras na cidade de Chongqing, no sudoeste da China, que provocou pelo menos oito mortos e deixou 34 pessoas desaparecidas.</P><br />
<P>O deslizamento ocorreu na sexta-feira de manhã, no condado de Pengshui, na periferia do município de Chongqing, quando grandes quantidades de rochas e terra deslizaram pela encosta, soterrando mais de dez edifícios residenciais, segundo a televisão estatal CCTV. </P><br />
<P>Na sequência do deslizamento de terras, mais de 800 socorristas foram mobilizados para o local, tendo sido encontradas 18 pessoas presas sob os escombros, oito das quais declaradas mortas, anunciou o chefe do condado, Ren Xujiang.</P><br />
<P>Imagens mostraram blocos de rocha maiores do que edifícios de vários andares, espalhados pelo terreno íngreme. Um dos prédios ficou parcialmente destruído e um automóvel foi encontrado meio soterrado junto a outro edifício.</P><br />
<P>De acordo com Wang Chuanjun, responsável pelo departamento de Planeamento e Recursos Naturais de Pengshui, o deslizamento envolveu cerca de 18.000 metros cúbicos de rochas e detritos, incluindo um bloco com cerca de 3.000 metros cúbicos.</P><br />
<P>A CCTV acrescentou que chuvas persistentes atingiram o condado entre sexta-feira à noite e sábado de manhã, com 19,2 centímetros de precipitação registados numa estação meteorológica, dificultando as operações de resgate. </P><br />
<P>Com a ligeira melhoria do tempo, as equipas conseguiram entrar na área para inspecionar os edifícios colapsados e zonas ribeirinhas.</P><br />
<P>As autoridades alertaram que, após a inspeção inicial, será necessário perfurar os blocos de rocha e utilizar explosivos para os fragmentar, operação que comporta riscos devido à instabilidade das pedras.</P><br />
<P>A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma anunciou a atribuição de um fundo de emergência de 30 milhões de yuan (4,4 milhões de euros) para apoiar a reconstrução de infraestruturas e serviços públicos afetados.</P><br />
<P>O deslizamento, provocado pelas chuvas, ocorreu junto a um troço do rio Wujiang, que atravessa montanhas com pequenas localidades e terraços agrícolas. O condado de Pengshui situa-se na parte sudeste de Chongqing, junto às províncias de Hubei e Guizhou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791083]]></sapo:autor>
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		<title>China saúda EUA por restaurarem privilégios comerciais para Hong Kong</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 05:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China saudou a decisão dos Estados Unidos de não renovar uma ordem executiva que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong, considerando um passo importante na implementação do consenso alcançado durante encontros entre Pequim e Washington.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China saudou a decisão dos Estados Unidos de não renovar uma ordem executiva que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong, considerando um passo importante na implementação do consenso alcançado durante encontros entre Pequim e Washington.</P><br />
<P>O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou na sexta-feira que não vai renovar a ordem executiva, assinada em julho de 2020 durante o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, em resposta à imposição pela China de uma lei de segurança nacional para limitar a dissidência política em Hong Kong.</P><br />
<P>Decisão aplaudida na sexta-feira por um porta-voz do Ministério do Comércio da China que, citado pela agência de notícias Xinhua, confirmou a revogação, este ano, da ordem executiva.</P><br />
<P>Ainda de acordo com este ministério, durante as consultas económicas e comerciais entre a China e os EUA, realizadas em Madrid no ano passado, os Estados Unidos assumiram compromissos sobre questões que incluíram Hong Kong e o investimento. </P><br />
<P>O porta-voz indicou ainda que a manutenção da prosperidade e da estabilidade de Hong Kong serve os interesses comuns da China e dos Estados Unidos, e que o ajustamento da política dos EUA em relação a Hong Kong numa direção positiva também vai ao encontro das expectativas da comunidade internacional.</P><br />
<P>A China, afirmou ainda o responsável chinês do Ministério do Comércio, espera que os Estados Unidos honrem as convenções internacionais e o consenso alcançado pelas duas partes, respeitem a soberania da China e o Estado de direito na Região Administrativa Especial de Hong Kong, e restabeleçam e reforcem as relações económicas e comerciais com esta cidade vizinha de Macau.</P><br />
<P>Esses esforços contribuiriam para a construção de uma relação construtiva de estabilidade estratégica entre a China e os Estados Unidos, acrescentou o porta-voz.</P><br />
<P>Na sexta-feira, o porta-voz do Departamento do Tesouro afirmou que continuarão em vigor as sanções previstas na Lei de Autonomia de Hong Kong de 2020, que penaliza autoridades que promovem a política chinesa de limitar a autonomia do território, acrescentando que a decisão de não renovar evita a duplicação de sanções. </P><br />
<P>A ordem executiva de 2020, justificada com a convicção de que Hong Kong deixou de ser suficientemente autónomo para merecer um tratamento diferenciado em relação à China continental sob certas leis, fora renovada pela última vez em julho de 2025, por um ano.</P><br />
<P>A China aprovou a lei de segurança nacional para Hong Kong após os protestos do movimento pró-democracia em 2019, a manifestação política mais significativa naquele território desde que a antiga colónia britânica voltou ao domínio chinês, em 1997.</P><br />
<P>O Governo de Hong Kong afirmou, em comunicado, ter notado uma &#8220;mudança positiva na política dos EUA&#8221; em relação à cidade.</P><br />
