Ucrânia: Adiado primeiro julgamento por crimes de guerra

A aparição do arguido foi breve, uma vez que após uma discussão entre os juízes e advogados sobre o processo, o julgamento foi adiado para outro dia.

Simone Silva

O primeiro julgamento por crimes de guerra na Ucrânia, que contava com Vadim Shyshimarin como réu, foi adiado esta sexta-feira, breves instantes após o inícip da sessão, avança a ‘Sky News’.

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Segundo a estação, a aparição do sargento Vadim Shyshimarin foi breve, uma vez que após uma discussão entre os juízes e advogados sobre o processo, o julgamento foi adiado para outro dia.

Shyshimarin, um soldado russo de 21 anos, marcou presença esta sexta-feira num tribunal de Kiev, por estar acusado de crimes de guerra, após matar um ucraniano de 62 anos com um tiro na cabeça.

Esta é a primeira vez que um membro das forças armadas russas é processado por um crime de guerra no conflito. O gabinete da procuradora-geral Iryna Venediktova disse que está a investigar mais de 10.700 crimes de guerra, a envolver mais de 600 suspeitos, incluindo soldados russos e funcionários do governo.

Shyshimarin era membro de uma unidade de tanques derrotada pelas forças ucranianas a 28 de fevereiro.

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Venediktova disse que quando ele e os seus colegas soldados fugiram, dispararam contra um carro particular e roubaram-no. Conduziram rumo a Chupahivka, uma vila na região de Sumy, cerca de 320 quilómetros a leste de Kiev.

No caminho, acrescentou, viram um homem a andar no passeio e a falar ao telemóvel. Shyshimarin foi ordenado a matar o homem para impedi-lo de relatar a sua localização às autoridades ucranianas.

A procuradora não disse quem deu a ordem, apenas que Shyshimarin disparou pela janela aberta e atingiu a vítima na cabeça. “O homem morreu no local a apenas algumas dezenas de metros de sua casa”, escreveu.

O tribunal distrital de Solomyanskyy estava cheio de jornalistas esta sexta-feira e Shyshimarin foi mantido numa pequena “jaula” de vidro.

O homem arrisca prisão perpétua se for considerado culpado e o seu advogado Victor Ovsyanikov admite que o caso contra é grave, apesar de ressalvar que a decisão final será tomada pelo tribunal. Ainda não se sabe quando é que o julgamento será retomado.

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