A Bielorrússia deve retirar as suas tropas da fronteira com a Ucrânia e “cessar ações hostis” ou corre o risco de se envolver ainda mais na guerra, alertou Kiev, em comunicado.
“Advertimos as autoridades bielorrussas para que não cometam erros trágicos para o seu país sob pressão de Moscovo”, destacou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, este domingo.
De acordo com os responsáveis ucranianos, em causa estão relatórios dos serviços de inteligência de que Minsk estava a reunir “um número significativo de pessoal, incluindo Forças de Operações Especiais, armas e equipamentos militares”, bem como mercenários do grupo Wagner na região de Gomel, na Bielorrússia, na fronteira com a Ucrânia, “sob o pretexto de exercícios”.
Alexander Lukashenko apontou, no início deste mês, que havia enviado quase um terço das Forças Armadas do seu país para a fronteira com a Ucrânia, em resposta à concentração de tropas de Kiev perto da fronteira em comum com os dois países.
A Ucrânia rejeitou o pretexto, com o ministério a enfatizar “que a Ucrânia não tomou e não tomará uma ação hostil contra o povo bielorrusso”. Kiev observou que o destacamento de tropas bielorrussas estava concentrado numa área próxima à central nuclear de Chernobyl e alertou: “Realizar exercícios na área de fronteira e nas proximidades da instalação de energia nuclear representa uma ameaça à segurança nacional ucraniana e à segurança global em geral.”
Kiev pediu à Bielorrússia que “cesse as ações hostis e retire as forças da fronteira estatal da Ucrânia para uma distância maior do que o alcance de tiro dos sistemas da Bielorrússia”.
“Advertimos que, em caso de violação da fronteira estatal da Ucrânia pela Bielorrússia, o nosso Estado tomará todas as medidas necessárias para exercer o direito à autodefesa garantido pela Carta da ONU. Consequentemente, todas as concentrações de tropas, instalações militares e rotas de abastecimento na Bielorrússia vão tornar-se alvos legítimos para as Forças Armadas ucranianas”, conclui o comunicado.