<P>&#8220;Salvaguardar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong atende aos interesses comuns da China e dos Estados Unidos e também se alinha com as expectativas gerais da comunidade internacional&#8221;, referiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791082]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Marco Martins estreia &#8220;A Ilha&#8221; na aldeia mineira do Lousal em Grândola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:55:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As antigas Minas do Lousal, no concelho de Grândola, recebem hoje a estreia do espetáculo "A Ilha", criado pelo encenador Marco Martins, a partir das memórias dos habitantes daquela antiga aldeia mineira, divulgou a organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As antigas Minas do Lousal, no concelho de Grândola, recebem hoje a estreia do espetáculo &#8220;A Ilha&#8221;, criado pelo encenador Marco Martins, a partir das memórias dos habitantes daquela antiga aldeia mineira, divulgou a organização.</P><br />
<P>A estreia está marcada para as 19:00, sendo proposta uma performance multidisciplinar que cruza teatro, fotografia, música, artes visuais e testemunhos reais da comunidade local.</P><br />
<P>&#8220;Criado em estreita ligação com os habitantes da aldeia, &#8216;A Ilha&#8217; transforma o espaço das minas num lugar de evocação e partilha&#8221;, assinalou a associação cultural Ainda Não Tem Nome, com sede em Grândola, no distrito de Setúbal. </P><br />
<P>Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação revelou que a performance conta com os artistas André Cepeda, Gabriel Ferrandini, Henrique Pavão e João Pimenta Gomes. </P><br />
<P>Já a dramaturgia resulta de uma investigação desenvolvida por Afonso Cruz, Joana Pereira Bastos e Raquel Moleiro, a partir de testemunhos recolhidos junto da população.</P><br />
<P>Segundo a associação cultural, o espetáculo baseia-se nos testemunhos de Alberto Rosa Pereira, Avelino Espada, Eduardo Silva, Etelvina Guerreiro (Vina), Fatinha Vaz, Gracinda Dias, José Guerreiro, José Pacheco, Manuel João Vaz e Maria Andrade Soromenho. </P><br />
<P>A criação artística debruça-se sobre a &#8220;memória coletiva, trabalho, resistência e sobre a humanidade inscrita nas ruínas de um mundo isolado como uma ilha&#8221;, acrescentou a organização. </P><br />
<P>Entre essas memórias, precisou, está a de Etelvina Martins Vaz Guerreiro, conhecida por Vina, que recorda o impacto da atividade mineira na vida das famílias.</P><br />
<P>&#8220;O meu pai foi mineiro a vida toda e morreu de silicose. Eu nunca trabalhei na mina. Tinha medo. Nos últimos anos, mesmo à superfície, sentiam-se os rebentamentos do avanço da exploração. Até os vidros das casas se partiam&#8221;, recorda a habitante, citada no comunicado. </P><br />
<P>Reconhecido internacionalmente pelo trabalho em cinema e teatro comunitário, Marco Martins regressa com &#8220;A Ilha&#8221; a uma prática artística onde se cruzam a realidade, ficção e a memória coletiva.</P><br />
<P>Neste espetáculo, o encenador procura refletir &#8220;sobre os sistemas económicos e sociais que moldaram gerações inteiras e sobre aquilo que permanece quando a atividade que lhes deu origem desaparece&#8221;, resumiu a associação. </P><br />
<P>&#8220;Entre ruína e memória, &#8216;A Ilha&#8217; revisita a história singular do Lousal para questionar temas universais como o trabalho, a pertença, a exploração dos recursos naturais e a resistência das comunidades perante a transformação dos territórios&#8221;, disse.  </P><br />
<P>O espetáculo resulta de uma coprodução entre a associação Ainda Não Tem Nome e o Arena Ensemble. </P><br />
<P>A criação conta com financiamento da Direção-Geral das Artes e integra o eixo LA-TITUDES, programa dedicado a criações participativas que colocam as comunidades no centro do processo artístico.</P><br />
<P>Com entrada é livre, mas lotação limitada e sujeita a reserva, a performance tem uma duração aproximada de 130 minutos e inclui um percurso de cerca de 1,5 quilómetros, dos quais 270 metros decorrem numa galeria subterrânea. </P><br />
<P>Entre outros projetos de teatro comunitário de Marco Martins contam-se &#8220;Baralha&#8221;, peça baseada em textos de Shakespeare e desenvolvida com uma comunidade cigana; &#8220;Estaleiros&#8221;, a partir de Samuel Beckett, com trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo; &#8220;Todo o Mundo É um Palco&#8221;, com um elenco de 20 intérpretes, profissionais e não-profissionais, de onze nacionalidades; &#8220;Provisional Figures Great Yarmouth&#8221;, com a comunidade migrante portuguesa fixada no leste de Inglaterra; &#8220;Selvagem&#8221;, com caretos transmontanos e sardos; &#8220;Pêndulo&#8221;, com um grupo de mulheres imigrantes, cuidadoras e empregadas domésticas; &#8220;Blooming&#8221;, com um grupo de adolescentes acolhidos em instituições; e &#8220;A Colónia&#8221;, que resgata testemunhos da ditadura a partir da memória da colónia de férias para filhos de presos políticos, em 1972, nas Caldas da Rainha.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791081]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Ataque de drones ucranianos em centro logístico russo causa sete mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 04:50:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov.</P><br />
<P>Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.</P><br />
<P>A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.</P><br />
<P>Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite. </P><br />
<P>&#8220;A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo&#8221;, escreveu o autarca na rede Telegram.</P><br />
<P>Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.</P><br />
<P>A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.</P><br />
<P> As forças ucranianas atingiram 12 navios da chamada &#8220;frota sombra&#8221; russa no mar Negro, anunciou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, na plataforma de mensagens Telegram.</P><br />
<P>De acordo com o responsável, foram atingidos nove cargueiros, um petroleiro, um navio de transporte de gás e um rebocador, durante uma ofensiva lançada na sexta-feira.</P><br />
<P>Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde se registaram explosões em várias cidades, seguidas de incêndios em múltiplos locais.</P></p>
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