Ucrânia assina maior avanço militar desde o início da guerra: linha da frente russa recua 30 quilómetros

Segundo o Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia, a liderança militar da Federação Russa decidiu deslocar para a zona as unidades das tropas da Guarda Russa que se encontra baseada nos limites administrativos do Distrito Militar da Sibéria e o contingente de tropas russas na Síria

Francisco Laranjeira

A Ucrânia assinou o seu maior avanço no sul do país desde o início da guerra, depois de ter ultrapassado as defesas russas – segundo um responsável pró-Rússia, as tropas ucranianas conseguiram recapturar várias aldeias ao longo do rio Dnipro, incluindo a cidade de Dudchany, a cerca de 30 quilómetros a sul da antiga linha da frente, o que sustentou o avanço mais rápido registado até ao momento.

As forças russas tinham-se entrincheirado em posições fortemente reforçadas ao longo da linha de frente desde as primeiras semanas da invasão. No leste do país, as forças ucranianas também expandiram a sua ofensiva rápida, recuperando mais território em áreas anexadas pela Rússia e ameaçando as linhas de abastecimento para as tropas russas.

O presidente Volodymyr Zelenskyy garantiu que o exército ucraniano assumiu o controlo de várias cidades em várias áreas, embora sem avançar com mais detalhes, já depois da cidade oriental de Lyman, em Donetsk, ter sido “totalmente limpa” das forças russas.

Segundo o Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia, a liderança militar da Federação Russa decidiu deslocar para a zona as unidades das tropas da Guarda Russa que se encontra baseada nos limites administrativos do Distrito Militar da Sibéria e o contingente de tropas russas na Síria.

Segundo a Ucrânia, as unidades do 3º Corpo do Exército russo, recém-formado como resultado da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin, “estão impossibilitados de desempenhar efetivamente as tarefas que lhes são atribuídas. Armas e equipamentos militares obsoletos e inutilizáveis, abandono arbitrário de posições e recusa em realizar tarefas de combate por pessoal, consumo de bebidas alcoólicas, violações sistemáticas da disciplina militar são as principais razões para a desmoralização dos militares das unidades da unidade”, apontam os responsáveis ucranianos.

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